AGRONEGÓCIO

Produção de Grãos da Índia Mantém-se Robusta Apesar de Desafios Climáticos

Publicado em

Para o ano-safra indiano 2023-24 (julho-junho), a produção de grãos da Índia continua forte, com uma estimativa de 328,85 milhões de toneladas. Este valor está ligeiramente abaixo do recorde do ano passado, que foi de 329,69 milhões de toneladas, conforme relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

O Ministério da Agricultura e Bem-Estar dos Agricultores da Índia divulgou, em 4 de junho, sua terceira estimativa antecipada para as principais safras de 2023-2024. Apesar de uma monção sudoeste irregular e abaixo do normal em 2023, a produção continua a se destacar, especialmente devido aos recordes esperados para arroz e trigo. No entanto, a produção de milho, outros grãos grossos e leguminosas está projetada para ser menor do que no ano anterior.

Segundo a última estimativa oficial, a produção de trigo para o ano de comercialização 2024-25, que inicia em novembro, é projetada em 113 milhões de toneladas, de uma área de 31,2 milhões de hectares, superando as 110,5 milhões de toneladas de 2023-24. Além disso, impulsionada por uma monção ressurgente no final de junho, a produção de arroz para 2024-25 é prevista em 138 milhões de toneladas, a partir de 48,5 milhões de hectares, o que representa um aumento de 1 milhão de toneladas em relação ao ano anterior.

Leia Também:  Produção de Açúcar Enfrenta Alta com Clima Adverso e Incêndios no Brasil

Em 24 de junho, o governo da Índia implementou limites de estoque de trigo para varejistas, comerciantes e processadores, com vigência até 31 de março de 2025. Os estoques finais de trigo para o ano de comercialização 2024-25 foram revisados para baixo para 7,5 milhões de toneladas, devido a compras menores do que o esperado por parte do governo. No entanto, os estoques de trigo mantidos pelo governo em 1º de junho foram estimados em 29,9 milhões de toneladas, em comparação aos 31,4 milhões de toneladas registrados no mesmo período do ano passado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

Published

on

O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

Leia Também:  Produção de Açúcar Enfrenta Alta com Clima Adverso e Incêndios no Brasil

Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

Leia Também:  Abate de bovinos bate recorde histórico; produção de frangos e suínos apresenta queda

Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA