AGRONEGÓCIO

Produção Local e Desafios Econômicos Reduzem Demanda Global por Trigo

Publicado em

As importações globais de trigo devem registrar uma queda neste ano devido à desaceleração econômica nos maiores mercados consumidores, a valorização do dólar e o aumento da produção local de cereais. Esses fatores limitam a demanda e pressionam os preços do grão, apesar dos estoques mundiais estarem caminhando para os níveis mais baixos dos últimos nove anos.

Os principais importadores, como China, Indonésia e Egito, devem reduzir suas compras, o que pode colocar um teto nos preços, equilibrando as preocupações com a produção de trigo nos principais exportadores, como a região do Mar Negro, Índia e Estados Unidos, que enfrentam condições climáticas adversas. No entanto, a menor demanda chinesa prejudica os agricultores australianos, que, após uma colheita quase recorde, se veem cada vez mais dependentes da compra chinesa.

A China, maior importadora mundial de trigo, reduzirá suas aquisições pela metade nos primeiros seis meses de 2025, enquanto a Indonésia e o Egito também devem experimentar um crescimento mais lento nas importações, conforme apontam analistas, comerciantes e produtores.

A maior produção interna de trigo na China e a recuperação da safra de arroz na Indonésia contribuirão para uma diminuição nas compras internacionais. Já no Oriente Médio, o Iraque, que tradicionalmente figura entre os maiores importadores, evitará gastos excessivos com trigo devido a uma colheita abundante. Dennis Voznesenski, analista do Commonwealth Bank, destaca que o aumento da produção nacional nos países importadores é um fator estrutural que enfraquece a demanda por trigo no mercado global.

Leia Também:  Mercado de Café Inicia Semana com Alta e Recuperação Técnica

Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a produção de trigo da China deverá crescer 2,6% até junho de 2025, e as importações devem cair 37%, somando 8 milhões de toneladas, conforme dados do Centro Nacional de Informações sobre Grãos e Óleos da China. Voznesenski também salienta que o atual cenário geopolítico, marcado por conflitos e disputas comerciais, está incentivando os países a reduzir sua dependência das cadeias de suprimentos globais e aumentar a produção doméstica.

A redução nas importações ocorre em meio à diminuição dos estoques globais de trigo, que, segundo o USDA, devem atingir o menor nível em nove anos até o final de junho. Além disso, a desaceleração econômica nos principais mercados de trigo, como a China e a Indonésia, deve impactar negativamente o consumo de grãos. A economia da China, por exemplo, deverá crescer a um ritmo mais lento em 2025, enquanto o crescimento do PIB da Indonésia e do Egito será limitado.

Apesar da queda nos preços internacionais, que atingiram a menor taxa em quatro anos, os custos de importação permaneceram elevados ou estáveis, devido à valorização do dólar frente às moedas dos mercados emergentes. O yuan chinês foi enfraquecido pela disputa comercial com os Estados Unidos, enquanto a rupia indonésia e a libra egípcia estão próximas de suas mínimas históricas em relação à moeda americana.

Recentemente, a China atrasou a importação de até 600 mil toneladas de trigo, e os comerciantes esperam uma redução nas compras nos próximos meses. Darin Friedrichs, cofundador da Sitonia Consulting, sediada em Xangai, se mostrou pessimista quanto à demanda chinesa, observando que, após uma safra recorde com condições climáticas quase perfeitas, a China não tem muita necessidade de importar o grão.

Leia Também:  Chove muito no Sul, mas chuvas seguem irregulares no restante do Brasil

Além disso, outros importadores asiáticos também estão reduzindo suas compras. A recuperação da produção de arroz na Indonésia, que deverá alcançar 32,8 milhões de toneladas este ano, também limita a demanda por trigo, com os processadores de alimentos voltando a utilizar farinha de arroz produzida localmente.

No Egito, as compras de trigo também devem diminuir. O principal comprador estatal de grãos do país, a Mostakbal Misr, já adquiriu o suficiente para abastecer o mercado até junho, com a expectativa de que as compras adicionais sejam limitadas. Em 2024, o Egito importou cerca de 14,7 milhões de toneladas de trigo, um volume inferior ao de anos anteriores. O país enfrenta sérios problemas econômicos, com baixo crescimento e a necessidade de auxílio de doadores árabes para financiar suas compras de trigo.

Por fim, o Iraque anunciou que suspenderia as importações de trigo para seu programa de subsídios, após uma colheita abundante, com um excedente de 1,5 milhão de toneladas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Feira de adoção da Bem Estar Animal encaminha pets para novos lares em Cuiabá

Published

on

A Secretaria Adjunta de Bem Estar Animal realizou, neste sábado (9), mais uma feira de adoção de pets em Cuiabá. A ação ocorreu na área externa do Aquário Municipal e disponibilizou cães e gatos para adoção responsável. A iniciativa integra as políticas públicas de proteção animal desenvolvidas pela Prefeitura e busca ampliar a conscientização sobre acolhimento e guarda responsável.

Além de aproximar os animais resgatados de possíveis tutores, a ação também apresentou à população o trabalho realizado no canil municipal, que atualmente abriga cerca de 110 cães vítimas de maus tratos, abandono ou negligência.

A secretária adjunta de Bem Estar Animal, Morgana Thereza Ens, explicou que a seleção dos animais varia conforme a demanda de resgates realizados pela equipe técnica. Segundo ela, os filhotes costumam ter prioridade nas feiras, mas os cães adultos também participam das ações.

“A gente prioriza os filhotes porque têm maior chance de adoção, mas sempre levamos adultos também. Muitos acabam conquistando famílias da mesma forma”, afirmou.

Leia Também:  Secretaria de Agricultura e Aquamat alinham estratégias para oferta de peixe na Semana Santa

Durante o evento, os interessados passaram por entrevista social e preenchimento de ficha cadastral. Após a adoção, a secretaria mantém acompanhamento dos tutores por meio de contatos periódicos, envio de fotos e suporte veterinário.

Ao destacar a importância da adoção responsável, Morgana ressaltou que cada adoção contribui para ampliar a capacidade de acolhimento do município.

“Quando um animal é adotado, dois acabam sendo beneficiados: o que ganha uma família e o próximo que poderá ser resgatado. O canil representa uma chance de recomeço para esses animais”, disse.

A secretaria reforça que não é necessário esperar pelas feiras para adotar. Os interessados podem procurar atendimento presencialmente ou solicitar informações pelo WhatsApp (65) 99207-4318. O Instagram oficial da pasta também divulga animais aptos para adoção e orientações sobre os procedimentos.

Entre as famílias que participaram da feira estava Camila Andrea de Morais Ferreira, que contou ter conhecido a ação por meio de notícias na internet. Ela adotou um filhote após atender ao pedido do filho por um cachorro.

Leia Também:  Mercado de Suco de Laranja: Preços em alta no exterior, mas queda no mercado interno e tarifas preocupam

“A expectativa é dar muito amor e carinho para ele. Meu filho queria um cachorrinho há bastante tempo”, relatou.

Outra participante da ação foi Elenil Lima Silva Rocha, que também soube da feira pela internet e decidiu ampliar a família com a adoção de uma filhote chamada Luna.

“A gente já queria adotar há algum tempo. Estamos muito felizes e vamos dar todo carinho até ela se adaptar”, afirmou.

A Secretaria Adjunta de Bem Estar Animal reforça que a adoção responsável é uma das principais ferramentas para reduzir o abandono e garantir melhores condições de vida aos animais resgatados no município.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA