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Prefeitura de Cuiabá retoma obras paralisadas e inaugura unidades de saúde e educação

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A Prefeitura de Cuiabá, sob a gestão do prefeito Abilio Brunini, tem retomado e concluído obras públicas que estavam paralisadas ou em ritmo lento nos últimos anos. Em pouco mais de um ano de gestão, a administração municipal entregou equipamentos nas áreas de saúde, educação e atendimento especializado, alguns deles aguardados pela população há mais de uma década.

Entre os casos mais antigos está a Unidade de Saúde da Família (USF) do Jardim Passaredo. A obra permaneceu paralisada por mais de 12 anos e foi retomada pela atual gestão, que concluiu a estrutura e inaugurou a unidade em janeiro de 2026. O espaço foi projetado para atender cerca de 12 mil moradores do bairro e de outras seis comunidades da região.

A unidade conta com sete consultórios, três salas de odontologia, sala de vacina, sala de coleta e procedimentos, farmácia, sala de reunião, Central de Material e Esterilização e espaços administrativos. O atendimento é realizado por equipes da Estratégia Saúde da Família.

Estrutura da saúde em reestruturação

Na rede municipal de saúde, outra obra retomada foi o Centro Médico Infantil (CMI), localizado na área anexa ao antigo Pronto-Socorro Municipal. A unidade foi entregue em dezembro de 2025 e funciona como pronto atendimento pediátrico.

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O CMI possui seis consultórios médicos, salas de classificação de risco, salas de atendimento por gravidade (vermelha, amarela e verde), sala de isolamento, sala de medicação, consultórios odontológicos, farmácia e setores administrativos. A unidade opera com aproximadamente 183 profissionais.

O projeto do centro foi elaborado durante a intervenção estadual na saúde de Cuiabá, em 2023. Ao final daquele período, a obra estava com cerca de 70% de execução, mas ficou sem continuidade ao longo de 2024. Os trabalhos foram retomados em 2025 e concluídos no mesmo ano.

Além dessas entregas, a prefeitura mantém em andamento reformas e adequações em unidades da rede municipal, incluindo USFs, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

Escolas com obras retomadas

Na área da educação, a prefeitura também concluiu unidades que aguardavam finalização. No dia 10 de março, foi inaugurada a Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Prof.ª Esmeralda de Campos Fontes, no bairro Ribeirão da Ponte.

A escola foi construída em um terreno de 2.509 metros quadrados e possui área edificada de 1.619 metros quadrados. A unidade conta com oito salas de aula e capacidade para atender até 265 alunos do pré ao 5º ano do ensino fundamental.

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A estrutura inclui biblioteca, sala de apoio pedagógico, sala multifuncional, cozinha, lavanderia, refeitório com capacidade para 100 estudantes e quadra poliesportiva reformada e coberta.

Dias antes, a prefeitura havia inaugurado a EMEB Jescelino José Reiners, no bairro Jardim Novo Horizonte. A escola aguardava conclusão havia mais de oito anos. A unidade possui 18 salas de aula e passou a atender 560 alunos do ensino fundamental nos períodos matutino e vespertino.

O prédio também conta com quadra poliesportiva, vestiários, banheiros adaptados para pessoas com deficiência e salas pedagógicas destinadas a estudantes com neurodivergências.

Atendimento educacional especializado

A prefeitura também implantou o Centro Amar, espaço voltado ao diagnóstico e acompanhamento pedagógico de estudantes autistas e neurodivergentes da rede municipal.

O centro oferece atendimentos de psicologia, psicopedagogia, fonoaudiologia e psicomotricidade. A estrutura foi planejada para atender inicialmente cerca de 2 mil estudantes matriculados na rede municipal de ensino.

O município planeja implantar novas unidades do Centro Amar em outras regiões da cidade e outras duas unidades de educação também serão entregues nos proximos dias.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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