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Produção acelerada pressiona cotações e açúcar recua nos mercados internacional e nacional

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Os preços do açúcar recuaram nesta segunda-feira (21), com os contratos futuros sendo pressionados pela perspectiva de aumento na produção brasileira. De acordo com a consultoria DATAGRO, o clima seco tem favorecido a moagem da cana-de-açúcar, acelerando a produção de açúcar em detrimento do etanol.

A consultoria Covrig apontou que, apenas na primeira quinzena de julho, 54% da cana disponível foi processada, o que pode acrescentar até 3,2 milhões de toneladas de açúcar ao mercado global. Esse cenário amplia as expectativas de oferta, pressionando os preços internacionais.

Mercado internacional tem forte queda

Na ICE Futures, em Nova York, o açúcar bruto encerrou o pregão em baixa. O contrato com vencimento em outubro de 2025 caiu 45 pontos, sendo cotado a 16,37 centavos de dólar por libra-peso. Já o contrato de março de 2026 recuou 40 pontos, negociado a 17,03 centavos de dólar por libra-peso.

Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco também apresentou desvalorização. O contrato de outubro de 2025 teve queda de US$ 13,50, encerrando o dia a US$ 474,20 por tonelada. O contrato de dezembro de 2025 caiu US$ 12,60, com a tonelada cotada a US$ 463,80.

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Preço do açúcar cristal também recua no mercado interno

No mercado doméstico, o açúcar cristal acompanhou o movimento de baixa. Segundo o Indicador Cepea/Esalq (USP), a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 120,32, representando uma queda de 0,74%.

Etanol hidratado registra leve recuo

O etanol hidratado também apresentou desvalorização. Conforme o Indicador Diário Paulínia, o metro cúbico do biocombustível foi comercializado pelas usinas a R$ 2.619,00, o que representa uma baixa de 0,29% no dia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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