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Prefeitura de Cuiabá realiza mutirão de exames transvaginais neste sábado em alusão ao Março Lilás

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), realiza neste sábado (14) um mutirão de exames transvaginais voltado à saúde da mulher. Ao todo, serão ofertados 25 exames, como parte das ações da campanha Março Lilás, que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do Câncer do colo do útero.

As pacientes que serão atendidas já estão previamente reguladas pela Central de Regulação do município e aguardavam na fila para a realização do exame. Dessa forma, os atendimentos já estão agendados e não haverá livre demanda, garantindo organização no fluxo de atendimento e prioridade para quem já aguardava pelo procedimento.

O exame transvaginal é um importante aliado na identificação de doenças ginecológicas e pode auxiliar no diagnóstico precoce de alterações no aparelho reprodutor feminino, incluindo sinais relacionados ao Câncer do colo do útero, além de cistos, miomas e outras condições que afetam a saúde da mulher.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destacou que a iniciativa reforça o compromisso da gestão com a prevenção e o cuidado com a saúde da mulher.

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“Esse mutirão faz parte de uma estratégia de ampliar o acesso aos exames e reduzir o tempo de espera das pacientes que já estavam reguladas. A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais no combate ao câncer do colo do útero, e nosso objetivo é garantir que cada vez mais mulheres tenham acesso a esses cuidados”, afirmou.

A ação também integra um conjunto de medidas adotadas pela gestão municipal para ampliar o acesso da população aos atendimentos especializados. Entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, a unidade registrou aumento de 364% no número de procedimentos cirúrgicos, ampliando significativamente a capacidade de atendimento e contribuindo diretamente para a redução da fila de espera da rede pública de saúde.

O hospital é administrado pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, com gestão da Empresa Cuiabana de Saúde Pública. O crescimento na produção cirúrgica é resultado de uma estratégia de reorganização assistencial, ampliação da capacidade operatória e fortalecimento da articulação com a Central de Regulação, o que permitiu otimizar os fluxos de atendimento e ampliar a oferta de procedimentos.

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Outro indicador importante mostra que, ao comparar o período de janeiro a julho de 2025 com o intervalo entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, houve um aumento de 105% no número de cirurgias realizadas, demonstrando o impacto direto das medidas implantadas pela gestão municipal para ampliar a resolutividade da unidade e reduzir o tempo de espera por procedimentos.

O diretor-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Israel Paniago, ressaltou que o fortalecimento da capacidade assistencial da rede tem sido uma das prioridades da gestão.

“Estamos trabalhando para otimizar os fluxos de atendimento e ampliar a oferta de serviços especializados. O aumento no número de cirurgias e a realização de mutirões como este demonstram o esforço da gestão em reduzir filas e garantir mais resolutividade para a população”, pontuou.

A campanha Março Lilás reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, incentivando as mulheres a manterem seus exames em dia e procurarem regularmente os serviços de saúde.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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