AGRONEGÓCIO

Prefeitura qualifica servidores sobre a nova lei de licitação

Publicado em

A Prefeitura de Cuiabá iniciou, nesta quinta-feira (8), um curso de capacitação presencial relacionado à nova Lei de Licitações, a 14.133/2021. O curso será realizado até sexta-feira (9), no auditório do Centro de Formação, localizado na Avenida Beira Rio, sede da antiga Faculdade Unirondon. A capacitação é destinada aos servidores públicos que atuam diariamente com compras e contratações de serviços para a administração pública. No primeiro dia, mais de 100 servidores participaram.

O palestrante Davi de Melo, especialista em Direito Administrativo e atual diretor-executivo da Licita Masters, elogiou a iniciativa do município em expandir o conhecimento dos servidores.

“O artigo 7º da Lei 14.133/2021 prevê expressamente a obrigatoriedade de os entes federados qualificarem seus servidores para o cumprimento integral da legislação. De maneira geral, os órgãos públicos estão patinando por falta de capacitação. Por isso, parabenizo a atual gestão pela qualificação de seus servidores. Há uma necessidade constante de capacitação nesse tema. Sem erros, não há judicialização, e os serviços públicos que dependem, muitas vezes, do resultado de licitações — como, por exemplo, a compra de medicamentos — podem ser concluídos com tranquilidade, garantindo um bom atendimento ao cidadão na ponta”, afirmou.

Leia Também:  Milho mantém preços firmes no Brasil, mas enfrenta volatilidade em Chicago e desafios nas exportações

O curso aborda os principais aspectos da Lei nº 14.133/2021, oferecendo uma visão prática e objetiva da nova sistemática de contratações públicas. São explorados temas fundamentais, como a fase preparatória da licitação, incluindo o Estudo Técnico Preliminar (ETP), o Termo de Referência (TR) e o Documento de Formalização da Demanda (DFD), além de procedimentos de credenciamento e registro de preços. Também serão analisadas as hipóteses e os requisitos para contratação direta, com destaque para as modalidades de dispensa e inexigibilidade, bem como os novos parâmetros de fiscalização e gestão contratual previstos na legislação.

A servidora Rosa Garcia, que atua na Secretaria Adjunta de Atenção Especializada em Vigilância e Saúde, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, elogiou a iniciativa da Prefeitura de Cuiabá em capacitar os servidores para atuarem nas licitações. “É sempre bom que sejamos atualizados quanto ao ordenamento jurídico, ainda mais na saúde pública, que exige total segurança e celeridade para atender a um serviço essencial”.

O secretário adjunto especial de Licitações e Contratos da Secretaria de Economia, Evandro Marcus Paiva Machado, considera imensurável o avanço proporcionado pela iniciativa da Prefeitura de Cuiabá em qualificar os servidores quanto à nova lei de licitações. “Esse curso representa um marco para a Prefeitura de Cuiabá. Trata-se de uma parceria com a BLL Compras, que visa qualificar os servidores que atuam nas licitações, para que os processos ocorram dentro da legalidade e com parâmetros adequados. A ideia é exatamente aperfeiçoar a qualidade dos serviços prestados”.

Leia Também:  Plano para conter o tarifaço será discutido nesta segunda e países árabes podem ajudar

Responsável pela Escola do Servidor, Solange Dias afirmou que outros cursos serão realizados pela Prefeitura de Cuiabá com o intuito de garantir a qualificação necessária a todos os servidores da administração pública. “Ao longo do ano, vamos oferecer cursos para todas as secretarias, visando à melhoria dos serviços ofertados à população”.

Também participaram da aula inaugural o secretário de Assuntos Estratégicos, Murilo Bianchini, e o procurador-geral do município, Luiz Antônio Araújo Junior. Ambos se manifestaram favoráveis aos cursos de capacitação, ressaltando que a administração pública deve ser pautada pela legalidade e eficiência, o que requer domínio do conhecimento da legislação para que as ações do Executivo tenham segurança jurídica e tragam economicidade aos cofres públicos.

#PraCegoVer

A foto mostra dezenas de servidores sentados em um auditório, ouvindo uma palestra.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Plantio da soja começa no Brasil sob risco de El Niño muito forte

Published

on

O plantio da soja 2026/27 começou de forma pontual no Brasil sob o risco de chuvas irregulares no Centro-Norte e excesso de umidade na Região Sul. Mato Grosso e Paraná já possuem áreas semeadas, enquanto os demais Estados entrarão gradualmente no campo entre setembro e dezembro, de acordo com o calendário estabelecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O início da safra coincide com o fortalecimento do El Niño. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) calcula em mais de 90% a probabilidade de o fenômeno alcançar intensidade muito forte durante a primavera e o verão no Hemisfério Sul. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) também aponta 90% de chance de intensidade muito forte entre setembro e novembro.

A previsão não significa que todo o país terá falta de chuva. O efeito esperado é diferente em cada região. No Centro-Oeste, no Matopiba e em parte do Norte e do Sudeste, a preocupação está na demora para a regularização das precipitações, nas temperaturas elevadas e na ocorrência de veranicos. No Sul, o principal risco é o excesso de chuva, que pode encharcar o solo, impedir a entrada das máquinas e favorecer doenças.

Mato Grosso abriu o calendário de semeadura em 7 de setembro. As primeiras áreas foram plantadas principalmente em Campo Novo dos Parecis, Diamantino, Brasnorte e outros municípios do oeste que receberam volumes mais expressivos de chuva. Também há trabalhos em áreas irrigadas.

O avanço ainda é inferior a 1% dos aproximadamente 13 milhões de hectares previstos pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A expectativa é de que a semeadura ganhe força somente na primeira quinzena de outubro, quando as chuvas deverão estar mais bem distribuídas.

O problema é que as precipitações registradas até agora são muito localizadas. Enquanto algumas propriedades receberam volume suficiente para acumular água, áreas situadas a poucos quilômetros continuaram secas. Plantar após uma chuva isolada, sem umidade adequada nas camadas mais profundas do solo, aumenta o risco de falhas na germinação, perda de sementes e necessidade de replantio.

A pressa em Mato Grosso está ligada à soja, mas também ao milho e ao algodão cultivados depois da oleaginosa. Quanto mais cedo a soja for colhida, maior será a possibilidade de instalar a segunda safra dentro da janela de menor risco climático. O produtor tenta evitar que o milho e o algodão atravessem o período reprodutivo quando as chuvas já estiverem diminuindo.

Leia Também:  Soja continua em alta na bolsa de Chicago com foco no clima e demanda na América do Sul

O Imea projeta produção próxima de 49 milhões de toneladas de soja em Mato Grosso. Apesar do pequeno aumento de área, a estimativa considera redução de 5,4% na produtividade média em relação à temporada anterior. O Estado também já comercializou antecipadamente cerca de 39% da nova safra, acima da média histórica de 30,55% para o período, o que aumenta a necessidade de compatibilizar contratos de venda com o volume que poderá ser efetivamente colhido.

No Paraná, o plantio começou no Norte, Noroeste e Oeste, onde a semeadura está autorizada desde 1º de setembro. Até o levantamento mais recente do Departamento de Economia Rural (Deral), aproximadamente 81 mil hectares haviam sido plantados, o equivalente a 1,4% dos 5,76 milhões de hectares previstos para o Estado.

O Sudoeste paranaense foi liberado para plantar em 11 de setembro. Nos municípios mais ao sul, a autorização começa em 20 de setembro. A umidade disponível pode favorecer a emergência da soja, mas chuvas persistentes aumentam o risco de interrupções, compactação, erosão, doenças fúngicas e replantio. O excesso de precipitação também pode atrasar a colheita do trigo e, consequentemente, a entrada da soja nas mesmas áreas.

Rondônia e Amazonas estão autorizados a plantar desde sexta-feira (11), embora ainda não tenham divulgado avanço significativo da semeadura. Em São Paulo, o calendário começou em 1º de setembro na primeira região produtiva, será aberto neste domingo (13) na segunda e chegará à terceira região no dia 16.

Mato Grosso do Sul poderá iniciar o plantio na quarta-feira (16). No mesmo dia, a semeadura será liberada no sul do Pará. O Acre entra no calendário em 21 de setembro, parte de Santa Catarina no dia 22, Goiás no dia 25 e o Rio de Janeiro no dia 29.

Em 30 de setembro, começa a primeira janela do Piauí. Distrito Federal, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Tocantins poderão plantar a partir de 1º de outubro. A mesma data vale para o sul do Maranhão, incluindo Balsas e outros importantes municípios produtores.

No oeste da Bahia, onde estão Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, Formosa do Rio Preto e São Desidério, o calendário começa em 8 de outubro. Outras regiões de Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Paraná, Santa Catarina e São Paulo possuem datas próprias, definidas conforme o clima e o histórico da ferrugem-asiática.

Leia Também:  Cuiabá abre credenciamento para ampliar rede de atendimento veterinário

Alagoas, Amapá, Ceará e Roraima têm calendários mais tardios, com início da semeadura somente em 2027. Por isso, essas áreas não participam da atual largada da safra nacional.

As datas indicam apenas quando a semeadura é permitida do ponto de vista fitossanitário. Elas não significam que o solo já tenha umidade suficiente nem substituem as orientações do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc). A decisão de plantar depende das condições de cada propriedade e da previsão de continuidade das chuvas.

No Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba, o maior perigo é uma precipitação antecipada estimular a semeadura e ser seguida por vários dias de calor e tempo seco. Além de prejudicar a formação inicial da lavoura, um veranico pode obrigar o produtor a repetir operações e elevar os gastos com sementes, combustível, máquinas e mão de obra.

Caso as chuvas demorem a se regularizar, o problema será transferido para a segunda safra. O atraso na colheita da soja reduz o tempo disponível para o milho e o algodão, enquanto uma interrupção antecipada das chuvas pode atingir essas culturas durante fases de maior necessidade de água.

No Rio Grande do Sul, Santa Catarina e parte do Paraná, o El Niño tende a aumentar a disponibilidade hídrica, mas chuvas frequentes podem produzir o efeito contrário ao desejado. Solo saturado, dificuldade de pulverização, menor luminosidade e aumento da pressão de doenças podem limitar o potencial das lavouras mesmo sem falta de água.

Uma simulação apresentada pelo economista Alexandre Mendonça de Barros, da consultoria EY, calcula que um cenário de estresse climático semelhante ao de 2015 poderia retirar até 12 milhões de toneladas da safra brasileira. O número representa cerca de 6,5% das 186 milhões de toneladas projetadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para o país.

A estimativa de perda não é uma previsão consolidada, mas uma simulação de risco. O resultado final dependerá da distribuição das chuvas, das temperaturas, da duração dos veranicos e do manejo adotado em cada região. Em uma safra marcada por extremos opostos, o principal desafio não será apenas saber quanto vai chover, mas onde, quando e com que regularidade essa chuva chegará.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA