AGRONEGÓCIO

Procon recomenda instalação de ilhas de hidratação em eventos ao ar livre em Cuiabá

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O Procon Municipal de Cuiabá está recomendando a instalação de ilhas de hidratação em eventos realizados ao ar livre na capital, especialmente durante o período de altas temperaturas, que vai de julho a outubro. A medida tem como objetivo garantir acesso gratuito à água potável e prevenir casos de desidratação em meio ao calor intenso característico da região.

A recomendação prevê que, sempre que possível, os organizadores de eventos realizados entre 10h e 17h disponibilizem as estruturas, que podem ser fixas ou móveis, instaladas no espaço da festa para oferecer água gratuitamente à população, com atenção especial aos grupos mais vulneráveis, como idosos e crianças.

Além disso, o Procon solicita que os organizadores não impeçam a entrada de garrafas de água, desde que sejam transparentes e estejam lacradas.

“É uma necessidade que precisa ser implementada, levando em conta que Cuiabá foi considerada a cidade mais quente do Brasil por cinco dias consecutivos. É uma ideia que o Procon vai recomendar”, afirmou a secretária-adjunta do Procon Municipal, Mariana Almeida Borges.

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As ilhas de hidratação geralmente contam com galões, bebedouros ou distribuidores de água, garantindo que o acesso à água não seja negado por motivos financeiros. A iniciativa tem respaldo legal: segundo Mariana, trata-se de uma determinação da Senacon (Secretaria Nacional do Consumidor), conforme estabelece a Portaria nº 44, publicada após a morte de uma pessoa durante um show da cantora Taylor Swift, em 2023.

“A portaria obriga os organizadores de eventos a garantir o acesso à água potável gratuita, seja por meio de bebedouros, ilhas de hidratação ou permitindo a entrada de garrafas de uso pessoal”, explicou Mariana.

#PraCegover
A imagem que ilustra a matéria mostra a fachada do Procon Municipal, vista de um ângulo inferior. As cores predominantes são verde e branco, com letreiro em destaque e vegetação ao lado da entrada.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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