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Prefeitura retira 80 toneladas de lixo em bolsão no Santa Terezinha

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Dando continuidade às frentes de trabalho para manter a cidade limpa e organizada, a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), realizou a remoção de 80 toneladas de detritos descartados irregularmente em um bolsão de lixo no bairro Santa Terezinha. A ação, iniciada nesta quarta-feira (12), faz parte das estratégias da gestão municipal para combater o descarte inadequado de resíduos em locais públicos, e combater crimes ambientais.

Apesar de ser uma área afastada, o ponto atendido recebe grande fluxo de veículos e pedestres, tornando-se um local recorrente para o despejo irregular de lixo. Atualmente, a Limpurb monitora 50 pontos críticos de descarte irregular em Cuiabá, sendo o do Santa Terezinha um dos mais reincidentes, inclusive com registros de aplicação de multas a infratores.

A fiscalização desses locais é realizada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública, em parceria com a Limpurb, com base na Lei Complementar nº 4/1992. A legislação prevê multas a partir de R$ 818,90 para quem descarta lixo domiciliar ou materiais em áreas inadequadas, como ruas, terrenos baldios, rios, praças e demais espaços públicos ou privados não edificados.

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Além do impacto ambiental, o acúmulo irregular de lixo contribui diretamente para problemas urbanos, como alagamentos e enchentes, especialmente em regiões com reincidência desse tipo de prática. “A limpeza desses pontos é um trabalho constante, mas é fundamental que a população faça sua parte e não descarte lixo de forma irregular. A responsabilidade é de todos”, enfatizou o diretor-geral da Limpurb, Reginaldo Teixeira.

Para evitar novas ocorrências, a Prefeitura de Cuiabá disponibiliza caminhões para o recolhimento de objetos inservíveis, garantindo a destinação correta dos materiais ao aterro sanitário. Itens em bom estado são encaminhados a cooperativas de reciclagem. O serviço pode ser agendado pelos telefones (65) 3645-5518 ou WhatsApp (65) 99243-6502.

Entre os materiais retirados no Santa Terezinha estavam sofás, sucatas de bicicletas, bags para ensacar areia e cascalho, carcaças de máquinas de lavar, geladeiras, latinhas, entulhos de obras, sucatas de veículos e lixo doméstico. A Prefeitura reforça a importância da colaboração da comunidade para manter a cidade mais limpa e segura para todos.

#PraCegoVer

A imagem mostra uma retroescavadeira hidráulica realizando a limpeza de um bolsão de lixo no bairro Santa Terezinha. Os serviços contam com apoio de um caminhão caçamba.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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