AGRONEGÓCIO

Produtor mineiro transforma pequena propriedade em referência na bananicultura

Publicado em

Trajetória de superação e retorno ao campo

A história do agricultor Alisson Lima Silva é marcada por desafios, mudanças e, sobretudo, persistência. Natural de Igaratinga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, ele iniciou sua trajetória no meio rural ainda na adolescência, auxiliando o pai na produção de leite na fazenda Mata Dentro.

Em busca de novas experiências, mudou-se para a cidade, onde trabalhou por 12 anos no setor de transporte de eucalipto. O reencontro com a atividade rural aconteceu de forma inesperada, durante uma entrega, quando conheceu um cliente que cultivava bananas. O contato despertou seu interesse pela fruticultura e marcou o início de uma nova fase em sua vida.

“Pesquisei sobre o cultivo, entrei em contato com produtores de mudas e com a Emater-MG. Voltei para a fazenda em 2019 e comecei com quatro mil pés de banana. Vi que havia mercado e ampliei o plantio”, relata Alisson.

Expansão do cultivo e superação de dificuldades

Mesmo enfrentando obstáculos, como escassez de recursos financeiros e falta de mão de obra, o produtor não desistiu. Atualmente, ele cultiva mais de 21 mil mudas, distribuídas em dez hectares de banana-prata e três hectares de banana-nanica.

Leia Também:  Geração de energia solar e eólica sofre 400 mil horas de cortes em 2024

Segundo o extensionista da Emater-MG, João Paulo Castro Monteiro, o crescimento de Alisson é resultado direto de sua determinação. “Ele é muito dedicado, cuida praticamente de toda a produção sozinho. A evolução da propriedade é reflexo do esforço pessoal dele”, destaca.

A baixa concorrência regional também favoreceu a consolidação do negócio. A maior parte da produção é destinada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), por meio da Cooperativa dos Produtores da Agricultura Familiar de Divinópolis (Cooprafad). O excedente é comercializado no comércio local.

Aspectos técnicos e orientações para o cultivo

De acordo com João Paulo, os investimentos iniciais para implantação da bananicultura não são baixos, e o retorno financeiro costuma ocorrer entre um e dois anos após o início do cultivo.

Para alcançar uma produção eficiente, o especialista recomenda atenção a aspectos técnicos como o espaçamento correto entre as plantas, aquisição de mudas de laboratórios confiáveis, adubação adequada de acordo com a produtividade e a realização periódica de análises do solo e das folhas.

Além disso, o monitoramento constante é essencial para o controle de pragas comuns na cultura, como a sigatoka amarela e o moleque da bananeira. A irrigação também requer cuidados: sistemas por gotejamento ou microaspersão são os mais indicados, pois o excesso de água pode comprometer a lavoura.

Leia Também:  Agronegócio paulista registra superávit de US$ 19 bilhões nos dez primeiros meses de 2025
Dedicação como diferencial

O exemplo de Alisson Lima Silva mostra como o conhecimento técnico aliado à persistência pode transformar uma pequena propriedade em um negócio rentável e sustentável. Seu sucesso na bananicultura é, hoje, referência para outros agricultores familiares da região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Simpósio em Dourados debate Zarc, manejo da soja e créditos de carbono

Published

on

Produtores rurais, pesquisadores, técnicos e representantes do agronegócio participam nesta segunda-feira (11.05), em Dourados (cerca de 230 km da capital, Campo Grande), em Mato Grosso do Sul, do Simpósio de Agricultura promovido pelo Grupo Plantio na Palha (GPP) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agropecuária Oeste). O evento integra a programação da 60ª Expoagro e concentra discussões sobre gestão de risco climático, manejo da soja, uso da água e mercado de carbono.

A programação reune especialistas para discutir temas considerados estratégicos diante das mudanças climáticas, da pressão por sustentabilidade e da necessidade de ampliar eficiência produtiva no campo.

Um dos principais focos do encontro será o novo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), política pública utilizada para orientar épocas de plantio e reduzir riscos associados ao clima. A ferramenta também serve de base para operações de crédito rural e contratação de seguro agrícola.

A abertura técnica do simpósio contará com palestra do pesquisador Éder Comunello, da Embrapa Agropecuária Oeste, que apresentará os avanços do Zarc com a incorporação dos chamados níveis de manejo. A nova metodologia leva em consideração diferentes padrões tecnológicos adotados nas propriedades rurais, permitindo análises mais precisas sobre risco produtivo.

Leia Também:  Soja no Paraná inicia 2026 com boas condições de cultivo, mas preços seguem estáveis

Segundo especialistas, a atualização do sistema pode trazer impactos relevantes para o produtor, incluindo redução do custo do seguro rural em áreas com melhor manejo e menor exposição climática.

Na sequência, o pesquisador Júlio Cesar Salton abordará a relação entre níveis de manejo e produtividade da soja, destacando práticas voltadas ao aumento da eficiência agronômica e à diminuição dos riscos de perdas nas lavouras.

O simpósio também abrirá espaço para debates sobre recursos hídricos. O presidente do Comitê da Bacia do Rio Ivinhema, Leonardo Ramos, discutirá os impactos e desafios relacionados à cobrança pelo uso da água na agricultura e na pecuária, tema que ganha importância crescente em regiões de expansão agropecuária e maior pressão ambiental.

Outro assunto em destaque será o mercado de créditos de carbono. O CEO da NetWord, Marcos Ferronatto, apresentará possibilidades de originação, estruturação e comercialização de créditos gerados em propriedades rurais que adotam práticas sustentáveis e sistemas conservacionistas.

O encerramento da programação contará com debate mediado pelo presidente do Grupo Plantio na Palha, Mário José Maffini, reunindo palestrantes e participantes para discutir os desafios da agricultura regional diante do atual cenário climático e econômico.

Leia Também:  Bolsas globais operam mistas após fim da paralisação nos EUA e com foco em dados econômicos

Para a Embrapa Agropecuária Oeste, o evento reforça a importância da transferência de tecnologia e da aproximação entre pesquisa científica e produtor rural, especialmente em temas ligados à adaptação climática, sustentabilidade e rentabilidade da atividade agrícola.

Serviço

Simpósio de Agricultura da Expoagro 2026

  • Data: 11 de maio de 2026
  • Horário: das 7h às 12h
  • Local: Auditório do Sindicato Rural de Dourados, em Dourados (MS)
  • Realização: Grupo Plantio na Palha (GPP) e Embrapa Agropecuária Oeste
  • Temas:
    • Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc)
    • Manejo da soja
    • Cobrança pelo uso da água
    • Créditos de carbono
    • Sustentabilidade e gestão de risco no campo

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA