AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá lança programação dos 307 anos e anuncia investimentos

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Prefeitura de Cuiabá apresentou o calendário oficial de comemorações pelos 307 anos da capital, reunindo uma programação cultural ampla, com destaque para o Festival da Baguncinha, que será realizado no Parque das Águas, além do anúncio de uma série de investimentos ao longo do mês de abril. O lançamento ocorreu na sala de recepção do gabinete do prefeito, nesta quinta-feira (2), com a presença de vereadores, representantes de instituições parceiras como a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) e membros da gestão municipal, em um encontro que também teve degustação de comidas típicas, como baguncinha, pizza de baguncinha, pamonha e até versões inusitadas como o sorvete inspirado no tradicional lanche cuiabano.

Parque das Águas concentra principais atrações

Durante a apresentação, o prefeito Abilio Brunini destacou que a programação foi construída de forma coletiva, com apoio da Assembleia Legislativa, emendas parlamentares de vereadores, deputados estaduais e federais, além da participação direta do município na infraestrutura dos eventos. “Os 307 anos de Cuiabá serão comemorados com toda a alegria que o nosso povo merece. Mesmo com as dificuldades, estamos organizando uma grande festa, valorizando a nossa cultura e a nossa gente”, afirmou.

O principal polo das comemorações será o Parque das Águas, que entre os dias 7 e 10 de abril receberá quatro dias de programação com mais de 50 artistas locais, número que já ultrapassa esse total, além de shows nacionais com nomes como Dilcinho e a dupla César Menotti & Fabiano. A escolha dos estilos musicais seguiu pesquisas de preferência da população, com destaque para sertanejo e pagode, além de ritmos regionais como rasqueado, cururu, siriri e lambadão. A programação também inclui atrações gastronômicas, como o Festival da Baguncinha e outras iniciativas voltadas à valorização da culinária local.

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O presidente da Abrasel, Daniel Teixeira, destacou a relevância do anúncio do Festival Baguncinha feito pelo prefeito de Cuiabá, ressaltando que a iniciativa fortalece a valorização da culinária cuiabana e mato-grossense. “Trata-se de uma das gastronomias mais criativas do Brasil, que há tempos necessita de maior reconhecimento por meio de eventos desse porte. Festivais como esse contribuem diretamente para o aquecimento da economia local e oferecem opções de lazer à população, reforçando que a entidade seguirá apoiando ações que promovam o setor sempre que possível”, disse.

Investimentos e ações estruturantes

Além das festividades, o prefeito aproveitou o lançamento para anunciar um pacote de investimentos e ações estruturantes. Entre os principais pontos está a aprovação de um financiamento de R$ 112 milhões para obras de pavimentação e recuperação asfáltica, que devem contemplar cerca de 19 bairros e também trechos de ruas que ainda não foram concluídos. Segundo ele, o objetivo é melhorar a mobilidade urbana e a qualidade de vida da população, com início das obras após aprovação legislativa e trâmites contratuais.

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A gestão também prevê a ampliação de serviços urbanos, com reforço na operação tapa-buraco, que passa a atuar com 11 equipes, e intensificação da Operação Cidade Limpa, beneficiada pelo período de estiagem. Na área de mobilidade, foi confirmado o lançamento do Cuiabá Card até o fim de abril, com um modelo de transporte por assinatura que permitirá uso ilimitado do sistema dentro do município.

Na área social e de saúde, foram anunciadas novas unidades de atendimento para crianças com autismo, ampliação de programas educacionais e sociais, além da entrega do CAPS Adolescer no Jardim Europa. Também está em planejamento a implementação de um programa para reduzir ou zerar a fila de cirurgias bariátricas, além da ampliação de atendimentos especializados, como neuropediatria.

O prefeito ressaltou ainda que os investimentos em cultura e eventos têm impacto direto na economia local, movimentando setores como hotelaria, transporte, comércio e serviços. “Cada real investido em cultura retorna várias vezes para o município. Cuiabá precisa manter seu protagonismo como centro econômico e turístico do estado”, declarou.

Com a combinação de programação cultural, valorização das tradições e anúncio de novos investimentos, o aniversário de 307 anos de Cuiabá se consolida como um marco não apenas festivo, mas também estratégico para o desenvolvimento da capital mato-grossense.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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