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Produtividade do feijão cresce no RS, mas clima adverso limita o potencial da safra

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A primeira safra de feijão no Rio Grande do Sul foi finalizada com produtividade média de 1.870 quilos por hectare, resultado 4,7% superior ao estimado no início do ciclo. A área cultivada alcançou 27.133 hectares, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar.

Segunda safra avança, mas impacto climático reduz potencial

Na segunda safra, a colheita já atingiu 55% dos 15.597 hectares estimados. A produtividade média está projetada em 1.316 kg/ha. Apesar das condições atuais favoráveis — com boa umidade do solo, insolação regular e temperaturas adequadas —, o estresse hídrico registrado em fases anteriores do cultivo causou prejuízos. O déficit hídrico comprometeu o desenvolvimento das plantas, resultando em menor porte e abortamento de flores, o que limita o rendimento final.

Região de Ijuí apresenta boa produtividade, mas mercado decepciona

Na região de Ijuí, a colheita avançou e já cobre 25% da área cultivada. A produtividade média está próxima de 2.000 kg/ha. Conforme o relatório da Emater/RS-Ascar, os grãos colhidos apresentam boa qualidade física e sanitária. No entanto, os produtores demonstram insatisfação com os preços praticados. “Mesmo com uma leve recuperação nas cotações, os valores seguem abaixo do que esperávamos”, informou um técnico da entidade.

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Colheita em Soledade avança lentamente e sofre com efeitos da seca

Em Soledade, a colheita ainda está no início, abrangendo cerca de 10% da área. Aproximadamente 50% das lavouras encontram-se em estágio de maturação fisiológica e 40% na fase de enchimento de grãos. A falta de chuvas em abril comprometeu o desenvolvimento de parte das plantações, gerando perdas ao longo do ciclo produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil devem bater recorde em 2025/26 e reforçam liderança global no mercado internacional

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As exportações brasileiras de algodão devem encerrar o ciclo comercial 2025/2026 em nível recorde, com estimativa de aproximadamente 3,3 milhões de toneladas embarcadas, segundo projeções apresentadas durante a abertura do XXIII Anea Cotton Dinner, em reunião da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Algodão e Derivados.

O desempenho reforça o protagonismo do Brasil no comércio internacional da fibra, com o país consolidado como principal exportador mundial de algodão, superando concorrentes tradicionais como os Estados Unidos. O resultado é sustentado pela forte demanda de mercados da Ásia, Europa e Oriente Médio.

Produção brasileira mantém crescimento e produtividade elevada

A safra 2025/2026 de algodão no Brasil deve alcançar cerca de 3,9 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em aproximadamente 1,9 milhão de hectares, com produtividade média próxima de 1.954 quilos por hectare, de acordo com dados da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

Para o ciclo 2026/2027, as primeiras estimativas indicam nova expansão, com produção projetada em 3,96 milhões de toneladas, reforçando a tendência de crescimento consistente da cultura no país.

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Brasil registra recordes de exportação e consolida liderança global

A Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea) destacou que o Brasil registrou recordes mensais de embarques em sete meses dentro do ciclo atual, mantendo ritmo forte de exportações e encerrando a temporada na liderança global do setor.

“O algodão brasileiro alcançou um novo patamar no mercado internacional. Tivemos sete meses de recorde de exportação, e junho deve seguir o mesmo ritmo. Hoje, o desafio já não é apenas produzir mais, mas garantir infraestrutura, competitividade e previsibilidade para sustentar esse crescimento”, afirmou o presidente da Anea, Dawid Wajs.

O avanço das exportações reflete não apenas o aumento da produção, mas também a consolidação da confiança internacional na qualidade da fibra brasileira.

Cenário global pode sustentar preços do algodão

No mercado internacional, o cenário de oferta e demanda segue apertado. A projeção aponta consumo global de aproximadamente 26,510 milhões de toneladas, acima da oferta estimada em 25,265 milhões de toneladas, o que pode contribuir para sustentar as cotações da fibra no mercado mundial.

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Mercado interno mais cauteloso e busca por qualidade

No Brasil, o mercado doméstico apresenta comportamento mais conservador. As fiações têm adotado postura cautelosa nas compras, priorizando qualidade da matéria-prima e reduzindo o apetite por contratos de longo prazo, especialmente em um ambiente de juros elevados.

Uso do algodão avança para além do setor têxtil

Durante as discussões do setor, também ganhou destaque a valorização das fibras naturais e a ampliação do uso do algodão em novas aplicações industriais. Além do vestuário, o produto vem sendo incorporado em segmentos como saúde, construção civil, defesa e materiais funcionais, ampliando seu potencial de inovação e agregação de valor na cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

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