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Produção de citros no RS: Atualizações e desafios

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A produção de citros no Rio Grande do Sul está em diferentes estágios de desenvolvimento, conforme indica o mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, instituição vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR). O relatório destaca a situação em várias regiões, como Frederico Westphalen, Bagé e Soledade, mostrando tanto as perspectivas positivas quanto os desafios enfrentados pelos produtores.

Em Frederico Westphalen, os citros de ciclo médio e tardio estão em fase de desenvolvimento dos frutos. A colheita das bergamotas de ciclo precoce das variedades Ponkan e Caí já começou, com preços entre R$ 30 e R$ 35 para a variedade Caí e entre R$ 55 e R$ 60 por caixa de 22 kg para a variedade Ponkan. As laranjas de variedades precoces, como Umbigo Bahia, Iapar 73 e Salustiana, também estão sendo colhidas, especialmente para o mercado de fruta fresca, com preços variando entre R$ 1,30 e R$ 1,50 por quilo. Para a indústria, que começa o processamento em 6 de maio, os preços estão entre R$ 900 e R$ 1.000 por tonelada, um aumento de 100% em relação à última safra, incentivando os produtores a expandir suas áreas de cultivo.

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No entanto, há preocupações em relação ao manejo. Algumas áreas de laranjas de ciclo precoce têm enfrentado intenso ataque da mosca-das-frutas, resultando em perdas significativas em campos com manejo inadequado. Por outro lado, áreas com práticas corretas de manejo têm visto uma redução significativa no ataque da praga.

Em Bagé, na Fronteira Oeste, especificamente em Maçambará, a colheita de citros começou com boas expectativas de produtividade. Apesar de uma menor carga de frutas por planta, as frutas têm calibre maior do que a média histórica, indicando um bom rendimento por área. Entretanto, algumas restrições do mercado para frutas muito grandes podem afetar as vendas.

Em Soledade, a falta de radiação solar tem retardado o desenvolvimento dos citros. Por outro lado, a temperatura mais amena tem reduzido a pressão da mosca-das-frutas, uma das pragas mais prejudiciais à citricultura. A colheita de bergamota Ponkan já começou, mas muitos frutos ainda estão esverdeados, sendo comercializados principalmente em feiras locais.

Essas atualizações indicam uma dinâmica complexa na produção de citros no Rio Grande do Sul, onde fatores como manejo, clima e mercado desempenham papéis críticos. Os produtores e demais interessados devem ficar atentos às tendências e desafios para assegurar uma produção sustentável e lucrativa.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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