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Prefeitura de Cuiabá intensifica ações de prevenção ao HIV e combate ao preconceito

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), deu início às ações do Dezembro Vermelho, campanha nacional instituída pela Lei nº 13.504/2017. Durante todo o mês, as atividades serão voltadas à conscientização, prevenção e tratamento do HIV/AIDS e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), além do reforço ao combate ao estigma e à promoção dos direitos humanos.

Com o lema “A Vida Pede Cuidado”, a campanha deste ano busca ampliar o acesso à informação e fortalecer o acolhimento. Segundo dados nacionais divulgados na mobilização, cerca de 960 mil pessoas vivem com HIV no Brasil, das quais 95% recebem tratamento gratuito pelo SUS. Os números evidenciam que, com acompanhamento adequado, é possível viver com qualidade e manter a saúde estável.

A SMS reforça que a prevenção vai além do uso do preservativo – que continua sendo a forma mais eficaz de proteção simultânea contra HIV e outras ISTs. A rede municipal disponibiliza uma estratégia completa de cuidado, incluindo:

• Preservativos masculinos e femininos: distribuídos gratuitamente nas unidades de saúde;
• PrEP (Profilaxia Pré-Exposição): medicação tomada antes da exposição ao vírus, reduzindo em mais de 90% o risco de infecção;
• PEP (Profilaxia Pós-Exposição): tratamento de emergência que deve ser iniciado em até 72 horas após uma situação de risco;
• Prevenção vertical: acompanhamento e tratamento para gestantes, reduzindo o risco de transmissão para o bebê a quase zero.

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Diagnóstico rápido: 30 minutos que salvam vidas

Um dos principais focos do Dezembro Vermelho em Cuiabá é incentivar a testagem regular. O diagnóstico precoce interrompe a cadeia de transmissão e garante início imediato do tratamento.
Os testes para HIV, Sífilis e Hepatites Virais estão disponíveis nas Unidades de Saúde da Família (USF) e no Serviço de Atendimento Especializado (SAE). A realização é:

• Rápida: resultado em até 30 minutos;
• Sigilosa: atendimento confidencial, podendo ser feito anonimamente;
• Acessível: não exige jejum, preparo prévio ou justificativa.

A campanha também reforça a diferença entre HIV (o vírus) e AIDS (estágio avançado da infecção). Graças aos avanços da medicina, o HIV é hoje uma condição crônica tratável. Um dos conceitos-chave é o I=I (Indetectável = Intransmissível), que significa que pessoas em tratamento regular e com carga viral indetectável não transmitem o vírus.

A SMS alerta para a urgência de combater o estigma, que muitas vezes afasta as pessoas do diagnóstico e do cuidado. Vale reforçar: HIV NÃO é transmitido por abraços, beijos sociais, aperto de mão, suor, saliva, uso compartilhado de talheres ou banheiros.

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Além do HIV, o Dezembro Vermelho também chama atenção para outras infecções com tratamento garantido pelo SUS:
• Sífilis: tem cura, mas exige tratamento rápido;
• Hepatites Virais B e C: contam com vacina (no caso do tipo B) e terapias eficazes;
• HPV: prevenível por vacina disponível gratuitamente para adolescentes.

A secretária municipal de Saúde, Danielle Carmona, destaca que a campanha reforça o compromisso da gestão com o cuidado integral:

“Nosso maior objetivo é garantir que cada pessoa tenha acesso à informação, ao diagnóstico e ao tratamento, sem medo e sem preconceito. Prevenir é um ato de responsabilidade, mas também de amor. Estamos fortalecendo nossas ações para que toda a população se sinta acolhida e segura ao buscar os serviços de saúde.”

Procure a unidade de saúde mais próxima da sua casa para realizar o teste rápido ou retirar preservativos. Todos os atendimentos são gratuitos pelo SUS.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Estudo aponta que revisão das regras pode reduzir piso do frete de grãos em até 11%

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ampliou a pressão por mudanças no cálculo do piso mínimo do frete rodoviário após um estudo da Universidade de São Paulo (USP) apontar que a metodologia atual pode superestimar os custos do transporte. No caso dos grãos, alterações em apenas um dos parâmetros poderiam reduzir os valores calculados entre 6,38% e 11,04%, dependendo da distância e da configuração do caminhão.

A discussão ocorre poucas semanas depois da sanção da Lei 15.485/2026, que modificou as regras da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC). A bancada ruralista participou das negociações no Congresso para construir um texto que preservasse a remuneração dos caminhoneiros sem impor custos considerados excessivos aos produtores e demais contratantes de frete.

Parte desse acordo, porém, foi vetada na sanção presidencial. Os vetos ainda aguardam análise do Congresso. Paralelamente, entidades do setor produtivo apresentaram à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) 15 sugestões para a regulamentação das novas regras.

A principal reivindicação é que o piso reflita com maior precisão o custo efetivamente necessário para realizar cada operação. A própria legislação sancionada determina que a metodologia seja técnica, transparente e aderente aos custos operacionais do transporte.

O debate ganhou respaldo de um estudo do Grupo de Pesquisa e Extensão em Logística Agroindustrial (Esalq-Log), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP. Os pesquisadores identificaram pelo menos 17 pontos que poderiam ser aperfeiçoados na metodologia utilizada para calcular o piso.

Um dos principais questionamentos está na quantidade de horas mensais atribuídas à utilização do caminhão. O cálculo atual considera 181 horas por mês. O estudo propõe elevar a referência para 220 horas, mais próxima da disponibilidade efetiva do veículo e do motorista.

A diferença é importante porque os custos fixos do caminhão são divididos pelo número de horas de operação. Quanto menor a utilização considerada na fórmula, maior tende a ser o custo atribuído a cada viagem.

Nas simulações realizadas pelos pesquisadores, a adoção de 220 horas reduziria em média 7,6% os pisos calculados. No transporte de grãos, a diferença ficaria entre 6,38% e 11,04%, conforme o número de eixos e a distância percorrida.

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Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a discussão não deve ser tratada como uma disputa entre produtores e caminhoneiros, mas como uma correção necessária da forma de calcular o custo do transporte.

“Não interessa ao produtor rural ter um frete artificialmente barato que inviabilize o transportador. Caminhão parado também significa soja, milho, algodão e insumos parados. O que precisamos é de uma metodologia que remunere corretamente quem transporta, mas que seja baseada no custo real da operação. Se a fórmula parte de premissas que não correspondem à realidade, alguém acaba pagando uma conta maior do que deveria”, afirma Rezende.

Segundo Rezende, a diferença ganha importância porque o Brasil depende fortemente das rodovias para escoar a produção agrícola. “Uma diferença de 6%, 8% ou 10% no frete pode parecer pequena quando se olha apenas uma viagem. Quando isso é multiplicado por milhares de toneladas transportadas por centenas ou até mais de mil quilômetros, estamos falando de um impacto muito grande sobre a margem do produtor e sobre a competitividade do produto brasileiro”.

Rezende acrescenta que o custo logístico começa antes da venda da safra. “O caminhão não leva apenas o grão para o armazém, para o porto ou para a indústria. Ele também traz fertilizante, sementes, defensivos, máquinas e outros insumos até a propriedade. Uma metodologia distorcida pode pesar nas duas pontas: aumenta o custo para produzir e volta a pesar quando chega a hora de comercializar a safra”.

Outro parâmetro questionado pela pesquisa é a vida econômica utilizada para calcular depreciação e remuneração do capital investido no caminhão. A metodologia considera sete anos, enquanto dados da própria ANTT indicam idade média de 16,4 anos para os veículos de tração que circulam no País.

Ao simular uma vida útil próxima de 16 anos e fazer outros ajustes relacionados a esse parâmetro, o estudo encontrou possibilidade de redução entre 6% e 10% no custo calculado para determinadas operações de transporte de grãos.

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As propostas não se limitam a esses dois pontos. Os pesquisadores analisaram consumo de combustível, configuração e número de eixos dos veículos, retorno vazio, operações de maior produtividade e diferentes modalidades de contratação. A conclusão é que uma fórmula única pode não representar adequadamente a diversidade das operações realizadas nas rodovias brasileiras.

Entre as 15 contribuições apresentadas pelo setor produtivo à ANTT está justamente a adoção do custo operacional efetivo como referência. As entidades defendem que despesas que não representem desembolso necessário para a realização do transporte não sejam incorporadas artificialmente ao piso.

Outra discussão envolve o prazo para pagamento. A nova lei estabelece limite máximo de 30 dias úteis. O setor produtivo defende que a contagem comece na entrega da carga ao destino, evitando que parte do prazo seja consumida enquanto a mercadoria ainda está em trânsito.

A Lei 15.485 também tornou mais rígida a fiscalização. Toda operação de transporte rodoviário remunerado deverá ser registrada por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), conforme cronograma a ser estabelecido pela ANTT. A legislação prevê ainda multa de R$ 10,5 mil para determinadas infrações relacionadas à oferta ou contratação abaixo do piso e permite medidas contra reincidentes.

A FPA agora trabalha em duas frentes: tenta influenciar a regulamentação da ANTT para que a nova metodologia considere os custos efetivamente observados nas operações e articula no Congresso a análise dos vetos presidenciais.

Para o produtor rural, o resultado dessa discussão terá efeito direto sobre uma das principais despesas para colocar a safra no mercado. Em um País no qual boa parte dos grãos percorre centenas de quilômetros de caminhão entre a fazenda, os armazéns, as indústrias e os portos, alguns pontos percentuais no frete podem representar uma diferença relevante no resultado final da produção.

Fonte: Pensar Agro

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