AGRONEGÓCIO

Produtividade da cana-de-açúcar cai 6,5% na safra atual, aponta levantamento do CTC

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A produtividade média da cana-de-açúcar na região Centro-Sul apresentou queda de 6,5% na safra atual em comparação com o ciclo anterior, segundo dados da Plataforma de Benchmarking do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

Entre abril e setembro, a média de produção ficou em 77,7 toneladas por hectare, o que representa uma redução de 5,5 t/ha em relação às 83,2 t/ha registradas no mesmo período da safra passada.

Setembro manteve desempenho semelhante ao do ano anterior

Apesar da retração acumulada, a produtividade de setembro mostrou estabilidade em relação ao mesmo mês do ciclo anterior. A média alcançou 71,9 t/ha, ligeiramente acima das 70,4 t/ha observadas em setembro do ano passado, indicando um comportamento mais equilibrado no final do período analisado.

Qualidade da cana apresenta leve redução no teor de açúcar

O levantamento do CTC também apontou uma queda de 0,8% na qualidade da cana, medida pelo Açúcares Totais Recuperáveis (ATR). Em setembro, o indicador passou de 154 kg de ATR por tonelada (em 2024) para 152,7 kg de ATR/t na atual temporada.

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No acumulado da safra, o teor de ATR está em 134 kg/t, abaixo dos 136,8 kg/t registrados no ciclo anterior, o que reflete um leve impacto nas condições industriais da matéria-prima.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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