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Procon Cuiabá leva orientação e atendimento especializado a idosos em Centros de Convivência

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O Procon Municipal de Cuiabá iniciou uma série de ações socioeducativas e de atendimento ao público voltadas especialmente aos idosos, em uma iniciativa realizada em parceria com o Núcleo da Primeira-Dama. Entre 26 de novembro e 18 de dezembro, equipes do órgão percorrerão quatro Centros de Convivência de Idosos (CCIs) para oferecer informações, prevenir golpes e facilitar o acesso a serviços de defesa do consumidor.

A atividade combina conhecimento, cuidado e acolhimento, reforçando o compromisso da gestão municipal com a proteção dos direitos da pessoa idosa, público que figura entre os mais vulneráveis às práticas abusivas no mercado de consumo.

“Nosso objetivo é orientar, proteger e ouvir”, afirma secretária-adjunta

Para a secretária-adjunta do Procon, Mariana Almeida Borges, a presença da equipe dentro dos CCIs representa mais do que uma ação informativa: é um gesto de aproximação e respeito. “Os idosos são, muitas vezes, o principal alvo de golpes e contratações indevidas. Estar perto deles, explicar seus direitos e mostrar que o Procon está acessível é fundamental. Nosso objetivo é orientar, proteger e ouvir cada pessoa que procura ajuda.”, destaca.

Teatro, diálogo e segurança contra golpes

As atividades da manhã são dedicadas exclusivamente aos idosos. Cada encontro inclui uma esquete teatral que aborda, de forma lúdica e realista, situações de golpes comuns, como fraudes financeiras, empréstimos não autorizados e abordagens enganosas por telefone.

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A encenação abre espaço para conversas esclarecedoras conduzidas pelos servidores do Procon, que explicam como identificar riscos, a quem recorrer e quais práticas são consideradas abusivas. O momento também promove convivência e acolhimento, com oferta de lanche aos participantes.

Segundo Mariana Almeida Borges, a linguagem simples e a proximidade fazem diferença. “A informação chega melhor quando é apresentada de maneira leve, acessível. O teatro ajuda a transformar casos reais em aprendizado. O idoso entende que não está sozinho e que pode procurar o Procon sempre que desconfiar de algo.”

Atendimento aberto ao público durante a tarde

Além das ações voltadas aos idosos no período da manhã, o Procon realizará atendimento ao público geral, das 13h às 17h, nos mesmos dias e locais. Nesses horários, qualquer cidadão poderá registrar reclamações ou solicitar orientações.

A secretaria-adjunta reforça a importância dessa etapa. “Levamos o atendimento para perto das pessoas porque sabemos que muitos têm dificuldade de se deslocar até a unidade. A descentralização facilita o acesso e amplia a defesa dos direitos do consumidor.”

Onde e quando ocorrerão as ações

As atividades serão realizadas nos seguintes CCIs:

CCI Padre Firmo – 26 e 27 de novembro
Ação socioeducativa: 26/11, das 8h às 10h30
Atendimento ao público: 27/11, das 13h às 17h

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CCI João Guerreiro – 3 e 4 de dezembro
Ação socioeducativa: 03/12, das 8h às 10h30
Atendimento ao público: 04/12, das 13h às 17h

CCI Aidé Pereira – 10 e 11 de dezembro
Ação socioeducativa: 10/12, das 8h às 10h30
Atendimento ao público: 11/12, das 13h às 17h

CCI Maria Inez – 17 e 18 de dezembro
Ação socioeducativa: 17/12, das 8h às 10h30
Atendimento ao público: 18/12, das 13h às 17h

Material informativo e apoio para registrar reclamações

Durante as ações, o órgão também distribuirá material explicativo sobre como registrar uma reclamação no Procon e quais documentos são necessários – como RG, CPF, comprovante de residência e registros que comprovem a situação denunciada.

A iniciativa visa tornar o processo mais ágil, orientando previamente o cidadão sobre o que levar para facilitar o atendimento.

Ação que fortalece vínculos e garante direitos

As atividades propostas unem orientação, combate a práticas abusivas, escuta ativa e aproximação com a comunidade. Para a gestão municipal, o impacto vai além da prevenção: fortalece vínculos, amplia a consciência sobre direitos e reforça o papel do Procon como instrumento de cidadania. “Queremos que cada idoso, cada consumidor, se sinta respeitado, informado e protegido. Essa é a missão do Procon.”, finaliza Mariana.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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