AGRONEGÓCIO

Primeiras-damas de Cuiabá e MT fortalecem laços alinham ações para a capital

Publicado em

A primeira-dama e vereadora de Cuiabá, Samantha Íris, se reuniu com a primeira-dama do Estado, Virgínia Mendes, para alinhar ações estratégicas e de parcerias para a capital mato-grossense. A agenda aconteceu na tarde desta quarta-feira (12), no Palácio Paiaguás.

Secretária de Estado de Assistência Social, Grasielle Bugalho, também esteve na reunião, que serviu para oficializar a retomada de ações conjuntas entre Prefeitura de Cuiabá e Governo do Estado.

Na pauta, Samantha destacou que uma das principais ações se refere ao programa Siminina – que foi coordenado por Virgínia quando ela era a primeira-dama do município, na gestão de Mauro Mendes.

“Siminina é um projeto que eu amava muito de acompanhar quando era primeira-dama do município, era a ‘menina’ dos meus olhos. E sempre tive o desejo que ele fosse melhorado. Fico muito feliz que está sendo cuidado, pois são meninas carentes que precisam de amor e acolhimento e tenho certeza que a Samantha irá tirar de letra”, afirmou Virgínia.

Leia Também:  Preço do leite volta a subir após nove meses de queda e sinaliza recuperação gradual em 2026

O Programa Siminina tem o propósito de promover a inclusão social de crianças e adolescentes do sexo feminino, na faixa etária de 6 a 14 anos, em situação de vulnerabilidade econômica e social.

Outra pauta defendida por Samantha se refere a causa autista, onde está sendo levantado formas de a capital ter atendimento de referência no país.

“Tenho vontade de trazer uma Casa do Autista para Cuiabá, que é uma causa que defendo e quero fazer um convite para que o Governo participe dessa ação, que será um marco para a causa em Cuiabá. Além de atender as crianças, também queremos atender as mães no que tange a saúde mental delas, que é um ponto delicado, pois o trabalho de uma mãe atípica tem muito mais demanda”, pontuou Samantha.

Virgínia também solicitou que Cuiabá faça adesão ao Programa Ser Família, pois ainda é o único município do estado que não faz parte – ação assinalada positivamente por Samantha. “Samantha tem muitas funções como vereadora e primeira-dama. Estou muito feliz, conte comigo para o que precisar”, salientou Virgínia.

Leia Também:  Conab diz que clima ajudou e safra de cana será recorde histórico: 677,6 milhões de toneladas

Para a primeira-dama de Cuiabá, a troca de experiência e o reforço de parcerias futuras é fundamental para o desenvolvimento dos trabalhos na capital.

“É do interesse de Cuiabá essa parceria. Muito válida a troca de informações, principalmente pela experiência adquirida por Virgínia ao longo dos anos de trabalho. Deixo as portas abertas para qualquer auxílio que a gente possa receber de parceria. Viemos aqui para buscar ajuda e referências para fazer o melhor para nossa cidade”, finalizou Samantha.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Vacilos do Trump faz Brasil se aproximar da liderança mundial no agro

Published

on

A distância que durante décadas separou Brasil e Estados Unidos no comércio mundial do agronegócio praticamente desapareceu. Em 2025, os norte-americanos exportaram o equivalente a cerca de R$ 883 bilhões em produtos agrícolas, enquanto as vendas brasileiras chegaram a aproximadamente R$ 871 bilhões. Uma diferença de apenas 1,4% entre dois países que começaram este século em posições muito distantes.

Os dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram mais do que uma aproximação circunstancial. Enquanto o Brasil ampliou produção, produtividade e presença em novos mercados, as exportações norte-americanas cresceram em ritmo bem menor e passaram a enfrentar dificuldades em destinos estratégicos.

Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou R$ 871 bilhões, considerando a conversão dos valores divulgados oficialmente. Foi o maior resultado da série histórica e representou crescimento de 3% sobre o ano anterior.

Os Estados Unidos encerraram o mesmo período com aproximadamente R$ 883 bilhões em exportações agrícolas.

A diferença de cerca de R$ 12 bilhões é pequena diante do tamanho do comércio dos dois países e mostra quanto a posição relativa mudou.

No início dos anos 2000, as exportações agrícolas americanas eram mais de duas vezes e meia superiores às brasileiras. Em apenas cinco anos, enquanto as vendas externas dos Estados Unidos cresceram aproximadamente 14%, as brasileiras avançaram 68%.

O movimento continua em 2026.

Entre janeiro e julho, o agronegócio brasileiro exportou aproximadamente R$ 533 bilhões, novo recorde para o período. Somente em julho foram cerca de R$ 84 bilhões, também a maior marca já registrada para o mês.

Parte da aproximação pode ser explicada por uma diferença estrutural entre os dois concorrentes.

Os Estados Unidos possuem uma fronteira agrícola praticamente consolidada e enfrentam limitações para aumentar significativamente sua área cultivada. Na pecuária bovina, o rebanho norte-americano está próximo dos menores níveis das últimas sete décadas, situação que reduziu a disponibilidade de animais e aumentou a necessidade de importação de carne.

O Brasil ainda possui maior capacidade de crescimento da produção, seja pela incorporação de áreas já abertas, seja principalmente pelo aumento da produtividade e pela possibilidade de realizar duas ou até três safras na mesma área durante o ano.

Leia Também:  CNA inicia levantamento dos custos de produção de cana-de-açúcar e café para 2025

Essa vantagem aparece com clareza na soja.

Brasil e Estados Unidos estão entre os grandes responsáveis pela oferta mundial da oleaginosa, mas o Brasil assumiu a liderança tanto na produção quanto nas exportações e passou a ocupar uma parcela crescente do mercado chinês.

A China é justamente onde a diferença entre os dois países se tornou mais evidente.

Em 2025, os chineses compraram aproximadamente R$ 285 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. O país asiático respondeu sozinho por 32,7% de tudo o que o setor exportou.

No comércio agrícola norte-americano ocorreu o movimento contrário.

A China, que durante anos esteve entre os principais compradores dos Estados Unidos, caiu para a sexta posição entre os destinos do agro americano em 2025. As vendas recuaram 66% em apenas um ano, para aproximadamente R$ 43 bilhões.

O próprio USDA associa essa retração às tarifas recíprocas e à redução das compras chinesas de soja norte-americana.

A disputa comercial entre Washington e Pequim acelerou uma mudança que já vinha ocorrendo por razões produtivas. Diante das tarifas impostas aos produtos americanos, importadores chineses aumentaram a procura por fornecedores alternativos, e o Brasil estava em posição privilegiada para atender essa demanda.

O efeito ultrapassou a soja.

O Brasil ampliou participação internacional em carnes, algodão, milho e outros produtos agropecuários e passou a disputar mercados que historicamente tinham forte presença dos Estados Unidos.

Na carne bovina, a inversão é particularmente significativa. O Brasil consolidou-se como maior exportador mundial, enquanto os Estados Unidos, pressionados pela redução de seu rebanho, aumentaram as importações para abastecer o próprio mercado.

Essa situação levou recentemente o governo norte-americano a ampliar em 300 mil toneladas a quantidade de carne bovina magra que poderá entrar no país dentro da cota com tarifa reduzida até o fim deste ano, criando uma oportunidade adicional para fornecedores como o Brasil.

Leia Também:  Preço do leite volta a subir após nove meses de queda e sinaliza recuperação gradual em 2026

A política comercial adotada pelo governo Donald Trump acrescentou uma nova variável a essa disputa.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiram também produtos brasileiros e criaram dificuldades para cadeias que dependem mais diretamente daquele mercado. Café, carnes, suco de laranja e determinados produtos industrializados estão entre os segmentos mais expostos às decisões de Washington.

O efeito sobre o conjunto do agronegócio brasileiro, entretanto, é limitado pela diversificação dos destinos.

Em 2025, os Estados Unidos compraram aproximadamente R$ 59 bilhões em produtos do agro brasileiro, equivalentes a 6,7% das exportações do setor. A China comprou quase cinco vezes esse valor.

Essa diferença ajuda a explicar por que medidas comerciais americanas podem provocar impactos severos em determinadas cadeias sem necessariamente interromper o crescimento das exportações do agronegócio como um todo.

Também mostra por que a abertura de mercados passou a ter peso estratégico para o Brasil. Quanto maior o número de compradores disponíveis para carnes, grãos, fibras, café, frutas e produtos processados, menor a dependência de decisões comerciais tomadas por um único país.

Para o produtor rural, a aproximação dos Estados Unidos no ranking mundial não representa apenas uma disputa estatística. Mercados adicionais significam mais alternativas para escoar a produção e podem aumentar a concorrência entre compradores, especialmente nas cadeias em que o Brasil já possui grande excedente exportável.

Há, porém, um risco nessa trajetória. A crescente concentração das vendas brasileiras na China aumenta a exposição às decisões do país asiático. Quase um terço das receitas do agro brasileiro no exterior depende atualmente daquele mercado.

Por isso, o próximo passo da expansão brasileira passa não apenas por vender mais, mas por diversificar compradores e aumentar o valor agregado dos produtos exportados.

A distância para os Estados Unidos, de qualquer forma, nunca foi tão pequena. Depois de décadas perseguindo o maior exportador agrícola do mundo, o Brasil chega à segunda metade de 2026 em condições de disputar uma posição que, no início deste século, parecia muito distante.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA