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Primavera no RS é marcada por investimentos e sucesso em leilão de Angus e Brangus

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O início da Primavera 2025 no Rio Grande do Sul trouxe boas notícias para o setor pecuário, com a atração de novos investidores e aquecimento dos negócios. O 4º Leilão Soldera Portas Abertas, realizado na sexta-feira (15/08) em Panambi (RS), comercializou 119 animais das raças Angus e Brangus em evento presencial.

O destaque do leilão foi o touro Angus preto Don Miracy, que teve 50% de sua cota vendida por R$ 31,5 mil, valorizando o reprodutor em R$ 63 mil. Don Miracy é Grande Campeão Rústico na ExpoCampos 2025 e Reservado Grande Campeão da 2ª Fenagen, atualmente em coleta na central de inseminação Alta.

Investimento de grupos empresariais reforça confiança na genética

O investimento em Don Miracy foi realizado por um grupo de dez empresários de Panambi reunidos no Condomínio Gadu, que pretendem lucrar com a venda das doses de sêmen do touro. “A agropecuária é um investimento seguro e rentável. Sabemos da capacidade e seriedade da família Soldera, por isso decidimos investir”, afirmou Fábio Schirmer, advogado e integrante do grupo, garantindo retorno no próximo ano para ampliar a bateria de touros em coleta.

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Outro destaque foi o touro Hércules, irmão interino de Don Miracy, arrematado por R$ 43,5 mil pela pecuarista Vera Kessler, de São Sepé (RS), o maior valor pago por um lote no leilão.

Público e tradição marcam o evento

O leilão reuniu mais de 300 pessoas na sede da cabanha, celebrando os 20 anos de seleção de rebanhos da família Soldera. O evento manteve a tradição da hospitalidade dos imigrantes do Noroeste gaúcho, oferecendo quitutes típicos da região, como o Käsekuchen e churrasco de carne Angus da Cotripal. Criadores de diversas regiões do Sul do Brasil participaram, com encerramento em festa realizada na tenda junto à área de lavouras experimentais da propriedade.

Valores médios e valorização da genética

Segundo o leiloeiro Fábio Crespo, que comandou o evento ao lado da BC Remates e Parceria Leilões, a média dos preços dos animais refletiu a valorização da genética ofertada:

  • Touros Angus: R$ 23.444,44
  • Fêmeas Angus: R$ 12.128,57
  • Touros Brangus: R$ 16.214,29
  • Fêmeas Brangus: R$ 9.487,50

O resultado foi comemorado pela família Soldera, junto da matriarca Miracy Soldera, de 84 anos. “Foi uma grande emoção. Esse leilão ficará para a história da família porque reuniu bons negócios e amigos de longa data”, destacou Didi Soldera.

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Homenagem pelos 20 anos de atuação na pecuária

Durante o evento, a Cabanha Soldera recebeu homenagem da Associação Brasileira de Angus e Ultrablack. Os diretores Gabriel Barros e Marco Antonio Vian entregaram uma placa em nome do presidente José Paulo Dornelles Cairoli, reconhecendo os 20 anos de trabalho destacado da família na pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

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As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

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Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

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Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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