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Produtor rural de Torixoréu aumenta produção de leite em 72% com apoio do Senar/MT

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Em apenas um ano, o produtor rural Marlos da Silva Souza, de Torixoréu (MT), aumentou sua produção diária de leite em 72%. Participante do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) em Bovinocultura de Leite, promovido pelo Senar/MT, ele passou de 115 litros por dia, em abril de 2024, para 198 litros em março de 2025, demonstrando um crescimento expressivo na produtividade.

Desafios enfrentados pela Fazenda Vitória

A Fazenda Vitória, propriedade de Marlos, enfrentava dificuldades comuns aos pequenos e médios produtores da região, como a falta de reserva estratégica de volume, número reduzido de piquetes para manejo rotacionado e oferta insuficiente de pastagem, mesmo durante o período chuvoso. Essas limitações comprometiam o potencial produtivo do rebanho.

Melhorias implantadas com suporte técnico e sindical

Com o apoio do Sindicato Rural de Torixoréu e do técnico credenciado do Senar/MT, José Leonel, Marlos implementou várias mudanças na fazenda. Entre as primeiras ações, destacou-se a ensilagem da capineira Capiaçú, que passou a garantir alimento de qualidade para o rebanho durante a seca.

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Outro avanço importante foi a reorganização das pastagens: de quatro piquetes, a fazenda agora conta com 20 áreas divididas, permitindo um manejo rotacionado mais eficiente e preservando a qualidade da forragem.

Investimentos em suplementação e manejo reprodutivo

Além das melhorias na pastagem, Marlos adotou a suplementação contínua de vacas e bezerras com concentrados e iniciou a implantação da inseminação artificial. Essas práticas reforçam o manejo reprodutivo da fazenda e contribuem para a formação de um rebanho mais produtivo e tecnicamente assistido.

Produtor vê futuro promissor para a atividade

“Hoje eu vejo um futuro melhor no campo. Com as orientações que recebi, consegui melhorar muito a produção e, com isso, também a renda da família. Agora tenho condição de manter todo o mundo aqui com dignidade”, afirma Marlos, satisfeito com os resultados alcançados e a transformação da sua propriedade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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