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Prefeitura vai ampliar apoio e viabilizar sede para catadores do antigo lixão

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, anunciou uma série de medidas para garantir a permanência do apoio social e estrutural aos 257 catadores de materiais recicláveis que atuavam no antigo lixão da capital. O encontro, realizado nesta terça-feira (20), contou com representantes do Ministério Público, Defensoria Pública e da Câmara Municipal, resultou em decisões consideradas propositivas por todos os presentes.

Entre os principais compromissos assumidos está a ampliação do subsídio mensal concedido às famílias, atualmente no valor de um salário mínimo. Abilio garantiu que o benefício será mantido enquanto não estiver concluída a sede da nova cooperativa dos catadores, a CooperVida. A prefeitura também se comprometeu a localizar um terreno público para a construção da estrutura, que poderá ser instalada em parceria com a empresa Horizon, responsável pela operação do novo aterro sanitário da cidade.

“A gente vai restabelecer o comitê, que vai continuar tratando das políticas voltadas para isso. Estamos estudando um prazo para postergar o auxílio, para que essas pessoas não fiquem desamparadas durante esse período. E a gente vai encontrar uma área para estabelecer onde vai ser a cooperativa. Vamos oferecer para a empresa que hoje cuida do novo aterro sanitário, que é a Horizon, para ela poder instalar a nova cooperativa. E enquanto eles instalam essa nova cooperativa, daremos o suporte para que essas pessoas possam se preparar para iniciar a vida delas nessa cooperativa”, disse o prefeito.

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Abilio também informou que enviará à Câmara Municipal, já na próxima semana, o projeto de lei que formaliza essas ações. O envio será precedido por nova reunião agendada para segunda-feira (26), com os integrantes do comitê técnico interinstitucional, que será reativado para acompanhar o andamento das tratativas e garantir transparência no processo.

O encontro foi elogiado pelos participantes, que destacaram a mudança de postura do Executivo. A defensora pública Kelly Monteiro, que acompanha o caso desde a desativação do lixão em 2023, comemorou o avanço. “Como defensora pública, na defesa dos catadores e catadoras de materiais recicláveis do antigo lixão, eu saio bastante contente dessa reunião, porque quando a política pública tem que ser executada, ela tem que partir da vontade do gestor. E é isso que a gente viu hoje aqui com o prefeito Abilio. Eu agradeço a sensibilização dele com essa categoria. São pessoas trabalhadoras que querem um local digno de trabalho e assim poder sustentar suas famílias”, afirmou.

Além do prefeito Abilio, participaram da reunião o chefe de gabinete William Campos, o procurador municipal Luiz Antonio de Araújo Junior, a vereadora Maysa Leão, o promotor de Justiça Carlos Eduardo Silva, titular do Núcleo de Interesses Difusos e Coletivos do Ministério Público, a defensora pública Kelly Monteiro e o secretário de Serviços Urbanos (Limpurb), Fellipe Wellaton.

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A pauta do encontro também abordou a retomada do decreto que institui o grupo técnico com participação da Prefeitura, Defensoria Pública, Ministério Público, OAB-MT e demais entidades ligadas à política ambiental e de inclusão social. Esse comitê será responsável pela implementação da coleta seletiva em Cuiabá e por acompanhar o processo de transição dos catadores para o novo modelo de gestão dos resíduos recicláveis.

Com a desativação do antigo lixão em 2023, após décadas de funcionamento sem atender normas sanitárias, os catadores passaram a receber auxílio da prefeitura graças à articulação da Defensoria Pública e MP-MT.

#PraCegoVer

Ao fundo o prefeito de Cuiabá recepciona uma equipe do Ministério Público e da Defensoria no seu gabinete. As pessoas estão em uma mesa posando para uma fotografia, após a reunião.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Preço do leite UHT dispara mais de 20% no Sudeste e amplia pressão sobre a cesta básica em abril

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Os consumidores sentiram no bolso o aumento dos preços de alimentos essenciais em abril. Levantamento realizado pela Neogrid apontou que o leite UHT liderou as altas nos supermercados brasileiros, refletindo uma menor oferta de matéria-prima e pressionando ainda mais o custo da cesta básica.

De acordo com o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, o preço médio do leite UHT avançou 18,3% no país durante o mês, passando de R$ 4,75 em março para R$ 5,62 em abril. Na região Sudeste, principal mercado consumidor do país, a valorização foi ainda mais expressiva, alcançando 20,19%.

Menor captação de leite sustenta alta dos preços

A escalada dos preços está diretamente relacionada à redução da produção nacional de leite. Dados do Índice de Captação de Leite (ICAP-L) mostram que a coleta recuou 3,9% entre fevereiro e março, acumulando queda de 11,1% no primeiro trimestre de 2026.

Entre os fatores que explicam o cenário estão a menor disponibilidade de pastagens durante o período e a cautela dos produtores diante das margens mais apertadas observadas ao longo de 2025.

A combinação entre oferta reduzida e demanda constante elevou os preços dos lácteos no varejo, tornando o leite um dos principais responsáveis pela inflação alimentar registrada no mês.

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Feijão, pão e legumes também ficaram mais caros

Além do leite, outros produtos básicos da alimentação apresentaram aumento de preços em abril.

Os queijos registraram alta de 2,4%, passando de R$ 63,61 para R$ 65,12. O feijão avançou 2,1%, enquanto os legumes tiveram valorização de 2%. Já o pão apresentou aumento de 1,8% no período.

Segundo Marcelo Alves, Head de Insights da Neogrid, os reajustes estão concentrados justamente em categorias mais sensíveis às condições climáticas e à sazonalidade da produção.

“O comportamento dos preços mostra uma pressão concentrada em produtos essenciais da alimentação, especialmente lácteos e hortifrúti, exigindo maior atenção dos consumidores na composição das compras”, avalia.

Legumes lideram inflação alimentar em 2026

No acumulado entre dezembro de 2025 e abril de 2026, os legumes aparecem como os produtos com maior valorização no varejo alimentar brasileiro.

O grupo registrou alta de 25,3%, com o preço médio passando de R$ 5,50 para R$ 6,89. Em seguida aparecem:

  • Leite UHT: +21,7%;
  • Feijão: +20,5%;
  • Ovos: +13,4%;
  • Carne bovina: +6,6%.

Os números reforçam a pressão sobre os itens que compõem a base da alimentação das famílias brasileiras.

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Sudeste registra altas e quedas relevantes em abril

Na análise regional, o Sudeste apresentou comportamento misto entre alimentos e produtos de consumo diário.

As maiores altas registradas foram:

  • Leite UHT: +20,19%;
  • Pão: +4,1%;
  • Creme dental: +1,6%;
  • Água sanitária: +1,6%;
  • Arroz: +1,4%.

Por outro lado, algumas categorias apresentaram alívio nos preços ao consumidor:

  • Carne suína: -5,9%;
  • Ovos: -4,8%;
  • Açúcar: -3,1%;
  • Café em pó e em grãos: -3%;
  • Desinfetante: -1,8%.
Mercado deve seguir atento à oferta e ao clima

A expectativa para os próximos meses é de continuidade da volatilidade em produtos mais dependentes das condições climáticas e da oferta agrícola, especialmente lácteos, hortifrúti e itens básicos da alimentação.

Em contrapartida, categorias industrializadas e algumas proteínas tendem a apresentar maior estabilidade, favorecidas pela competição entre varejistas e pela acomodação dos custos de produção.

O comportamento desses mercados continuará sendo um dos principais fatores de influência sobre a inflação dos alimentos ao longo de 2026, impactando diretamente o orçamento das famílias brasileiras e as estratégias da cadeia de abastecimento.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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