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Primeira-dama detalha projeto da Casa do Autista e destaca avanços na política de inclusão

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A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris, apresentou nesta quarta-feira (04) durante o 5º Simpósio do Autismo, realizado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), os principais avanços na política municipal de inclusão, destacando três frentes centrais da atual gestão: o funcionamento do Centro Amar, a criação da Comissão de Educação Especial e o acompanhamento contínuo das obras da Casa do Autista.

O 5º Simpósio do Autismo em Mato Grosso – Desafios e Perspectivas, promovido por iniciativa do deputado estadual Wilson Santos, reuniu especialistas, autoridades, famílias e profissionais da educação e saúde para discutir políticas públicas voltadas ao Transtorno do Espectro Autista (TEA).

De acordo com Samantha, o Centro Amar, localizado no bairro Santa Cruz, atendeu uma necessidade da capital mato-grossense, que até então, não possuía, um espaço estruturado para realizar avaliações pedagógicas e atendimentos multidisciplinares aos alunos com necessidades específicas da rede municipal.

“Uma das coisas que nós já conseguimos implantar no município de Cuiabá foi o Centro Amar. Ele dispõe de salas, quadra, quintal, um terreno onde estamos viabilizando um parquinho adaptado e até uma estrutura com água para que as crianças possam brincar com segurança. Mas o mais importante é o atendimento aos alunos da nossa rede municipal”, destacou a primeira-dama.

Samantha reforçou que o espaço já conta com fonoaudióloga, psicopedagoga, profissionais da educação e fisioterapia, além da implantação da primeira sala multisensorial da rede municipal. “Optamos por colocar para funcionar, adequar essa estrutura da melhor maneira possível e só depois, quando tudo estiver realmente atendendo a população, vamos inaugurar”.

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Ao longo da palestra, a primeira-dama e vereadora também detalhou o avanço do projeto da Casa do Autista, que será instalada no antigo Colégio Nilo Póvoas, prédio histórico cedido pelo Governo do Estado ao município. O novo espaço, que possui mais de 40 salas, terá atendimentos de educação, saúde e assistência social em um só local. A estrutura será pensada também para acolher mães e pais, que muitas vezes ficam sobrecarregados com as demandas do cuidado.

“A Casa do Autista de Cuiabá é um desafio como mãe e como política. Se não for para atender vocês, não vale a pena estar onde estou. A gente vai fazer, com força-tarefa, parceria e coragem. Precisamos de uma força-tarefa para atender essas famílias também. Não adianta arrumar um lugar para a criança e deixar a mãe e o pai desassistidos. As mães às vezes só conseguem descansar no período em que a criança está na escola”, afirmou Samantha.

Dimy Kalinowski, reconhecido como o primeiro piloto federado autista do Brasil, participou da palestra e destacou a relevância da futura Casa do Autista para Cuiabá. Para ele, o espaço representa um avanço essencial na oferta de serviços especializados. “A expectativa é que a casa atenda bem e que seja realmente para todos os autistas, inclusive aqueles que já não são mais crianças e não estão mais no ensino fundamental”, afirmou.

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Entre os projetos previstos dentro da Casa do Autista, constam: cozinha pedagógica, onde mães poderão aprender receitas adaptadas para crianças com seletividade alimentar; oficinas de geração de renda, como cursos de confeitaria e produção de salgados; assistência jurídica, para orientação sobre BPC e documentação, bem como, a possibilidade de implantação de salão de beleza e atendimento estético, tanto para as mães quanto para treinar profissionais a atender pessoas autistas, a proposta depende de parcerias com a iniciativa privada e universidades para formação continuada de profissionais.

Outro ponto destacado por Samantha foi a implantação da Comissão de Educação Especial, iniciativa construída dentro da Secretaria Municipal de Educação para fortalecer o diálogo com famílias de crianças atípicas e aprimorar a definição de políticas públicas. A comissão reúne mães, especialistas, profissionais da rede e representantes da sociedade civil, com o objetivo de mapear demandas, acolher relatos e construir um planejamento real das necessidades da rede municipal. A partir desse trabalho, foram definidas metas e ações, estruturadas de forma integrada entre educação, saúde e assistência social.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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