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Primeira-dama lidera ação integrada para revitalizar e fiscalizar pontos de ônibus em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá deu início ao amplo trabalho de restauração e melhoria dos pontos de ônibus da Capital, começando pelo da Avenida Rubens de Mendonça, localizado em frente ao Pantanal Shopping. O projeto contempla melhorias estruturais, nova pintura, retirada de publicidade irregular, recuperação de bancos, reorganização das lixeiras e reforço na iluminação, além de ações de conscientização para que a população ajude a conservar os espaços públicos.

A iniciativa integra um trabalho coordenado pela vereadora e primeira-dama Samantha Iris, com foco na melhoria dos espaços, na intensificação da fiscalização contra publicidade irregular e na segurança dos usuários do transporte coletivo, principalmente das mulheres.

“Estamos dando início às melhorias nos pontos de ônibus. Essa manutenção trará mais segurança à população que depende do transporte coletivo, especialmente às mulheres. Esse trabalho envolve toda uma questão estrutural, com pintura, retirada de publicidade irregular, melhoria dos bancos, posicionamento de lixeiras e conscientização para garantir que os pontos continuem em boas condições. É importante que todos colaborem e ajudem a cuidar do espaço, que é de todos”, afirmou Samantha Iris.

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De acordo com o secretário de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira, os trabalhos serão realizados no período noturno para garantir agilidade na execução dos serviços e menor impacto no trânsito. “Vamos revitalizar esses espaços, fazer a limpeza e deixá-los mais bonitos e em boas condições. As equipes da Secretaria de Obras farão essa manutenção no período noturno. É um serviço de extrema importância para capital”, afirmou Reginaldo.

A secretária de Mobilidade Urbana e Segurança Pública, Francyanne Lacerda, explicou que esta restauração é a primeira de várias que serão realizadas nos abrigos de ônibus. Em janeiro deste ano, a equipe técnica do município esteve em diversos pontos avaliando as medidas necessárias para limpeza e manutenção. Foram vistoriados pontos localizados no Morro da Luz, na região central de Cuiabá, além de outros dois na Avenida Brasil e no bairro Tijucal.

“Estamos aqui hoje por determinação do prefeito Abilio Brunini e a pedido da primeira-dama Samantha Iris para a restauração deste ponto de ônibus. Este é o primeiro de vários que serão revitalizados. Intensificaremos a fiscalização, principalmente em relação às mídias irregulares”, ressaltou Francyanne.

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Com a ação integrada entre as secretarias de Obras, Mobilidade e Ordem Pública, além da reestruturação física, a Prefeitura reforça a fiscalização para coibir a fixação de panfletos e anúncios não autorizados nos abrigos. A secretária de Ordem Pública, Juliana Palhares, enfatizou que a fiscalização será reforçada e alertou que a prática contribui para a degradação visual e estrutural dos espaços públicos.

“Percebemos diversos pontos de ônibus da Capital repletos de panfletos e anúncios, formando um ambiente sujo e desagradável. Não é permitido afixar publicidades nos abrigos de ônibus. Esse não é o local adequado para esse tipo de divulgação, pois torna o ambiente sujo, poluído e desagradável, além de gerar custos aos cofres públicos com limpezas constantes. Nosso objetivo não é prejudicar anunciantes, trabalhadores ou prestadores de serviço. Porém, se houver insistência na fixação irregular de publicidade nos pontos de ônibus da Capital, as medidas cabíveis serão adotadas”, pontuou Juliana.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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