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Prefeitura de Cuiabá intensifica obras de infraestrutura durante período de estiagem

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A Prefeitura de Cuiabá está aproveitando o período de estiagem, entre os meses de agosto e outubro, para intensificar as obras de infraestrutura em toda a cidade. Com a ausência das chuvas, os trabalhos de pavimentação, operação tapa-buraco, construção de caixas pluviais e tampas de bueiros, além da limpeza e desobstrução de galerias de águas pluviais, são executados em maior volume.

De acordo com o prefeito Abilio Brunini, o tempo seco é o momento ideal para avançar em frentes que não podem ser realizadas com a mesma eficiência durante a temporada chuvosa. “A estiagem nos dá condições de acelerar o ritmo das obras de pavimentação e manutenção viária. Também é a oportunidade de investir em reformas de escolas, creches e unidades de saúde, garantindo que esses serviços não sofram paralisações quando as chuvas voltarem”, afirmou.

Já a partir do final de outubro, quando tem início o período chuvoso, a prioridade da administração municipal passa a ser a intensificação dos serviços de zeladoria urbana por meio da Limpurb. Nesse período, o trabalho concentra-se em ações como roçagem de mato, limpeza de canteiros, córregos e aparos de gramas, que registram maior demanda devido ao aumento das chuvas e do acúmulo de resíduos.

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Com esse planejamento, a Prefeitura busca garantir a eficiência dos serviços ao longo de todo o ano, adaptando as equipes e maquinários conforme as necessidades de cada estação.

#PraCegoVer:
Imagem mostra equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras realizando a operação tapa-buraco no bairro CPA II.

Segundo Abilio, a Secretaria de Infraestrutura e Obras receberá reforço orçamentário para intensificar a operação tapa-buraco entre agosto e novembro, período de estiagem que permite maior volume de serviços de pavimentação e manutenção viária. Em contrapartida, a Limpurb passará por ajustes e contingenciamento, já que a demanda por serviços da zeladoria urbana cresce mais durante a temporada de chuvas, quando há maior necessidade de capina, coleta de resíduos extras e desobstrução de bueiros.

“O orçamento dessas duas pastas é cíclico. Agora, no período da seca, a Secretaria de infraestrutura e Obras precisa estar em todo vapor, porque é quando conseguimos avançar mais em tapa-buraco, recapeamento e pavimentação. Já a Limpurb tem um volume maior de trabalho nas chuvas, quando o mato cresce e o lixo aumenta. Então, fazemos esse equilíbrio: Obras gasta mais agora e a Limpurb volta a ter maior parte do orçamento na temporada chuvosa. Isso garante eficiência sem comprometer os serviços”, explicou o prefeito, em tom tranquilizador.

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Até julho, a Secretaria de Infraestrutura e Obras já contabilizou 63.507 buracos tapados em 72 bairros, com a utilização de 19,8 mil toneladas de massa asfáltica. Também executou 235 quilômetros de patrolamento na zona urbana e 600 quilômetros na zona rural, além de mais de 1.400 bocas de lobo limpas e diversos trechos de pavimentação concluídos em bairros como Quilombo, São José e Terra Nova. Grandes projetos estruturantes, como viadutos e readequações viárias, seguem em andamento. A Limpurb, por sua vez, registrou resultados expressivos nos primeiros sete meses do ano.

O programa Cata-treco recolheu mais de 1.066 toneladas de materiais inservíveis em mais de 100 bairros. A empresa também realizou manutenção em 56 unidades educacionais, 86 unidades de saúde, 96 praças públicas e 15 ginásios. A limpeza percorreu 45 avenidas principais, além de parques como Tia Nair, das Águas e da Família, que recebem cuidados diários. Mais de 30 mil pontos de iluminação pública também foram atendidos pelas equipe

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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