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Prefeitura entrega mais de mil cobertores e marmitas em três dias

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“Sou morador de rua assumido e só tenho a agradecer pela comida e pelo cobertor que me aquecem por dentro e por fora”. “Hoje eu vou dormir quentinho. Deus abençoe vocês”.

Essas foram algumas das expressões de gratidão ouvidas pelas equipes da Prefeitura de Cuiabá durante a ação emergencial de atendimento à população em situação de rua, realizada na noite de sexta-feira (30). A iniciativa, organizada pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência em parceria com a Defesa Civil Municipal e o Governo do Estado, distribuiu 114 cobertores e 200 marmitas em seis pontos da capital.

A ação foi desencadeada devido à queda brusca nas temperaturas. Nos últimos três dias, já foram entregues 584 cobertores e 500 marmitas. Caso o frio persista, a mobilização continuará.

Durante a ação, uma moradora foi encaminhada para atendimento médico após ser identificada com ferimento na perna pela equipe do Serviço de Abordagem Social, responsável pela distribuição de alimentos.

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“Foi uma ação emergencial diante do frio que chegou de forma inesperada. Desde quarta-feira (28), nossas equipes estão nas ruas, levando acolhimento, comida e cobertores. Sabemos que isso não resolve tudo, mas ameniza o sofrimento de quem mais precisa”, afirmou a secretária adjunta de Assistência Social, Paola Reis.

O secretário adjunto de Inclusão, Andrico Xavier, que acompanhou a ação durante todos os dias, destacou o impacto pessoal da vivência nas ruas.

“Ver de perto pessoas com fome e frio é impactante. Eu me senti no dever de estar presente, principalmente porque há muitos moradores de rua com deficiência. Precisamos estar preparados para oferecer pronto atendimento, orientação, cuidados com a saúde e auxílio com documentação”, disse.

Além das ações emergenciais nas ruas, a Prefeitura oferece atendimento contínuo no Centro POP, localizado na Avenida Barão de Melgaço, no Centro. O espaço oferece café da manhã, lavanderia, guarda-volumes, psicólogos, assistentes sociais e serviços de cadastramento no CadÚnico, que permite a inserção em políticas públicas de assistência.

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As ações ocorreram nas Praças Alencastro, República, Ipiranga, Porto, do Eucalipto e Morro da Luz, com apoio da Polícia Militar de Mato Grosso.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Preço baixo do arroz ameaça sustentabilidade da cadeia e acende alerta para produtores e indústrias

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A redução do preço do arroz ao consumidor tem ampliado as preocupações sobre o equilíbrio econômico da cadeia produtiva. Apesar de beneficiar temporariamente os consumidores, valores muito baixos podem pressionar produtores, indústrias e distribuidores quando deixam de acompanhar os custos acumulados ao longo do processo de produção e comercialização.

Segundo Sergio Cardoso, diretor de operações da Itaobi Representações, o principal desafio do setor arrozeiro não está em vender cada vez mais barato, mas em garantir uma cadeia sustentável, capaz de manter qualidade, investimentos e segurança no abastecimento.

“O preço baixo nas prateleiras pode esconder desequilíbrios importantes entre o valor recebido pelo produto e todos os custos envolvidos até a chegada ao consumidor final”, avalia o executivo.

Custos de produção e processamento pressionam margens do arroz

O arroz beneficiado envolve uma série de etapas antes de chegar ao varejo. O processo inclui aquisição do arroz em casca, beneficiamento, classificação, embalagem, transporte, impostos, armazenagem e despesas comerciais.

Quando o preço final não cobre adequadamente esses custos, a pressão financeira acaba sendo distribuída entre os diferentes elos da cadeia, reduzindo margens e limitando investimentos.

De acordo com a avaliação do setor, o problema não está nas empresas que conseguem reduzir custos por meio de tecnologia, gestão eficiente e ganhos de produtividade. O alerta está relacionado a disputas comerciais baseadas exclusivamente em preços baixos, sem considerar a estrutura necessária para manter a atividade.

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Arroz depende de uma cadeia produtiva estruturada

Antes de chegar à mesa do consumidor, o arroz percorre uma longa trajetória que envolve diversas etapas:

  • preparo e manejo das lavouras;
  • irrigação e tratos culturais;
  • colheita;
  • secagem;
  • armazenagem;
  • classificação dos grãos;
  • beneficiamento;
  • embalagem;
  • transporte e distribuição.

Cada fase exige investimentos, mão de obra, equipamentos e planejamento para garantir qualidade e regularidade no fornecimento.

A redução contínua da rentabilidade pode comprometer a capacidade das empresas de modernizar instalações, investir em tecnologia e manter padrões elevados de produção.

Margens menores podem afetar inovação e competitividade do setor

A perda de rentabilidade por períodos prolongados representa um risco para a estrutura da cadeia arrozeira. Empresas com histórico de atuação no mercado podem enfrentar dificuldades para renovar equipamentos, ampliar eficiência operacional e acompanhar novas demandas dos consumidores.

Além disso, produtores rurais podem ser impactados pela menor capacidade de investimento em tecnologia, manejo e aumento de produtividade.

Para especialistas, a sustentabilidade do setor depende de um equilíbrio entre preço competitivo e remuneração adequada para todos os participantes da cadeia.

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Mudança no consumo aumenta desafios para o mercado de arroz

A pressão sobre o setor ocorre em um cenário de transformação dos hábitos alimentares dos consumidores.

O avanço dos alimentos ultraprocessados, mudanças nas preferências nutricionais e a redução do consumo de carboidratos associada ao uso crescente de medicamentos para controle de peso também influenciam a demanda por arroz.

Diante desse ambiente, o setor busca alternativas para estimular o consumo e fortalecer o posicionamento do produto no mercado.

Eficiência e agregação de valor são caminhos para o futuro do arroz

A avaliação da cadeia produtiva é que a competitividade do arroz não deve depender apenas da redução de preços, mas principalmente de ganhos de eficiência, diferenciação e valorização do produto.

Estratégias como inovação, melhoria da produtividade, fortalecimento das marcas e comunicação com o consumidor podem contribuir para recuperar demanda e garantir maior estabilidade ao mercado.

O desafio do setor arrozeiro é construir um modelo sustentável, no qual produtores, beneficiadores, varejistas e consumidores sejam atendidos sem comprometer a continuidade da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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