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Produção de Soja em Alta: ABIOVE Apresenta Novas Estimativas para o Ciclo Atual

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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) revisou suas estatísticas mensais para o complexo da soja no Brasil, abrangendo até maio de 2024. As novas projeções indicam pequenas alterações nas estimativas, com a produção de soja em grão prevista para alcançar 153,2 milhões de toneladas, um aumento de 700 mil toneladas em relação ao levantamento anterior. O esmagamento deve se manter em 54,5 milhões de toneladas, enquanto a produção de farelo de soja permanece em 41,7 milhões de toneladas e a de óleo em 11 milhões de toneladas.

Processamento Mensal e Desempenho

Em maio, o processamento de soja foi de 4,29 milhões de toneladas, representando uma queda de 1,5% em comparação a abril de 2024 e uma redução de 6,2% em relação ao mesmo mês de 2023, ajustado pelo percentual amostral de 90,6%.

Comércio Exterior e Expectativas de Receita

No âmbito do comércio exterior, as exportações registraram os seguintes volumes: 97,8 milhões de toneladas de soja em grão, 21,7 milhões de toneladas de farelo de soja (um aumento de 100 mil toneladas em relação à estimativa anterior) e 1,15 milhão de toneladas de óleo de soja (crescimento de 50 mil toneladas em comparação com a última projeção). A expectativa de receita gerada por essas vendas internacionais do complexo soja é de US$ 49,6 bilhões para este ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova plataforma acelera seleção de trigo resistente a doenças

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Uma nova plataforma de genotipagem incorporada pela Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) reduziu para cerca de 12 horas uma etapa da análise de DNA do trigo que antes levava dias. A automação diminui custos e permite selecionar com mais rapidez plantas associadas à produtividade, à adaptação ao ambiente e à resistência a doenças.

Na prática, a tecnologia deve encurtar parte do trabalho necessário para desenvolver cultivares. Segundo pesquisadores da Embrapa, procedimentos que poderiam consumir um ano agora têm potencial para ser realizados em uma semana, dependendo do volume e do tipo de análise.

O avanço é relevante porque o trigo possui um genoma cinco vezes maior que o humano. Depois do sequenciamento completo da espécie, concluído por um consórcio internacional em 2018, a pesquisa passou a contar com informações mais precisas para localizar variações genéticas de interesse agronômico.

A plataforma permite analisar simultaneamente 384 amostras e 202 marcadores, gerando aproximadamente 80 mil pontos de informação. A equipe dispõe de dados de cerca de 5 mil marcadores moleculares de trigo e 3,5 mil de cevada compatíveis com o sistema.

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Esses marcadores funcionam como referências dentro do DNA. Eles ajudam a identificar linhagens que podem carregar características desejáveis e, assim, orientar os cruzamentos realizados pelos programas de melhoramento genético.

Uma das aplicações já em andamento é a busca por maior resistência à brusone, doença capaz de provocar perdas importantes nas lavouras de trigo. Quando um marcador associado à resistência é encontrado em determinada planta, essa linhagem pode ser selecionada para novos cruzamentos.

A análise genética, contudo, não substitui os testes agronômicos. A presença do marcador indica potencial, mas não garante que a planta será resistente. As linhagens ainda precisam ser expostas ao fungo e avaliadas no campo para confirmar seu desempenho.

A plataforma também poderá ser usada para estudar o DNA de microrganismos presentes no solo e relacioná-los ao desenvolvimento da cultura. Outra frente é a identificação de genes ligados às proteínas do glúten, conhecimento que pode apoiar pesquisas de trigo voltadas a pessoas com doença celíaca.

Com a geração mais rápida de dados, os pesquisadores conseguem descartar materiais pouco promissores e concentrar os ensaios nas linhagens com maior potencial. Para o produtor, o resultado esperado é a chegada mais eficiente de cultivares adaptadas, produtivas e menos vulneráveis a doenças.

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Fonte: Pensar Agro

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