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Prefeitura de Cuiabá registra adesão de 90% dos credores em primeiro leilão de dívidas

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A primeira Sessão de Oferta Pública do Programa de Regularização do Passivo Financeiro da Prefeitura de Cuiabá, realizada nesta terça-feira (16), registrou a participação de cerca de 90% dos credores aptos e cadastrados. Durante a sessão, os participantes apresentaram propostas de desconto para antecipar o recebimento de créditos reconhecidos pela administração municipal.

De acordo com o assessor executivo e presidente da Comissão de Oferta Pública, Ricardo Benedito Duniz Carvalho, o resultado da primeira sessão superou as expectativas da administração municipal. “Foi um resultado muito positivo. Tivemos a participação de cerca de 90% dos credores cadastrados e aptos, que apresentaram seus lances. Inclusive, registramos propostas com descontos superiores a 50%, algo que nos surpreendeu positivamente. Isso nos dá a certeza de que mais credores irão aderir às próximas sessões de oferta pública”, afirmou.

Segundo Ricardo Benedito, o próximo passo será a publicação da classificação final da Sessão de Oferta Pública, ainda nesta terça-feira. Após a divulgação, os credores terão prazo de 30 dias para formalizar o termo de novação da dívida na Secretaria Municipal de Economia, localizada na sede da Prefeitura de Cuiabá, em frente à Praça Alencastro, nº 158, Centro.

O secretário municipal de Economia, Marcelo Bussiki, destacou que a iniciativa integra o Plano de Equilíbrio Fiscal firmado pela Prefeitura junto à Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e representa mais uma meta cumprida pela gestão. Segundo ele, a depender da faixa de desconto ofertada, o credor poderá receber o valor devido em até 15 dias.

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“Esta etapa é importante para o Plano de Equilíbrio Fiscal de Cuiabá. O cumprimento das metas melhora os indicadores do município e possibilita o acesso a financiamentos com juros muito baixos. Além disso, conforme a faixa de desconto concedida, os credores podem antecipar o recebimento dos valores devidos em um prazo de até 15 dias”, explicou Marcelo Bussiki.

Bussiki ressaltou que o leilão é uma alternativa oferecida aos credores. Pela legislação aprovada pela Câmara Municipal, as dívidas podem ser parceladas em até sete anos, sem desconto. No entanto, quem optar por conceder desconto poderá receber o valor de forma antecipada. “O credor tem liberdade de escolha. Pode receber parceladamente, sem qualquer desconto, ou aderir ao leilão, oferecer um desconto e receber mais rapidamente. Essa modalidade já foi adotada por outras cidades brasileiras e faz parte das metas previstas no Plano de Equilíbrio Fiscal.”

O auditor e assessor executivo da Secretaria Municipal de Economia, Júlio Carlos, explicou que a iniciativa busca reduzir o passivo financeiro herdado pela atual gestão, estimado em mais de R$ 1 bilhão. “Escolhemos essa modalidade para ajudar a regularizar esse passivo financeiro herdado da gestão anterior, que é muito elevado. Este é um edital piloto, destinado a dívidas de até R$ 25 mil, com pagamento à vista. Nos próximos meses, serão lançados novos editais contemplando outras faixas de débitos”, afirmou.

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A sessão foi realizada na Sala do CART, no Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (CIAC), conforme previsto no Edital de Oferta Pública nº 001/2026. Nesta primeira etapa, a Prefeitura disponibilizou R$ 1,5 milhão para o pagamento à vista de débitos com credores cujo valor total a receber não ultrapasse R$ 25 mil.

O Programa de Regularização do Passivo Financeiro foi instituído pela Lei Municipal nº 7.394/2025 e regulamentado pelo Decreto Municipal nº 12.099/2026. A iniciativa tem como objetivo regularizar as contas públicas, reduzir o passivo herdado e melhorar a classificação fiscal do município, ampliando a capacidade de acesso a financiamentos em condições mais vantajosas. Mais informações podem ser obtidas no Portal Oferta Pública, pelo e-mail [email protected] ou pelo WhatsApp da Comissão de Oferta Pública, no número (65) 99217-6175.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Exportações de proteínas animais em junho: carne de frango dispara, pescado avança e carne suína perde ritmo

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As exportações brasileiras de proteínas animais apresentaram desempenho desigual na parcial de junho de 2026. Enquanto o setor de carne de frango registrou forte expansão da receita, dos embarques e dos preços médios, a carne suína apresentou retração nos principais indicadores. Já o pescado avançou em faturamento e valorização do produto exportado, apesar da leve redução no volume embarcado.

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e consideram o desempenho acumulado até a segunda semana de junho.

Carne de frango lidera crescimento das exportações

O segmento de carnes de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, foi o destaque entre as proteínas animais exportadas pelo Brasil.

A receita média diária alcançou US$ 50,26 milhões, representando crescimento de 78,9% em comparação aos US$ 28,10 milhões registrados no mesmo período de junho de 2025.

Na parcial do mês, o faturamento acumulado chegou a US$ 452,34 milhões.

O volume embarcado somou 226,98 mil toneladas, enquanto a média diária de exportações atingiu 25,22 mil toneladas, avanço de 61,2% frente às 15,64 mil toneladas registradas no mesmo período do ano passado.

Além do aumento dos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização dos preços internacionais. O preço médio da carne de aves exportada passou de US$ 1.796,30 para US$ 1.992,90 por tonelada, alta de 10,9%.

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O desempenho reforça a competitividade da proteína avícola brasileira no mercado global e a forte demanda dos principais países importadores.

Exportações de carne suína recuam em receita e preço

Ao contrário do desempenho observado nas aves, a carne suína registrou queda nos indicadores de exportação.

A receita média diária ficou em US$ 15,09 milhões, abaixo dos US$ 16,03 milhões observados em igual período de 2025.

O faturamento acumulado na parcial de junho atingiu US$ 135,89 milhões, enquanto o volume exportado totalizou 54,71 mil toneladas.

Na média diária, os embarques ficaram em 6,08 mil toneladas, ligeiramente abaixo das 6,11 mil toneladas registradas no mesmo período do ano passado, representando recuo de 0,4%.

Os preços também apresentaram retração. O valor médio por tonelada caiu de US$ 2.626,40 para US$ 2.483,50, redução de 5,4%.

A combinação entre menor preço médio e estabilidade no volume embarcado contribuiu para o enfraquecimento das receitas do segmento na parcial do mês.

Pescado aumenta receita diária e registra valorização

O setor de pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado apresentou comportamento misto em junho.

A receita média diária avançou para US$ 224,8 mil, superando os US$ 213,5 mil registrados no mesmo período de 2025.

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O faturamento acumulado chegou a US$ 2,02 milhões até a segunda semana do mês.

Por outro lado, o volume embarcado apresentou leve retração. A média diária passou de 39,3 toneladas para 38,9 toneladas, queda de 1,1%.

Apesar disso, os preços internacionais contribuíram para sustentar o resultado financeiro do setor. O preço médio do pescado exportado aumentou de US$ 5.435,80 para US$ 5.784,30 por tonelada, valorização de 6,4%.

Mercado externo segue favorecendo proteínas brasileiras

Os números da Secex mostram que a demanda internacional continua favorecendo parte relevante das proteínas animais brasileiras, especialmente a carne de frango, que combina aumento de volume e valorização dos preços.

Enquanto isso, a carne suína enfrenta um cenário mais desafiador, marcado pela redução dos preços médios de exportação. Já o pescado mantém trajetória de valorização, mesmo com estabilidade nos volumes embarcados.

O desempenho das exportações ao longo das próximas semanas será acompanhado de perto pelo setor, principalmente diante das oscilações do comércio internacional, dos custos de produção e da demanda dos principais mercados compradores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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