AGRONEGÓCIO

Primeira-dama destaca incentivo a mulheres empreendedoras e fortalecimento social

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A primeira-dama e vereadora de Cuiabá, Samantha Iris, destacou a importância de iniciativas que impulsionam o fortalecimento feminino e estimulam o empreendedorismo durante o evento “Inteiras Para Liderar”, promovido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de Mato Grosso (Sebrae/MT), no Centro de Eventos do Pantanal, nesta quinta-feira (4).

“O Sebrae é um grande parceiro da sociedade em geral. Esse tipo de evento é muito importante, principalmente porque fortalece as mulheres. Os eventos voltados às mulheres são essenciais. Esse movimento fortalece a mulher e fortalece o empreendedorismo feminino. Quando a mulher se fortalece e empreende, todos ganham”, afirmou Samantha.

A primeira-dama também destacou a grandiosidade da estrutura montada e o engajamento do público, que reuniu mais de 4 mil mulheres de todo o estado, incluindo servidoras da Secretaria Municipal da Mulher, que visitaram a feira com o objetivo de conhecer o nível de organização do evento e coletar ideias para aplicar em iniciativas do município, aprimorando futuros eventos.

“É muito gratificante ver as mulheres empenhadas em se qualificar para empreender, e o Sebrae oferecendo essa oportunidade de ensinar, trazer conhecimento e novidades, para que elas possam empreender cada vez mais e melhor”, completou Samantha.

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Durante o discurso, a diretora-superintendente do Sebrae/MT, Lélia Brun, ressaltou que o projeto nasceu da necessidade de fazer com que cada mulher reconheça seu próprio valor e protagonismo. “Identificamos a oportunidade de valorizar as mulheres que já provocaram transformações em suas trajetórias. Queremos que cada uma possa olhar para seu caminho e dizer: valeu a pena ser mulher”, destacou Lélia.

A programação incluiu palestras de nomes nacionais como Giovanna Antonelli, Bianca Solléro, Monique Curi, Branca Barão e Léo Chaves, que abordaram temas essenciais, como “Comunicação autêntica que transforma vidas e negócios”, “Vida: uma aventura só de ida!”, “Como habilitar um modus operandi burnoff?”, “O que os palcos não contam” e “O poder da narrativa”.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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