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Prefeitura de Cuiabá prorroga inscrições do Projeto Lutadoras até quarta

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, prorrogou até a próxima quarta-feira (25) o prazo para inscrições do Projeto Lutadoras. A edição 2026 do Lutadoras ampliou de 80 para mais de 900 vagas. Até o momento, 615 pessoas formalizaram as inscrições.

O lançamento oficial, com a entrega da camiseta para todas as selecionadas, ocorrerá em solenidade marcada para a próxima terça-feira (31), no Palácio das Artes Marciais.

A iniciativa da Secretaria Municipal da Mulher de Cuiabá, com apoio do Núcleo da Primeira-Dama, atua como uma estratégia de prevenção, fortalecendo a segurança da mulher por meio da prática de defesa pessoal, além de contribuir para a saúde física e emocional das participantes.

A estratégia é mais uma ação da Prefeitura de Cuiabá para combater o alto índice de violência doméstica em Mato Grosso, que, segundo dados do Observatório Caliandra, do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), registrou 54 feminicídios no estado. Neste ano, até o dia 20 de março, sete mulheres foram assassinadas.

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A ampliação do programa prevê a criação de 32 novas turmas em 16 polos distribuídos em diferentes bairros de Cuiabá, com capacidade para atender mais de 900 mulheres. Cada local contará com duas turmas de 30 alunas, totalizando 60 participantes por polo. As aulas ocorrerão às segundas e quartas-feiras, com turmas de 30 alunas, e às terças e quintas-feiras, também com turmas de 30.

O público-alvo são mulheres a partir de 16 anos, com prioridade para aquelas em situação de vulnerabilidade social e econômica ou expostas à violência doméstica ou de gênero. Terão prioridade classificatória mulheres de baixa renda, aquelas que possuam NIS atualizado (Número de Identificação Social) e mulheres que estejam sob medida protetiva.

As inscrições são realizadas por meio do aplicativo Smart Cuiabá. Para participar, a interessada deverá acessar o aplicativo, entrar na aba da Secretaria Municipal da Mulher, selecionar a opção Lutadoras, escolher o local e o horário disponíveis e realizar sua inscrição.

Conforme as regras do projeto, em caso de desistência nos primeiros 30 dias de curso, a participante terá a obrigatoriedade de devolver o kit recebido no início das atividades. No momento da retirada do material, será realizado o registro e a assinatura de um termo de responsabilidade pela participante.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Chuva forte pode atrasar plantio e colheitas no Centro-Sul

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A semana começa com chuva em importantes regiões agrícolas do Brasil e efeitos distintos sobre o calendário das lavouras. A partir deste domingo (04.10), as instabilidades atingem áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Sul, além de partes do Norte e do Nordeste. Para quem inicia a safra de verão, a água ajuda a recuperar a umidade necessária à semeadura. Onde o solo já está saturado, porém, novos episódios de chuva podem paralisar máquinas, atrasar o plantio e dificultar a retirada dos grãos ainda no campo.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o início da semana terá condições para tempestades, com rajadas de vento e possibilidade de granizo em algumas áreas. A intensidade e a distribuição das precipitações variam entre as regiões, exigindo decisões conforme a situação de cada propriedade.

No Centro-Oeste, há previsão de chuva neste domingo em Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul, com intensificação das instabilidades na segunda-feira, 5. O sul de Mato Grosso do Sul está entre as áreas sob maior atenção para temporais.

A chegada da água ocorre em momento decisivo para a soja. No acompanhamento divulgado em 28 de setembro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que as chuvas haviam permitido ampliar a semeadura em áreas de Mato Grosso que dependem das precipitações. Em Mato Grosso do Sul, a implantação também começava a avançar, enquanto Goiás registrava operações pontuais, principalmente sob irrigação.

O desafio para o produtor é aproveitar a umidade sem antecipar a entrada das máquinas em terrenos sem condições de tráfego. Chuvas concentradas podem interromper a semeadura e os tratamentos das lavouras. A persistência da água no solo, por sua vez, precisa ser observada antes de retomar as operações.

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No Sudeste, as instabilidades alcançam São Paulo, áreas de Minas Gerais e Rio de Janeiro no começo da semana. No Espírito Santo, a previsão aponta precipitações mais isoladas. A chuva pode beneficiar a implantação das culturas de verão, mas exige atenção onde ainda há colheitas.

Em São Paulo, a Conab já registrava dificuldades para a entrada de colhedoras em áreas de milho por causa do encharcamento. Também apontava danos à qualidade do trigo em maturação e colheita. Novas precipitações podem prolongar essas interrupções nas propriedades afetadas.

A situação do milho safrinha, contudo, deve ser dimensionada: 99,5% da área acompanhada pela companhia estava colhida no levantamento de 28 de setembro. Os trabalhos restantes se concentravam em São Paulo e no Paraná. Nos principais polos do Centro-Oeste, a retirada do cereal já havia terminado.

No Sul, os cuidados se dividem entre a implantação da nova safra e as lavouras de inverno. Santa Catarina e partes do Rio Grande do Sul também têm previsão de chuva e trovoadas. O excesso de umidade já havia reduzido o ritmo do plantio de milho e interrompido operações de semeadura do arroz em áreas gaúchas.

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O trigo permanece vulnerável. Além de dificultar a colheita, períodos úmidos favorecem doenças e podem comprometer a qualidade dos grãos. Em Santa Catarina, o monitoramento da Conab destacava a pressão de doenças nas lavouras; no Rio Grande do Sul, havia preocupação com os efeitos das chuvas sobre áreas em fase reprodutiva.

No Norte, as pancadas atingem áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins. No Nordeste, a chuva é mais localizada, com possibilidade de precipitações no oeste da Bahia e em partes do Maranhão e do Piauí, enquanto setores do interior permanecem com tempo firme.

Para a região agrícola formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a regularidade das precipitações continua decisiva. O boletim de setembro da Conab mostrou que as primeiras chuvas haviam sido insuficientes para recompor a água no solo e permitir o plantio na maioria das áreas sem irrigação. Já o milho de terceira safra apresenta situações diferentes: no oeste baiano, áreas irrigadas tiveram bons resultados, enquanto a estiagem comprometeu lavouras no Nordeste da Bahia.

O planejamento da semana dependerá, portanto, da combinação entre previsão local, umidade do terreno e estágio da cultura. Onde falta água, a chuva pode abrir a oportunidade de plantar. Onde ela já sobra, preservar o solo e esperar condições adequadas para as máquinas será determinante para evitar novos prejuízos.

Fonte: Pensar Agro

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