AGRONEGÓCIO

Produtor Mineiro Se Destaca no Concurso Nacional de Produtividade de Milho com Colheita de 234,8 sc/ha

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O 7º Fórum Getap, realizado nesta quarta-feira (27) em Indaiatuba/SP, revelou os vencedores do Concurso de Produtividade no Milho Inverno 2024, destacando o trabalho de 183 produtores de dez estados brasileiros. Com o objetivo de premiar os agricultores com maior produtividade no cultivo de milho, o concurso analisou amostras de produtores nas categorias irrigado e sequeiro, com 119 deles auditados até o início de novembro.

Entre os destaques da edição, o mineiro Helio Yamamoto, da cidade de Paracatu, foi o grande vencedor na categoria cultivo irrigado, alcançando uma produtividade impressionante de 234,8 sacas por hectare (sc/ha). A segunda colocação na mesma categoria ficou com Kaio Fiorese, de Água Fria de Goiás/GO, com 232,1 sc/ha, seguido pela AgroMichels, de Unaí/MG, que obteve 219,2 sc/ha.

Na categoria milho sequeiro, o vencedor foi Artur Volpatto, de Campos de Júlio/MT, com 230,9 sc/ha. Avanilda Santeiro, de Mineiros/GO, ficou em segundo lugar com 230 sc/ha, enquanto Luis Carlos Granemann, de Portelândia/GO, conquistou a terceira posição com 228,6 sc/ha.

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Destaques Regionais

Além dos vencedores gerais, o concurso também premiou agricultores com alta performance em suas regiões. Em Mato Grosso do Sul, André Machado, de Chapadão do Sul, obteve 225,4 sc/ha, enquanto Roberto Tisott, de Vilhena (RO), colheu 209,5 sc/ha. No estado de São Paulo, Joaquim Nishi, de Capão Bonito, teve uma produção de 197,1 sc/ha, e na Bahia, Diego Santana, de Paripiranga, se destacou com 187,7 sc/ha. Em outros estados, produtores como Ivo Brunetta, no Paraná, e a Sierentz Agro Brasil LTDA, no Maranhão, também conquistaram bons resultados.

Auditoria e Desempenho

Todas as áreas dos participantes foram auditadas pela equipe técnica do Grupo Somar, que avaliou indicadores-chave como produtividade, número de grãos por espiga e peso. Ao final, os participantes receberão um relatório técnico detalhado que permitirá comparar seu desempenho com o de outros concorrentes.

O Fórum Getap, uma iniciativa do Grupo Tático de Aumento de Produtividade, visa promover boas práticas e discutir estratégias para aumentar a produtividade do milho no Brasil. Além do concurso, o evento reúne especialistas e representantes de indústrias para compartilhar conhecimento e debater temas essenciais para o setor agrícola.

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De acordo com Gustavo Resende Capanema, coordenador técnico do Getap, os resultados desta edição mostraram que, apesar das dificuldades climáticas, os produtores que participaram do concurso mantiveram altos níveis de produtividade. “A irrigação se destacou como um fator crucial para alcançar altas produtividades, como evidenciado pela vitória de Helio Yamamoto na categoria irrigado, que superou a média do sequeiro”, afirmou Capanema.

O evento contou com o apoio de entidades como a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Abramilho (Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo), Abisolo (Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal), além de importantes empresas do setor como Bayer, ICL, Stoller, Ubyfol, Eurochem e Amaggi.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

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A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

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No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

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A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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