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Prefeitura promove capacitação sobre atendimento em casos de infarto

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou no sábado (28) e domingo (29) uma capacitação voltada ao atendimento de urgência em casos de infarto agudo do miocárdio. O treinamento ocorreu no auditório da UNIC Pantanal e foi direcionado a diretores clínicos, coordenadores de saúde, responsáveis técnicos de enfermagem, médicos e enfermeiros que atuam na Rede de Atenção às Urgências e Emergências do município.

O objetivo foi fortalecer os conhecimentos técnicos das equipes que estão na linha de frente do atendimento, especialmente em unidades como as UPAs, policlínicas e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). A capacitação foi ofertada em dois períodos, permitindo que também os profissionais de plantão pudessem participar.

A ação faz parte do Programa SOS Infarto, uma iniciativa do prefeito Abilio Brunini que visa garantir atendimento rápido e eficaz aos pacientes com suspeita de infarto. “Fila zero para salvar o pessoal infartando. O SOS Infarto tá valendo! Qualquer recepcionista de UPA e policlínicas, quando na triagem o paciente alegar sintomas de infarto, envie direto para o eletrocardiograma. Não é necessário nem finalizar a ficha médica. Vamos atender primeiro, depois fazer ficha médica”, declarou o prefeito.

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As palestras foram ministradas pelos médicos cardiologistas Dr. Marcos Vinícius, Dr. Danilo Arruda Júnior, Dr. Pedro Alexandre e Dra. Michelle Birtche, especialistas convidados para compartilhar conhecimentos técnicos e atualizações sobre o manejo clínico em casos de infarto.

“Grande parte dos pacientes com suspeita de infarto agudo do miocárdio entra pela UPA, que é a principal porta de entrada. Por isso, é fundamental que esses profissionais estejam aptos a reconhecer rapidamente os sinais clínicos e realizar os primeiros procedimentos, como o eletrocardiograma (ECG). Caso o exame identifique um infarto com supra de ST, o paciente deve ser encaminhado imediatamente para o cateterismo primário”, explicou o diretor de Atenção Secundária, Odair Mendonça.

A iniciativa integra a estratégia da gestão municipal de aprimorar continuamente o atendimento em saúde, garantindo respostas mais rápidas e eficazes nos casos de emergência cardiovascular.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Transição águas-seca exige planejamento nutricional para evitar perdas na pecuária de corte

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A transição entre o período das águas e a seca acende um alerta para os pecuaristas brasileiros. A redução no volume e na qualidade das pastagens compromete diretamente o desempenho do rebanho, impactando o ganho de peso dos animais e a rentabilidade das propriedades. Especialistas destacam que planejamento antecipado, manejo adequado das pastagens e suplementação nutricional estratégica são fundamentais para minimizar os prejuízos durante a entressafra.

Segundo dados da Embrapa, cerca de 95% da produção brasileira de carne bovina depende de pastagens, o que torna o manejo forrageiro um dos pilares da pecuária nacional.

Com a diminuição das chuvas, o crescimento do capim desacelera e a qualidade nutricional da forragem cai significativamente. Nesse período, os níveis de proteína do pasto podem recuar de 8% a 10% para menos de 6%, enquanto o teor de fibra aumenta, reduzindo o aproveitamento alimentar pelos animais.

Planejamento antecipado é decisivo para manter produtividade

De acordo com o zootecnista Bruno Marson, diretor técnico industrial da Connan Nutrição Animal, o planejamento deve ser iniciado com antecedência para evitar perdas produtivas e financeiras.

“O entendimento do ciclo da pastagem é essencial para garantir eficiência produtiva. Não ajustar o manejo nutricional e das áreas de pastejo pode comprometer o desempenho do rebanho e gerar prejuízos ao produtor”, ressalta o especialista.

O planejamento envolve tanto o manejo das pastagens quanto a definição da estratégia nutricional para o período seco. Entre as principais recomendações está o ajuste da taxa de lotação, reduzindo o número de animais por hectare para preservar a disponibilidade de forragem.

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Além disso, o monitoramento da altura do capim é considerado essencial para evitar que as áreas entrem na seca excessivamente baixas, comprometendo a oferta de volumoso aos animais.

Suplementação proteica ganha importância na seca

A redução da proteína e o aumento da fibra no capim limitam a eficiência ruminal e diminuem o aproveitamento da forragem pelos bovinos. Nesse cenário, a suplementação proteica torna-se uma ferramenta estratégica para manter o desempenho animal.

Segundo Marson, suplementos formulados especificamente para o período seco ajudam a complementar a dieta do rebanho, fornecendo nutrientes essenciais, como proteínas, minerais, vitaminas e fontes energéticas.

Os produtos destinados à seca normalmente possuem ureia e farelos proteicos na composição, auxiliando na correção das deficiências nutricionais das pastagens secas e favorecendo o consumo pelos animais.

Troca gradual do suplemento evita queda de desempenho

Especialistas recomendam que a substituição da suplementação seja feita ainda no período de transição, quando os pastos começam a perder o vigor e apresentar coloração amarelada.

A adaptação deve ocorrer de forma gradual para evitar impactos negativos no consumo e no desempenho do rebanho. A orientação técnica é iniciar a troca misturando uma parte do novo suplemento com duas partes do produto anterior. Na semana seguinte, a proporção pode ser invertida até que, na terceira semana, o novo suplemento passe a ser fornecido integralmente.

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Mercado de nutrição animal amplia foco na pecuária de seca

Diante dos desafios da transição águas-seca, empresas de nutrição animal vêm ampliando o desenvolvimento de soluções voltadas à suplementação estratégica do rebanho. A expectativa do setor é de aumento na demanda por produtos que auxiliem na manutenção do desempenho zootécnico durante os períodos de menor oferta de pastagem.

Para especialistas, propriedades que investem em planejamento nutricional conseguem atravessar a seca com maior estabilidade produtiva, preservando índices de ganho de peso, eficiência alimentar e rentabilidade da atividade pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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