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Produção de açúcar da Índia atinge 25,7 milhões de toneladas na safra 2024/25

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Produção atual e operação das usinas

A Índia produziu 25,744 milhões de toneladas de açúcar na safra 2024/25 (período de outubro a setembro), segundo dados da Associação das Usinas de Açúcar e Bioenergia da Índia (ISMA), atualizados até 15 de maio.

Atualmente, apenas duas usinas seguem operando, ambas localizadas no estado de Tamil Nadu. Para aumentar a produção ainda nesta safra, algumas usinas nas regiões de Karnataka e Tamil Nadu devem retomar a moagem durante a chamada temporada especial, que ocorre entre junho/julho e setembro de 2025. Historicamente, esta temporada especial acrescenta cerca de 400 mil a 500 mil toneladas à produção.

Projeções para a safra 2024/25: produção, consumo e estoques

A safra de 2024/25 está projetada para alcançar uma produção final de aproximadamente 26,1 a 26,2 milhões de toneladas de açúcar.

O estoque inicial da temporada foi de 80 milhões de toneladas. Com um consumo doméstico estimado em 28 milhões de toneladas e exportações previstas de até 900 mil toneladas, o estoque final deve ficar entre 5,2 e 5,3 milhões de toneladas. Esse volume garante uma reserva confortável para atender a demanda interna do país.

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Além disso, até 30 de abril de 2025, cerca de 2,7 milhões de toneladas de açúcar foram desviadas para a produção de etanol, conforme dados divulgados pela ISMA.

Expectativas para a safra 2025/26

A ISMA mantém uma visão otimista para a safra açucareira de 2025/26, destacando desenvolvimentos positivos em importantes regiões produtoras.

No Sul da Índia, especialmente em Maharashtra e Karnataka, o plantio da cana-de-açúcar registrou avanços significativos graças às monções favoráveis de 2024. Essa boa disponibilidade de matéria-prima prepara o terreno para o início pontual da safra de moagem, previsto para outubro de 2025.

No Norte do país, especialmente em Uttar Pradesh, as iniciativas para substituição de variedades de cana devem resultar em aumentos reais na produtividade e melhores taxas de recuperação de açúcar.

A ISMA também ressalta as previsões climáticas do Departamento Meteorológico da Índia (IMD) e da Skymet, que indicam monções dentro da normalidade para 2025 — um fator crucial para a saúde das lavouras e a expectativa de uma safra robusta e produtiva.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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