AGRONEGÓCIO

Produtor de Maripá (PR) se destaca na terminação de suínos com sistema integrado e eficiência reconhecida

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História no campo desde a infância

No município de Maripá, no oeste do Paraná, o produtor Francisco Jovã, de 56 anos, vem ganhando destaque na suinocultura. Natural da linha Arapaçu, Jovã carrega uma trajetória marcada pela vivência no meio rural.

“Meu pai sempre teve criação de porcos e eu cresci envolvido nisso”, conta.

Apesar da ligação com a suinocultura desde a infância, ele se afastou da atividade por um período, dedicando-se à prestação de serviços em colheitas nos estados de Tocantins e Maranhão. No entanto, a intensa concorrência no setor e a dificuldade para contratar operadores de máquinas o fizeram retornar à criação de suínos.

Investimento na terminação de suínos

Em 2020, o produtor decidiu investir na terminação de suínos, construindo uma granja com capacidade inicial para 3 mil animais. No ano passado, ampliou a estrutura e passou a alojar até 4.650 suínos. Paralelamente à suinocultura, Jovã mantém atividades agrícolas, com o cultivo de soja e milho, em parceria com o cunhado.

Atualmente, conta com um casal de funcionários que cuida da granja, enquanto ele se dedica à gestão da lavoura.

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Presença da família na atividade

A família também está envolvida no setor agropecuário. O filho Fernando seguiu carreira na área, é formado em Agronomia e trabalha há 11 anos na unidade da C.Vale em Pitanga.

“Eu disse a ele para escolher seu caminho. Ele decidiu seguir a carreira de agrônomo e está há 11 anos na cooperativa”, relata o produtor com orgulho.

Integração com a C.Vale garante estabilidade

Um dos pilares da segurança financeira da propriedade é a parceria com a cooperativa C.Vale. Por meio do sistema de integração, a cooperativa fornece os leitões, a ração, os medicamentos e a assistência técnica. Francisco, por sua vez, entra com a estrutura e a mão de obra.

“Com essa parceria, mesmo em tempos difíceis, eu sempre tenho retorno. É diferente de quem trabalha por conta própria, que pode fechar no vermelho se o mercado oscilar”, afirma.

Planejamento para o futuro da propriedade

Com os olhos voltados para o futuro, o produtor não descarta a possibilidade de que o filho venha a assumir os negócios da família.

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“Ele segue a carreira dele, mas no futuro pode voltar para dar continuidade à lavoura e à suinocultura. Aí eu posso curtir mais a vida e os netos”, comenta, em tom bem-humorado.

Reconhecimento pela excelência na produção

A dedicação de Francisco e sua esposa Elíria à suinocultura foi reconhecida no programa de certificação da Frimesa. O casal conquistou o primeiro lugar na auditoria do programa Melhores do Suínos Certificado 2024, atendendo a 100% dos requisitos da certificação. A premiação foi entregue no dia 3 de dezembro do ano passado.

Compromisso com eficiência e sustentabilidade

Com foco em eficiência e sustentabilidade, Francisco Jovã aposta na inovação e na integração como caminhos para garantir a qualidade na produção e a rentabilidade da atividade. Sua história reforça o papel do produtor rural comprometido com o desenvolvimento do setor e atento às oportunidades do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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