AGRONEGÓCIO

Produção de Cereais, Leguminosas e Oleaginosas em Santa Catarina Cresce 17,5% em 2023

Publicado em

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou sua pesquisa sobre a Produção Agrícola Municipal (PAM) de 2023, revelando um crescimento de 17,5% na produção de cereais, leguminosas e oleaginosas em Santa Catarina, em comparação a 2022. O estado mantém sua posição de destaque como o maior produtor nacional de maçãs e cebolas, com 593,1 mil toneladas e 377,6 mil toneladas, respectivamente.

Com esse aumento, Santa Catarina subiu duas posições no ranking nacional, agora ocupando o nono lugar entre as 27 unidades da federação. O total da produção desse grupo de produtos alcançou 7,1 milhões de toneladas em 2023, abrangendo 14 variedades, entre elas algodão herbáceo, amendoim, arroz, aveia, centeio, cevada, feijão, girassol, mamona, milho, soja, trigo e triticale.

O estado é responsável por cerca de 50% da produção nacional de maçãs, com 1,2 milhão de toneladas, sendo que São Joaquim lidera a produção catarinense com 315 mil toneladas, representando 53,1% do total. A cebola, com 377,6 mil toneladas, também se destaca, com Ituporanga ocupando a primeira posição no estado, produzindo 89,9 mil toneladas.

Leia Também:  Soja fecha fevereiro ainda em baixa e sem tendência de se recuperar

Os produtos que seguem em termos de volume produzido incluem a banana (693,4 mil toneladas), o fumo (183 mil toneladas) e a pêra (4,9 mil toneladas). Na terceira posição estão a erva-mate (100 mil toneladas), o maracujá (46,9 mil toneladas), o pêssego (18 mil toneladas) e a noz (216 toneladas).

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto, ressaltou a importância do trabalho conjunto entre a Secretaria e empresas vinculadas, como Epagri, Cidasc e Ceasa, que têm contribuído para o crescimento e fomento dos produtos catarinenses. Em 2023, a área plantada no estado aumentou 0,4%, somando 6,2 mil hectares a mais. “Santa Catarina é uma potência na produção agropecuária, refletindo a força de trabalho dos agricultores e da cadeia produtiva. Os produtos catarinenses são de excelência, consolidando nosso estado como uma referência tanto no Brasil quanto no exterior”, afirmou Colatto.

Produção de Grãos em Alta

A soja, com 2,9 milhões de toneladas, correspondeu a 41,3% da produção de grãos em Santa Catarina, apresentando um crescimento de 36,7% em relação ao ano anterior. O milho, por sua vez, atingiu 2,6 milhões de toneladas, com um aumento de 20,9%, representando 448 mil toneladas a mais em comparação a 2022. O estado permanece como o segundo maior produtor de arroz do país, com 1,2 milhão de toneladas, mesmo diante de uma leve queda de 1,5% em relação ao ano anterior. O triticale (4,9 mil toneladas) e a cevada (4,1 mil toneladas) mostraram crescimento expressivo, com aumentos de 203,2% e 265,8%, respectivamente.

Leia Também:  TMG investe na automação de suas casas de vegetação
Destaque da Produção Agropecuária

Os dados da PAM referem-se exclusivamente à produção agrícola de 2023, mas Santa Catarina também se destaca na agropecuária, sendo líder na produção de carne suína e vice-campeão na produção de carne de frango. A Epagri/Cepa, através do Observatório do Agro e do Infoagro, elabora séries históricas e já disponibiliza dados de 2024, com estimativas para 2025. As previsões de produção podem ser acompanhadas mensalmente pelo Boletim Agropecuário, que traz informações sobre o desenvolvimento das safras, da produção e dos mercados. Para mais detalhes, acesse o Observatório Agro Catarinense.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

Published

on

As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

Leia Também:  Prefeito busca R$ 1 bilhão em investimentos para Cuiabá em evento internacional em Dubai

A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

Leia Também:  Exportação de Produtos Florestais para a Europa Cresce 27% e Impulsiona a Economia Brasileira no Setor

Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA