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Previsões Apontam para Menor Moagem de Cana e Redução na Produção de Açúcar no Centro-Sul na Safra 2024/25

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A temporada de safra 2024/25 no Centro-Sul do Brasil projeta uma redução significativa na moagem de cana, totalizando 592 milhões de toneladas, o que representa uma queda de 9,8% ou 64 milhões de toneladas em comparação ao recorde registrado no ciclo atual, que se encerra este mês, atingindo 656 milhões de toneladas. As previsões apresentadas pela consultoria Datagro durante a abertura da safra em Ribeirão Preto (SP) atribuem essa redução à expectativa de menor volume de chuvas em março e abril, somada à influência do fenômeno climático La Niña no segundo semestre.

Plínio Nastari, presidente da Datagro, destacou a safra atual como memorável, enfatizando a contribuição das chuvas favoráveis e a ausência de geadas, resultando em uma produção recorde. Nastari ressaltou que, apesar dos preços remuneradores para o açúcar nesta temporada, o etanol enfrentou pressões devido ao baixo consumo, que começou a se recuperar em agosto.

De acordo com a consultoria, as exportações de açúcar devem superar a média histórica, atingindo 32,85 milhões de toneladas, com um estoque de passagem estimado em 3,28 milhões de toneladas. Os preços mais atrativos do açúcar indicam que a próxima safra também terá um foco maior na produção açucareira. A estimativa para a produção de açúcar é de 40,5 milhões de toneladas, enquanto a produção de etanol deve cair de 33,52 bilhões de litros para 30,4 bilhões de litros.

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A previsão de chuvas 27% abaixo da média histórica nos próximos três meses, considerado crucial para o desenvolvimento da cana, juntamente com a possibilidade de geadas devido ao La Niña, contribuem para a projeção de queda na moagem no novo ciclo. Com esses fatores, a produtividade por hectare deve reduzir de 88,3 toneladas para 78,8 toneladas no Centro-Sul, com um leve aumento de 1% na área de produção devido à menor renovação dos canaviais.

Luciano Rodrigues, diretor de Inteligência Setorial da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), destacou as surpresas da safra que se encerra, incluindo uma produção histórica e a disparidade nos preços entre açúcar e etanol. Ele apontou desafios para os produtores de etanol, incluindo mudanças tributárias em 2022 e a necessidade de compreensão de diversos mercados e regulamentações.

José Sérgio Ferrari Junior, diretor da Usina Ferrari, de Pirassununga (SP), concordou com a expectativa de uma moagem menor na próxima safra. Ele previu um cenário desafiador, mas destacou o aumento do foco na produção de açúcar diante da deterioração nos preços do etanol.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil

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As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.

Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.

Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural

O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.

Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.

De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.

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Agro sente impacto de forma gradual

Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.

O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.

A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.

Inflação dos alimentos pode ganhar força

O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.

Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.

Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.

Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.

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Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada

Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.

As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.

Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.

Agronegócio acompanha cenário com atenção

Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.

O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.

Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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