AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá mantém operação Cata-treco com atendimento em seis bairros nesta semana

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), dá continuidade à operação Cata-treco, com atendimento programado em diversos bairros da capital entre os dias 5 e 10 de janeiro. A iniciativa tem como objetivo facilitar o descarte correto de móveis e materiais inservíveis, contribuindo para a limpeza urbana e o combate ao descarte irregular.

O serviço é totalmente gratuito e recolhe itens que não são atendidos pela coleta convencional, como sofás, camas, colchões, geladeiras, armários, mesas, entre outros objetos de grande volume. A ação também auxilia na prevenção de doenças, como a dengue, ao eliminar possíveis focos de proliferação do mosquito Aedes aegypti.

Cronograma da semana

– Segunda-feira (5): Pascoal Ramos e Parque Nova Esperança I

– Terça-feira (6): Parque Nova Esperança II

– Quarta-feira (7): CPA IV – 4ª e 5ª Etapas

– Quinta-feira (8): Altos da Serra I

– Sexta-feira (9): Altos da Serra II

– Sábado (10): Jardim Shangri-lá

Para garantir o recolhimento, os moradores devem deixar os materiais em frente às residências até as 7h da manhã do dia programado, organizados de forma visível e acessível às equipes.

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De acordo com a Limpurb, cerca de 20 trabalhadores atuam diariamente na operação, que tem início às 7h e segue até a conclusão dos trabalhos em cada bairro atendido.

A empresa reforça que não serão recolhidos resíduos como entulho de construção civil, restos de poda de árvores, pneus, pilhas, baterias, vidros, latas de tinta e madeira. Esses materiais devem ser destinados aos ecopontos ou locais apropriados para descarte.

A população pode acompanhar o cronograma semanal do Cata-treco por meio dos canais oficiais da Prefeitura de Cuiabá.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Exportação recorde de soja pressiona portos e expõe falta de armazéns

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O Brasil deverá exportar o volume recorde de 114 milhões de toneladas de soja em 2026, quase 5% acima da maior marca já registrada, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O avanço dos embarques aumenta a pressão sobre armazéns, estradas, ferrovias e terminais portuários em um ano de produção elevada.

Entre janeiro e julho, o País exportou 84,8 milhões de toneladas da oleaginosa, cerca de 5 milhões a mais que no mesmo período de 2025. Com as 9,74 milhões de toneladas previstas para agosto, o volume acumulado poderá chegar a 94,5 milhões antes do início do último quadrimestre.

A movimentação já aparece nos portos. Santos encerrou o primeiro semestre com 92,8 milhões de toneladas de cargas, crescimento de 5,05% em relação ao mesmo período do ano passado. A soja liderou as exportações do complexo, com 25,61 milhões de toneladas embarcadas.

O desafio começa antes da chegada aos terminais. A estimativa mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta uma produção de 347,4 milhões de toneladas de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026. A capacidade estática de armazenagem era de 233,8 milhões de toneladas no fim de 2025.

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A diferença chega a 113,6 milhões de toneladas. Isso não significa que todo esse volume ficará sem espaço, porque os armazéns são esvaziados e reutilizados ao longo do ano. O descompasso, porém, obriga produtores e comercializadoras a movimentar rapidamente a safra, principalmente quando a colheita de soja coincide com a retirada do milho armazenado.

Sem estrutura suficiente nas propriedades e nas regiões produtoras, parte dos grãos precisa seguir para os portos mesmo quando o momento de venda não é o mais favorável. O resultado pode ser aumento do frete, formação de filas, ocupação dos pátios e menor poder de escolha para o produtor.

Nos terminais, o crescimento do volume exige controle sobre temperatura, umidade e tempo de permanência dos grãos. Atrasos na chegada dos navios ou interrupções no embarque podem provocar perda de peso, aquecimento da massa armazenada e deterioração da qualidade.

Segundo Franklin Oliveira, responsável pelo setor de indústria e portos da AGI Brasil, os terminais precisam funcionar com maior precisão para evitar que o acúmulo de carga provoque perdas ou paralise a operação. Sistemas de aeração, medição de temperatura e acompanhamento dos estoques permitem identificar problemas antes que o produto seja embarcado.

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Outro ponto crítico é a mistura de lotes, conhecida como blending. O procedimento combina grãos com características diferentes para alcançar o padrão definido no contrato de exportação. Quando a operação é mal executada, o exportador pode entregar soja de qualidade superior sem receber remuneração adicional ou sofrer desconto por enviar um produto abaixo da especificação.

A rastreabilidade também ganhou importância. Terminais e armazéns precisam comprovar a origem, o volume e a qualidade dos estoques, sobretudo quando os grãos servem de garantia para operações de crédito ou investimentos dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros).

O avanço das exportações mostra que os portos brasileiros vêm aumentando sua movimentação. O risco está na falta de crescimento equivalente da armazenagem e dos acessos terrestres. Para o produtor, gargalos nessa cadeia significam frete mais caro, espera para descarga e pressão para vender a produção em momentos de maior oferta.

Fonte: Pensar Agro

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