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Prefeitura de Cuiabá intensifica prevenção contra a febre amarela e disponibiliza vacina em 23 unidades

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), reforça o alerta à população sobre a importância da vacinação contra a febre amarela, uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por mosquitos, que pode levar a complicações severas e até à morte.

A febre amarela é uma doença de notificação compulsória e possui dois ciclos de transmissão: silvestre, quando ocorre em áreas rurais e de floresta, e urbano. O vírus é transmitido exclusivamente pela picada de mosquitos infectados, não havendo transmissão direta de pessoa para pessoa.

Segundo o Ministério da Saúde, a febre amarela tem padrão sazonal, com maior ocorrência entre os meses de dezembro e maio, período em que as condições climáticas favorecem a circulação do vírus.

Sintomas

Os sintomas iniciais da febre amarela surgem de forma súbita e incluem:
• Febre alta;
• Calafrios;
• Dor de cabeça intensa;
• Dores nas costas e no corpo;
• Náuseas e vômitos;
• Fadiga e fraqueza.

Na maioria dos casos, a pessoa se recupera após esses sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% dos pacientes podem evoluir para formas graves da doença, com risco de complicações importantes.

Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima e informar se houve viagem recente para áreas de risco, contato com regiões com registro de morte de macacos ou se já tomou a vacina contra a febre amarela.

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Nos casos graves, a febre amarela pode causar insuficiência hepática (fígado), insuficiência renal (rins), hemorragias, icterícia (pele e olhos amarelados), choque e até óbito. Por isso, a vacinação é considerada a principal e mais eficaz forma de prevenção.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que os macacos não transmitem a febre amarela. Eles são considerados sentinelas da doença, ou seja, quando aparecem mortos, servem como alerta para indicar que o vírus pode estar circulando naquela região. Caso a população encontre macacos mortos, deve comunicar imediatamente a Vigilância em Saúde do município.

Quem deve se vacinar

A vacina é indicada para:
• Todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade ou sexo, que residam ou circulem em áreas com recomendação da vacina;
• Pessoas que pretendem viajar para áreas de risco.

A ampliação da cobertura vacinal em todo o território nacional é fundamental para impedir a reintrodução da doença em áreas urbanas.

Atualmente, o esquema vacinal contra a febre amarela é composto por uma dose ao longo da vida para pessoas a partir de 9 meses de idade, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

Em situações específicas, como viagens internacionais ou recomendações médicas, pode haver orientações diferenciadas, avaliadas caso a caso pelas equipes de saúde.

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Onde se vacinar em Cuiabá

Em Cuiabá, a vacinação contra a febre amarela é realizada nas Unidades de Saúde da Família (USFs). As unidades funcionam de segunda a sexta-feira, conforme o horário de cada local, e a aplicação da vacina ocorre às terças e quintas-feiras nas seguintes unidades:

• USF Bela Vista / Carumbé
• USF Jardim Imperial
• USF Residencial Coxipó I e II
• USF Cidade Verde
• USF Jardim Independência
• USF Quilombo
• USF Despraiado
• USF Alvorada
• USF Aguaçu
• USF Pico do Amor
• USF Campo Velho
• USF Nossa Senhora da Guia
• USF Rio dos Peixes
• Clínica da Família CPA I
• USF Ilza Terezinha Picolli
• USF CPA IV
• USF Paiaguás
• USF Pedra 90 I e II
• USF Nico Baracat
• USF São Gonçalo
• USF Tijucal
• USF São João Del Rey
• USF Parque Cuiabá

Ao todo, 23 unidades de saúde estão ofertando a vacinação em pontos estratégicos da capital.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que qualquer pessoa não vacinada deve procurar a Unidade de Saúde da Família mais próxima para verificar sua situação vacinal e se proteger contra a doença.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Soja brasileira caminha para safra recorde de 182 milhões de toneladas e reforça liderança global em 2026

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A soja brasileira segue consolidando sua posição como principal protagonista do agronegócio mundial. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, o Brasil deverá colher uma safra histórica de 182 milhões de toneladas na temporada 2025/26, volume que representa um acréscimo de 10 milhões de toneladas em comparação ao ciclo anterior.

O resultado reflete a combinação entre expansão moderada da área cultivada e condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras, fortalecendo ainda mais a competitividade do país no mercado internacional.

Produção recorde fortalece oferta brasileira

Segundo a análise do RaboResearch Food & Agribusiness, o desempenho da safra brasileira confirma o elevado potencial produtivo do setor, mesmo em um ambiente global marcado por incertezas geopolíticas e oscilações nos preços das commodities.

Além do crescimento da produção, a demanda pela oleaginosa continua apresentando sinais robustos, sustentando perspectivas positivas para toda a cadeia produtiva.

Exportações seguem em ritmo acelerado

As exportações brasileiras de soja mantêm forte desempenho em 2026. Dados compilados pelo Rabobank mostram que os embarques entre janeiro e maio registraram crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado.

A expectativa é que o Brasil exporte aproximadamente 113 milhões de toneladas ao longo do ano, estabelecendo um novo recorde e ampliando em cerca de 5 milhões de toneladas o volume embarcado em comparação a 2025.

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Mesmo diante da valorização do real frente ao dólar e do aumento dos custos logísticos internos, a soja brasileira continua altamente competitiva no mercado global, especialmente em relação aos principais concorrentes internacionais.

Mercado internacional influencia preços

Durante o primeiro semestre de 2026, os preços da soja foram fortemente impactados pelo cenário geopolítico internacional.

A expectativa de exportações expressivas dos Estados Unidos para a China ajudou a sustentar as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT), enquanto o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã impulsionou os preços do petróleo e dos óleos vegetais, incluindo o óleo de soja.

Esse movimento levou os contratos da oleaginosa a alcançarem níveis próximos de US$ 12,20 por bushel em março. Entretanto, a valorização observada em Chicago não se refletiu integralmente nos preços recebidos pelos produtores brasileiros.

A combinação entre prêmios mais baixos nos portos e a valorização do real limitou os ganhos no mercado interno, mantendo as cotações em reais relativamente estáveis ao longo do período.

Esmagamento cresce com margens mais atrativas

Outro destaque do relatório é o fortalecimento da indústria de processamento.

Mesmo com o adiamento do aumento da mistura obrigatória de biodiesel ao diesel, as margens de esmagamento foram beneficiadas pela valorização do óleo de soja.

No primeiro trimestre de 2026, o volume processado atingiu 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 10% em relação ao mesmo período de 2025.

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A tendência é que a demanda por derivados continue sustentando o avanço do esmagamento ao longo do ano.

Clima nos Estados Unidos e El Niño entram no radar

Nas últimas semanas, os fundamentos de mercado voltaram a assumir protagonismo na formação dos preços globais.

O avanço do plantio e as boas condições das lavouras norte-americanas pressionaram as cotações da soja em Chicago, que registraram queda próxima de 5% durante junho.

Segundo o Rabobank, caso o clima continue favorável nos Estados Unidos, os preços poderão sofrer novas correções no curto prazo.

Por outro lado, após o início da colheita norte-americana, a atenção dos investidores deverá migrar para a América do Sul, especialmente para os possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre a safra brasileira 2026/27.

Perspectivas para o produtor

Apesar da volatilidade dos mercados internacionais e das incertezas climáticas para a próxima temporada, o cenário para a soja brasileira permanece amplamente favorável.

A combinação entre safra recorde, crescimento das exportações, aumento do esmagamento e forte demanda global reforça o papel estratégico da cultura para o agronegócio nacional.

No entanto, produtores devem acompanhar atentamente fatores como o comportamento do clima, a evolução da demanda chinesa, os custos logísticos e os movimentos do câmbio, que continuarão exercendo influência direta sobre a rentabilidade do setor nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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