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Procon leva orientação e acolhimento aos idosos no CCI Aidee Pereira

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O Centro de Convivência Intergeracional Aidee Pereira, no bairro Novo Horizonte, recebeu nesta quarta-feira (10) a equipe do Procon Cuiabá para mais uma etapa da agenda municipal de ações voltadas à proteção, informação e fortalecimento dos direitos da pessoa idosa. A atividade faz parte do cronograma iniciado no fim de novembro nos CCIs da capital, que tem buscado aproximar o órgão fiscalizador do público mais vulnerável a golpes, abusos de consumo e contratações indevidas.

A programação do dia reuniu palestra educativa com a secretária-adjunta do Procon, Mariana Almeida Borges; teatro temático sobre prevenção a golpes, encenado pela própria equipe do órgão; orientações individuais; sorteio de brindes; e dois momentos de convivência com lanche. O atendimento presencial aos idosos continua nesta quinta-feira (11), das 13h às 17h.

“Os idosos são, muitas vezes, o principal alvo de golpes. Estar perto deles, explicar seus direitos e mostrar que o Procon está acessível é fundamental. Nós queremos orientar, proteger e ouvir cada pessoa que procura ajuda”, destacou Mariana Borges. Aos participantes, ela reforçou ainda a importância de compartilhar as informações com familiares: “Divulguem isso para os filhos, netos e vizinhos. Quanto mais gente souber, menos pessoas sofrerão golpes”.

Cuidado contínuo nos CCIs e estrutura fortalecida

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, acompanhou a atividade e ressaltou a importância da presença do Procon dentro dos Centros de Convivência. “É um momento em que a equipe pode estar próxima dos idosos, ouvir e dar atenção às necessidades de cada unidade.”

No CCI Aidee Pereira, ela elogiou o trabalho da gerente Ivania Alves Tito, especialista em gerontologia — área que estuda o envelhecimento e busca melhorar a qualidade de vida das pessoas idosas. “Essa formação específica é uma honra para a unidade e essencial para um atendimento cuidadoso. Mas o mais importante é estarmos aqui, ouvindo diretamente as pessoas.”

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A gestão também aproveitou a visita para levantar demandas estruturais. Já está em andamento o orçamento para manutenção dos telhados e forros, comprometidos pelas últimas chuvas, e um estudo para climatizar a área externa. “O diretor de gestão e a equipe de engenharia estiveram aqui e verificaram a possibilidade de fechar e climatizar o espaço para oferecer mais conforto aos idosos”, explicou Hélida.

Outro avanço previsto é o projeto “Costurando Amizades”, que deve ser implantado em 2026. O CCI possui cinco máquinas industriais que estão sendo revisadas. “A sala já está preparada e temos até uma professora de corte e costura. Assim que concluirmos o conserto das máquinas, o projeto começa a funcionar”, adiantou a secretária.

Atendimento e rotina do CCI Aidee Pereira

O CCI Aidee atende hoje 266 idosos cadastrados, com média diária de 65 frequentadores. As atividades ocorrem de segunda a quinta-feira, das 7h às 9h, com oficinas de ginástica, ginástica de salão, siriri, inclusão digital, alfabetização e crochê. Cerca de 40% dos participantes estão matriculados na alfabetização, ampliada em 2025 e responsável por duplicar o número de atendimentos da unidade.

Para a gerente Ivania Alves Tito, recém-chegada ao cargo, trabalhar com idosos é uma vocação. “Eu já atuo há 20 anos com envelhecimento e estou muito feliz com a participação dos idosos. Já estamos planejando 2026, incluindo a profissionalização do coral e novos cursos de artes.”

A equipe técnica conta com seis profissionais das áreas de assistência social, pedagogia e educação física. A unidade também mantém acompanhamento individualizado dos usuários, com ligações e visitas quando há ausência prolongada.

Depoimentos: segurança, informação e pertencimento

A ação do Procon despertou forte participação dos idosos, que relataram experiências pessoais com golpes e destacaram a importância da informação acessível.

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Zeny Deusana, 53, afirmou que as orientações foram fundamentais: sua mãe foi vítima de um empréstimo fraudulento de R$ 5 mil.

Já Teresa Luiz da Silva, 69, contou que quase caiu em um golpe de entrega falsa. “Queriam tirar minha foto e pedir assinatura. Eu não aceitei. O idoso precisa ter muito cuidado”, alertou.

Entre os depoimentos mais emocionados, o de Samuel Pereira Júnior Alves do Bonfim, 68, chamou atenção. Viúvo, ele encontrou no CCI um espaço de acolhimento. “Aqui é uma riqueza. Entre dores e inchaços, cheguei ruim… e hoje estou renovado. Os professores fazem um ‘concerto’ na gente”, disse.

O sentimento é compartilhado por muitos, como explica o educador físico e especialista em desenvolvimento social Douglas Vinícius Silva Lenzi, que atua há três anos e meio na unidade. “Usamos o movimento e a convivência para devolver autonomia e autoestima. O sedentarismo adoece; aqui, o idoso volta a se sentir parte da sociedade, cria laços e recupera sua mobilidade e alegria.”

Agenda das ações do Procon nos CCIs

A ação no CCI Aidee integra um calendário iniciado no fim de novembro, nos CCIs Padre Firmo (26 e 27/11), João Guerreiro (03 e 04/12), Aidee Pereira (10 e 11/12) e, por fim, Maria Inez (17 e 18/12).

Compromisso com a população idosa

As ações reforçam a orientação da Prefeitura de Cuiabá para aproximar políticas públicas do cotidiano dos idosos, de forma prática, cuidadosa e acessível, inclusive traduzindo temas complexos, como direitos do consumidor e termos jurídicos, para uma linguagem simples e útil à população.

Com iniciativas que unem prevenção, acolhimento e promoção da autonomia, o Procon e os CCIs encerram o ano reforçando o compromisso de proteger e valorizar quem ajudou a construir a cidade.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Pecuária leiteira enfrenta desafio de rentabilidade em meio a custos elevados e mudanças climáticas

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A pecuária leiteira brasileira atravessa um momento de desafios para transformar produção em rentabilidade. Embora o Brasil tenha ultrapassado a marca de 38 bilhões de litros de leite produzidos em 2025, consolidando-se entre os maiores produtores mundiais, a rentabilidade das fazendas continua pressionada por custos elevados, oscilações climáticas e necessidade crescente de eficiência produtiva.

Segundo análise da médica-veterinária Vanessa Amorim Teixeira, mestre e doutora em Zootecnia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e analista de mercado agro da Belgo Arames, o cenário exige que o produtor vá além do aumento da produção e concentre esforços na gestão da propriedade e na otimização dos recursos.

Preço do leite reage, mas ainda não recupera margens

Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que o preço médio nacional do leite cru pago ao produtor alcançou R$ 2,66 por litro em abril de 2026, demonstrando recuperação em relação aos meses anteriores.

Apesar da melhora, a remuneração permanece inferior aos R$ 2,74 registrados em abril de 2025 e distante do recorde histórico de R$ 3,57 por litro, alcançado em julho de 2022.

Ao mesmo tempo, despesas com energia elétrica, mão de obra, suplementação alimentar e outros custos operacionais continuam reduzindo as margens da atividade.

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Clima aumenta pressão sobre os sistemas de produção

Outro fator de preocupação é o comportamento climático. A formação do fenômeno El Niño pode provocar temperaturas mais elevadas e maior irregularidade das chuvas em diversas regiões produtoras, comprometendo a disponibilidade e a qualidade das pastagens.

Como grande parte da pecuária leiteira brasileira depende do pastejo, a redução da oferta de forragem tende a impactar diretamente o consumo de nutrientes pelos animais, reduzindo a produção de leite.

Além disso, a menor disponibilidade de água e alimento pode aumentar o estresse do rebanho, comprometendo o bem-estar animal, a saúde e o desempenho produtivo.

Planejamento torna-se fator decisivo para a rentabilidade

Diante desse cenário, especialistas destacam que a sustentabilidade econômica da atividade depende cada vez mais da eficiência da gestão.

Entre as principais estratégias recomendadas estão:

  • planejamento da alimentação para os períodos de seca;
  • formação de reservas estratégicas de forragem;
  • monitoramento constante dos indicadores técnicos e financeiros;
  • controle rigoroso dos custos de produção;
  • manejo adequado das pastagens;
  • adoção de sistemas de pastejo rotacionado.

Essas práticas permitem aumentar o aproveitamento dos recursos da propriedade e reduzir a vulnerabilidade diante das oscilações de mercado e do clima.

Infraestrutura pode elevar produtividade e reduzir custos

Os investimentos em infraestrutura também ganham importância dentro das propriedades leiteiras. Um dos exemplos é o cercamento estratégico das áreas de pastejo, que possibilita a divisão das pastagens em piquetes para manejo rotacionado.

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Esse sistema favorece a recuperação das forrageiras, melhora a utilização da área disponível, aumenta a capacidade de suporte da propriedade e reduz a necessidade de suplementação alimentar, um dos principais componentes do custo de produção.

Como consequência, os produtores podem obter ganhos como:

  • aumento da produção de leite por hectare;
  • maior produtividade por animal;
  • redução dos gastos com alimentação suplementar;
  • melhor aproveitamento das pastagens;
  • menor custo de manutenção das áreas de manejo.
Tecnologia e gestão fortalecem a competitividade

Segundo Vanessa Amorim Teixeira, investir em infraestrutura de qualidade e em tecnologias voltadas para o manejo do rebanho e das pastagens deixou de ser apenas uma melhoria operacional e passou a representar uma estratégia de gestão.

A especialista destaca que soluções como cercas elétricas de alta durabilidade facilitam a implantação do pastejo rotacionado, exigem menos manutenção e contribuem para aumentar a eficiência dos sistemas produtivos.

Em um cenário marcado por custos elevados e maior instabilidade climática, propriedades que investem em planejamento, tecnologia e infraestrutura tendem a construir sistemas mais resilientes, sustentáveis e competitivos, preparados para enfrentar os desafios da pecuária leiteira nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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