AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá realiza mais de 64 mil atendimentos mensais em saúde bucal

Publicado em

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, segue ampliando e qualificando os serviços de saúde bucal oferecidos à população. Somente no último mês, a Secretaria Adjunta de Saúde Bucal registrou 64.344 atendimentos e procedimentos, demonstrando a força, organização e eficiência da rede municipal.

Do total, 13.883 foram atendimentos diretos e 50.461 procedimentos odontológicos, realizados nos três níveis de atenção, primária, secundária e terciária. Toda a estrutura é mantida por 489 profissionais, com R$ 7.703.436,97 investidos mensalmente em incentivos e valorização da categoria. Atualmente, a rede municipal oferece serviços odontológicos em 90 unidades distribuídas por toda a capital.

A Atenção Primária concentra a maior parte da assistência e é o primeiro contato do paciente com a saúde bucal. Cuiabá conta com 73 Equipes de Saúde Bucal em Unidades de Saúde da Família (USF), além de duas Clínicas Odontológicas Municipais, localizadas no Jardim Leblon e no CPA III.

Nesses locais, a população tem acesso a atendimentos que priorizam a prevenção, a educação em saúde e o acompanhamento contínuo. Entre os serviços ofertados estão:
• Consultas preventivas e ações educativas
• Limpeza, aplicação de flúor e orientações de higiene
• Tratamento de cáries e gengivite
• Restaurações
• Procedimentos básicos de urgência
A função da Atenção Primária é acompanhar o paciente ao longo da vida, mantendo o cuidado próximo, humanizado e centrado na prevenção.

Leia Também:  Sipcam Nichino lança oficialmente inseticida que age em todas as fases de desenvolvimento da principal praga do milho

Quando a demanda do paciente exige procedimentos mais complexos, ele é encaminhado para a Atenção Secundária. Cuiabá conta com seis Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), localizados nos bairros:
• Dom Aquino
• Jardim Vitória
• Osmar Cabral
• Pascoal Ramos
• Tijucal
• Verdão

Além disso, as UPAs Morada do Ouro, Pascoal Ramos, Verdão e Leblon também ofertam atendimentos especializados.

Entre os serviços da Atenção Secundária estão:
• Tratamento de canal
• Periodontia especializada
• Cirurgias orais menores
• Diagnóstico de lesões
• Urgência odontológica
• Atendimento a pacientes com necessidades especiais

Esse nível aprofunda e complementa o cuidado iniciado nas USFs e nas clínicas odontológicas.

Para casos que exigem ambiente hospitalar ou intervenções mais delicadas, os pacientes são encaminhados para a Atenção Terciária. A rede municipal dispõe de serviços especializados em:
• Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial (no Hospital Municipal de Cuiabá – HMC)
• Odontologia Hospitalar no HMC, Hospital Municipal São Benedito e Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá

As crianças contam com atendimento especializado no Pronto-Socorro Odontológico Infantil, localizado no Centro Médico Infantil (CMI), referência para urgências pediátricas.

Leia Também:  Setores Estratégicos do PIB Enfrentam Incertezas na Reforma Tributária

São atendidos na Atenção Terciária casos como:
• Traumas de face
• Infecções graves
• Fraturas
• Complicações que exigem internação
• Situações que oferecem risco à saúde geral do paciente

Com a integração dos três níveis de atenção e a ampliação constante dos serviços, o município consolida uma rede de saúde bucal cada vez mais resolutiva, moderna e preparada para atender às demandas da população.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Receita das cooperativas do agro cresce R$ 49 bilhões

Published

on

As cooperativas agropecuárias brasileiras ampliaram a receita em aproximadamente R$ 49 bilhões em 2025, mas encerraram o ano com redução nas sobras destinadas aos associados. O resultado mostra que o crescimento das operações não foi suficiente para compensar o aumento dos custos financeiros, industriais e logísticos enfrentados pelo setor.

Os dados estão no Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2026, divulgado na sexta-feira (31.07) pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

A movimentação financeira das cooperativas do agro passou de aproximadamente R$ 438,2 bilhões em 2024 para R$ 487,3 bilhões no ano passado, crescimento de 11,2%.

As sobras fizeram o caminho inverso. O valor caiu de cerca de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, redução de 3,3%. Na prática, o setor movimentou mais dinheiro, mas terminou o exercício com aproximadamente R$ 1 bilhão a menos em resultados.

No cooperativismo, as sobras correspondem ao valor que permanece depois do pagamento dos custos, despesas e obrigações. A assembleia dos associados decide quanto será distribuído aos cooperados e quanto ficará na organização para reforçar o capital, formar reservas ou financiar novos investimentos.

O valor recebido por cada associado costuma ser calculado de acordo com sua movimentação. Podem ser considerados o volume de produção entregue, as compras realizadas e a utilização dos serviços oferecidos pela cooperativa.

A queda das sobras ocorre em um momento de margens apertadas no campo. Juros elevados, custos de armazenagem e transporte, despesas industriais e preços menores para algumas commodities pressionaram os resultados das cooperativas e dos produtores.

Leia Também:  Santa Catarina aprova R$ 12 milhões em crédito fundiário para 41 famílias de agricultores ampliarem produção rural

A relação entre as sobras e a movimentação financeira caiu de aproximadamente 6,9% em 2024 para 6% em 2025. O indicador não equivale à margem de lucro de uma empresa convencional, mas ajuda a mostrar que uma parcela maior da receita foi absorvida pelas despesas.

Mesmo com a redução no resultado, o agro manteve ampla liderança dentro do cooperativismo nacional. O segmento respondeu por 57,4% de toda a movimentação financeira das cooperativas brasileiras.

O País encerrou 2025 com 1.254 cooperativas agropecuárias e 1,13 milhão de produtores associados. Essas organizações mantiveram 277,2 mil empregos diretos, quase metade dos postos de trabalho gerados por todo o sistema cooperativista.

A importância para o produtor vai além da comercialização. As cooperativas participam de 53% da produção brasileira de grãos, possuem 25% da capacidade nacional de armazenagem e respondem por 22% da carteira de crédito rural, segundo o anuário.

Essa estrutura permite que produtores negociem insumos em maior escala, armazenem a colheita, industrializem matérias-primas e vendam a produção de forma conjunta. Em regiões com pouca concorrência ou infraestrutura insuficiente, a cooperativa pode ser o principal canal de acesso a crédito, assistência técnica e mercado.

O segmento mantinha 10,7 mil profissionais de assistência técnica e extensão rural em 2025. São agrônomos, veterinários, técnicos agrícolas e outros profissionais que atendem os associados no planejamento das lavouras, na sanidade dos rebanhos e na gestão das propriedades.

Os ativos das cooperativas agropecuárias chegaram a R$ 340,1 bilhões, alta de 10,6%. O valor inclui armazéns, indústrias, máquinas, estoques, créditos e outros bens e direitos controlados pelas organizações.

Leia Também:  Sipcam Nichino lança oficialmente inseticida que age em todas as fases de desenvolvimento da principal praga do milho

O crescimento patrimonial pode ampliar a capacidade de receber, processar e comercializar a produção. Ao mesmo tempo, exige capital para manter as estruturas em funcionamento, especialmente em um período de juros elevados.

No mercado externo, 140 cooperativas venderam aproximadamente R$ 96 bilhões em produtos em 2025. O volume representou 10,3% das vendas internacionais do agronegócio brasileiro.

Café, carnes de aves e suínos, farelo e óleo de soja ficaram entre os principais produtos comercializados. China, Japão, Estados Unidos, Alemanha e Países Baixos foram os maiores destinos.

A participação internacional, porém, está concentrada. Apenas dez cooperativas responderam por 67% do valor vendido ao exterior. O dado mostra que a maior parte das organizações ainda enfrenta dificuldades para alcançar outros países, seja por falta de escala, estrutura logística, certificações ou regularidade na oferta.

Para o produtor, o desempenho de uma cooperativa não deve ser avaliado apenas pelo faturamento. Preço pago pela produção, custo dos insumos, qualidade da assistência técnica, capacidade de armazenagem, nível de endividamento e sobras devolvidas ao associado são indicadores mais próximos do resultado efetivo dentro da propriedade.

Considerando todos os ramos, o cooperativismo brasileiro movimentou R$ 848,4 bilhões em 2025. O sistema reuniu 4.400 cooperativas, 29 milhões de associados e 613,4 mil empregados. O agro permaneceu como o principal responsável pelas receitas e pelos empregos.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA