AGRONEGÓCIO

Produção de trigo no Brasil para 2025/26 é revisada para baixo e deve atingir 7,69 milhões de toneladas

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Revisão na projeção da safra

A consultoria financeira StoneX revisou, em junho, sua estimativa para a safra brasileira de trigo 2025/26. A nova projeção indica uma produção de 7,69 milhões de toneladas, representando uma queda de 2,7% em relação à expectativa divulgada no mês anterior.

Segundo Jonathan Pinheiro, consultor em Gerenciamento de Riscos da StoneX, os agricultores têm demonstrado menor interesse em investir na cultura do trigo neste ciclo de inverno, especialmente nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul, que juntos concentram a maior parte da produção nacional.

Queda na área plantada nos principais estados produtores

A redução na estimativa de produção está diretamente relacionada ao recuo na área semeada. No Paraná, a área plantada está agora projetada em 905 mil hectares, enquanto no Rio Grande do Sul, deve ficar em torno de 1,1 milhão de hectares.

Com isso, a expectativa é de que a produção paranaense caia 2,2% e a gaúcha 4,3% na comparação com os dados do mês anterior.

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Produtividade segue elevada e deve superar safra 2024/25

Apesar da retração na área cultivada, a produtividade das lavouras segue elevada até o momento, o que sustenta a projeção de crescimento da produção total em relação ao ciclo 2024/25. Esse desempenho positivo das lavouras contribui para amenizar os efeitos da redução de área.

Oferta menor e risco de desistência no plantio

A StoneX também apontou uma redução na oferta interna de trigo, reflexo direto da queda na produção. Por outro lado, o avanço no plantio não tem sido acompanhado por uma comercialização de sementes no mesmo ritmo.

A consultoria observa que boa parte dos produtores pode estar utilizando estoques próprios de sementes. No entanto, não está descartada a possibilidade de que alguns desistam do cultivo nesta safra, o que explicaria a diminuição nas áreas plantadas e na produção.

Estoques finais devem sofrer forte retração

Com o cenário de menor produção e demanda contida, a expectativa é de uma redução expressiva nos estoques finais de trigo no país. A nova estimativa da StoneX aponta estoques finais de 255 mil toneladas — queda de 44,3% em relação à projeção anterior e 38,1% abaixo do volume registrado na safra 2024/25.

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Essa diminuição também impacta a relação estoque/uso, indicando um cenário de maior aperto na disponibilidade do cereal no mercado doméstico ao final da temporada.

A revisão da safra 2025/26 acende um alerta para a cadeia produtiva do trigo no Brasil, com perspectivas desafiadoras tanto do ponto de vista de oferta quanto de sustentabilidade dos estoques nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Câmbio mais favorável ao agronegócio pode impulsionar exportações no segundo semestre, aponta Rabobank

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O comportamento do câmbio segue como um dos principais fatores de atenção para o agronegócio brasileiro em 2026. Após um primeiro semestre marcado pela valorização do real frente ao dólar, o cenário para os próximos meses pode trazer mudanças importantes para a competitividade das exportações do país.

A análise faz parte do relatório AgroInfo 2026, divulgado pelo Rabobank, que avalia os impactos do ambiente macroeconômico sobre as principais cadeias produtivas do agronegócio nacional.

Valorização do real reduziu ganhos dos exportadores

Segundo o Rabobank, a apreciação da moeda brasileira ao longo da primeira metade do ano teve efeitos distintos entre os setores do agro.

Embora alguns segmentos tenham sido beneficiados pela redução dos custos de insumos importados, diversas cadeias exportadoras enfrentaram compressão das margens devido à menor conversão das receitas obtidas em dólar.

O efeito foi percebido principalmente em commodities como soja, milho, algodão e celulose, cujos preços internacionais não se refletiram integralmente nos valores recebidos pelos produtores brasileiros.

No mercado da soja, por exemplo, mesmo com as cotações internacionais alcançando patamares elevados em Chicago durante o primeiro trimestre, os preços em reais permaneceram relativamente estáveis devido à combinação entre valorização do real e redução dos prêmios de exportação.

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Cenário externo segue pressionando o mercado cambial

O relatório aponta que o ambiente internacional continua sendo determinante para o comportamento das moedas emergentes.

Conflitos geopolíticos, tensões comerciais, inflação global e as decisões de política monetária das principais economias do mundo permanecem influenciando diretamente o fluxo de capitais e a cotação do dólar.

Além disso, a desaceleração econômica em diversos mercados consumidores e as incertezas relacionadas ao comércio internacional mantêm elevado o nível de cautela dos investidores.

Exportadores podem ganhar competitividade

Para o segundo semestre de 2026, o Rabobank avalia que existe a possibilidade de enfraquecimento do real frente ao dólar, movimento que tende a favorecer setores fortemente dependentes das exportações.

A expectativa é especialmente positiva para segmentos como celulose, soja, algodão, carnes e demais commodities agrícolas, que podem ampliar a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

No caso da celulose, o banco destaca que preços internacionais ligeiramente mais altos, combinados a uma possível desvalorização do real, podem impulsionar as receitas dos exportadores brasileiros ao longo da segunda metade do ano.

Impactos variam entre as cadeias produtivas

Apesar dos possíveis benefícios para as exportações, o efeito cambial não é uniforme entre todos os segmentos do agronegócio.

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No milho, por exemplo, a valorização do real já vem sendo apontada como um fator que limita a competitividade das vendas externas brasileiras diante da concorrência de países como Estados Unidos e Argentina.

Já no mercado da soja, o câmbio continua sendo um dos principais componentes da formação de preços ao produtor, juntamente com os prêmios de exportação e as cotações da Bolsa de Chicago.

Gestão de risco será fundamental

Diante de um ambiente marcado por volatilidade cambial e incertezas geopolíticas, o Rabobank reforça a importância do monitoramento constante dos mercados e da adoção de estratégias de gestão de risco.

Para produtores, cooperativas, tradings e agroindústrias, a combinação entre câmbio, preços internacionais, logística e demanda global continuará sendo determinante para a rentabilidade dos negócios nos próximos meses.

O banco avalia que o segundo semestre deverá ser marcado por maior sensibilidade dos mercados às condições macroeconômicas globais, exigindo atenção redobrada dos agentes do agronegócio na tomada de decisões comerciais e financeiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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