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Produtividade impulsiona safra e reforça protagonismo no agro brasileiro

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A expansão da agropecuária brasileira em 2025 teve reflexos diretos no desempenho de estados com forte presença agrícola, entre eles Minas Gerais. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor foi o principal vetor de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional no ano, com avanço de 11,7%. No estado mineiro, o movimento foi acompanhado por aumento da produção e, sobretudo, por ganhos relevantes de produtividade nas principais culturas.

Segundo estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Minas Gerais alcançou produção de 18,4 milhões de toneladas de grãos, crescimento de 15,1% em relação ao ciclo anterior. O resultado coloca o estado entre os maiores produtores do país — embora ainda distante de gigantes agrícolas como Mato Grosso e Paraná — e evidencia um avanço sustentado mais por eficiência do que por expansão territorial. A área plantada cresceu apenas 0,9%, enquanto a produtividade média avançou 14,1%.

Entre as culturas que mais contribuíram para o desempenho mineiro estão soja, sorgo e algodão. A produção de soja atingiu cerca de 9,19 milhões de toneladas, com alta próxima de 20%, enquanto o sorgo registrou crescimento expressivo, superando 1,4 milhão de toneladas. O algodão também avançou de forma significativa, refletindo investimentos em tecnologia, manejo e adaptação de variedades ao clima do Cerrado mineiro.

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O desempenho reforça a posição de Minas Gerais como um polo agrícola diversificado dentro do cenário nacional. Diferentemente de estados do Centro-Oeste, cuja produção é fortemente concentrada em grandes volumes de soja e milho, a agropecuária mineira combina grãos, pecuária, café e fruticultura. Essa estrutura produtiva mais variada tem permitido ao estado ampliar presença em diferentes mercados e sustentar crescimento mesmo diante de oscilações climáticas ou de preços internacionais.

Fonte: Pensar Agro

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Cuiabá reúne lideranças para debater plano de redução de riscos em comunidades vulneráveis

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Com foco na prevenção de desastres e no planejamento urbano, a Prefeitura de Cuiabá realizou, nesta terça-feira (28), um encontro com lideranças comunitárias para discutir a construção do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR). A reunião ocorreu no auditório da Secretaria Municipal de Educação (SME) e integra a etapa inicial de validação das áreas prioritárias a serem trabalhadas pelo projeto.

A iniciativa faz parte de uma política pública articulada entre o município, a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades. O objetivo é identificar, mapear e propor medidas para reduzir riscos em áreas vulneráveis a desastres, como deslizamentos, inundações e queimadas.

O professor do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFMT e coordenador geral do PMRR, Hugo Kamiya Tsutsui, destacou o papel da universidade na execução técnica do projeto e a necessidade de validação junto à população.

“Estamos consolidando a primeira etapa, que é a validação das áreas definidas pela equipe técnica e pelo comitê gestor. A participação das lideranças é essencial para identificar pontos que podem não ter sido mapeados inicialmente”, afirmou.

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Segundo o coordenador, a próxima fase envolve o diagnóstico detalhado das áreas, com uso de tecnologia para levantamento de dados.

“Vamos realizar sobrevoos com drones para mapear essas regiões e, a partir disso, classificar os níveis de risco. Isso permitirá definir quais intervenções são necessárias”, explicou.

O prazo para conclusão do plano é dezembro deste ano, quando o documento deverá ser apresentado e validado em audiência pública. A partir dessa etapa, caberá à gestão municipal a implementação das ações propostas.

O diretor técnico da Defesa Civil de Cuiabá, o capitão Marcelo Cerqueira, ressaltou o papel do órgão no acompanhamento das atividades de campo e na articulação com as comunidades.

“A Defesa Civil atua junto à equipe técnica nas visitas aos bairros e mantém diálogo com lideranças locais para facilitar o acesso às áreas. Esse trabalho conjunto é fundamental para identificar riscos e orientar medidas preventivas”, disse.

Já a representante da Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, a engenheira ambiental Bruna Gonçalves Aquino enfatizou o impacto do plano na organização territorial da cidade.

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“O plano é um estudo técnico aprofundado que abrange todo o território urbano. Ele vai contribuir para organizar o crescimento da cidade e promover melhorias nas condições de moradia, com mais segurança e qualidade de vida”, comentou.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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