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Procura por UPAs aumenta em Cuiabá durante período sazonal e Prefeitura reforça equipes para garantir atendimento

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), intensificou o atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) diante do aumento na procura registrado nos últimos dias. O cenário é considerado típico deste período do ano, marcado pela maior circulação de vírus respiratórios, mas já pressiona a rede de urgência e emergência da capital.

Atualmente, cerca de 35% dos atendimentos nas UPAs estão relacionados à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que inclui desde quadros leves, como gripes, até casos mais complexos. As gastroenterites aparecem na sequência, representando 12% da demanda.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que o aumento na procura é esperado neste período e reforçou a importância do uso adequado da rede de saúde.

“Estamos em um momento de maior circulação de vírus respiratórios, o que naturalmente aumenta a demanda nas UPAs. Por isso, é fundamental que a população procure a unidade adequada conforme a gravidade dos sintomas. Casos leves devem ser direcionados às unidades básicas, garantindo mais agilidade no atendimento de quem realmente precisa de urgência”, afirmou.

Para dar suporte ao aumento da procura, as quatro UPAs da capital, Verdão, Leblon, Morada do Ouro e Pascoal Ramos, operam com equipes reforçadas. Cada unidade conta com cinco médicos clínicos gerais, dois pediatras, além do médico do box de emergência e equipe de visitadores por plantão, ampliando a capacidade de atendimento diante do alto fluxo de pacientes.

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O secretário adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa, explicou que o município segue os protocolos do Ministério da Saúde, mas com reforço acima do mínimo exigido.

“Todas as UPAs seguem rigorosamente os critérios do Ministério da Saúde, tanto na classificação de risco quanto na organização dos atendimentos. Mesmo assim, ampliamos nossas equipes e hoje estamos trabalhando com número de médicos acima do mínimo preconizado, justamente para dar mais agilidade neste período de maior procura”, destacou.

Ele também reforçou a questão do tempo de espera conforme a classificação de risco. “Nesta sexta-feira (17), o tempo médio de espera para pacientes classificados com pulseira verde, que são casos não urgentes, estava em torno de 1h40. De acordo com os protocolos, esse público pode aguardar por um período maior, podendo chegar a até quatro horas, sem risco imediato à saúde”, explicou.

A classificação por cores é adotada em todas as UPAs para priorizar os casos mais graves. Pacientes com pulseira amarela são considerados de urgência, enquanto os classificados com pulseira verde são não urgentes, podendo aguardar atendimento com segurança.

Dados da Vigilância Epidemiológica da SMS, em conjunto com o monitoramento do CIEVS-Capital, apontam que o município registrou um aumento de 802,6% nos casos notificados de Influenza A e B em residentes, totalizando 1.020 casos em 2026.

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Apenas na Semana Epidemiológica 14 (SE 14), foram registrados 190 casos, uma redução de 36,7% em relação à semana anterior, o que indica uma possível desaceleração momentânea, embora ainda em um cenário de alta circulação viral.

Do total de 1.350 casos notificados neste ano, incluindo moradores e pacientes de outros municípios atendidos em Cuiabá, cinco evoluíram para óbito. A faixa etária mais atingida é a de 0 a 6 anos, com 505 casos, seguida pela população de 15 a 59 anos, com 415 registros.

A Secretaria de Saúde ressalta que grande parte dessas notificações é proveniente de serviços privados, o que limita a representatividade dos dados para a população geral do município. Ainda assim, o cenário é considerado sazonal e exige atenção.

A orientação é que casos leves sejam atendidos nas Unidades de Saúde da Família (USFs), enquanto sintomas mais graves, como falta de ar, febre persistente ou piora do estado geral, devem ser avaliados nas UPAs.

Entre as medidas de prevenção estão a higienização frequente das mãos, evitar aglomerações e ambientes fechados, uso de máscara em caso de sintomas gripais, além de repouso e hidratação.

A Prefeitura reforça que as UPAs seguem estruturadas e com equipes ampliadas para atender a população, mesmo diante do aumento da demanda típico deste período sazonal.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Preço do boi gordo perde força antes do Dia das Mães e mercado aponta acomodação da arroba

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O mercado físico do boi gordo encerrou a semana em ritmo mais lento e com sinais de acomodação nos preços, mesmo diante da proximidade do Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o consumo de carnes no Brasil. O cenário reflete uma combinação de demanda doméstica moderada, maior competitividade das proteínas concorrentes e cautela das indústrias frigoríficas nas compras de animais para abate.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, frigoríficos de estados como São Paulo, Goiás e Minas Gerais tentaram alongar escalas de abate com ofertas em patamares mais baixos. Em contrapartida, em Mato Grosso houve encurtamento das escalas, levando parte da indústria local a reajustar preços para garantir abastecimento.

Mercado acompanha limite da cota chinesa

Além do comportamento do consumo interno, o setor pecuário monitora com atenção a evolução da cota de exportação de carne bovina para a China. A expectativa é de que o limite atual seja atingido em meados de junho, o que aumenta as incertezas sobre o ritmo dos embarques brasileiros durante o terceiro trimestre de 2026.

A China segue como principal destino da carne bovina brasileira e qualquer alteração no fluxo de exportações tende a impactar diretamente a formação de preços da arroba no mercado doméstico.

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Preço da arroba do boi gordo por estado

Na modalidade a prazo, os preços da arroba do boi gordo apresentaram estabilidade na maior parte das praças pecuárias monitoradas até o dia 7 de maio:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00 por arroba, queda de 2,78% frente aos R$ 360,00 da semana anterior;
  • Goiás (Goiânia): R$ 340,00 por arroba, recuo de 1,45%;
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 340,00 por arroba, estável;
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 350,00 por arroba, sem alterações;
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 por arroba, estável;
  • Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 por arroba, sem mudanças em relação ao mês anterior.
Carne bovina perde competitividade no atacado

No mercado atacadista, os preços também apresentaram acomodação, mesmo em um período tradicionalmente favorável ao consumo, impulsionado pela entrada dos salários e pelas compras relacionadas ao Dia das Mães.

Segundo Iglesias, os atuais níveis de preços da carne bovina limitam novas altas mais intensas, já que parte da população encontra dificuldade para absorver reajustes adicionais no varejo.

A carne bovina continua perdendo competitividade frente às proteínas mais acessíveis, principalmente a carne de frango, que segue ganhando espaço no consumo doméstico.

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Os cortes bovinos registraram os seguintes preços médios na semana:

  • Quarto do dianteiro: R$ 23,00 por quilo, queda de 2,13%;
  • Cortes do traseiro: R$ 28,00 por quilo, recuo de 1,75%.
Exportações de carne bovina seguem fortes em abril

Apesar da acomodação do mercado interno, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo robusto.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 251,944 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em abril, considerando 20 dias úteis.

A receita obtida pelo país somou US$ 1,572 bilhão, com média diária de US$ 78,625 milhões. O preço médio da tonelada exportada ficou em US$ 6.241,50.

Na comparação com abril de 2025, os números mostram:

  • Alta de 29,4% na receita média diária;
  • Crescimento de 4,3% no volume médio diário embarcado;
  • Avanço de 24,1% no preço médio da tonelada.

O desempenho das exportações segue sendo um dos principais fatores de sustentação para o setor pecuário brasileiro, especialmente em um momento de maior cautela no consumo doméstico.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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