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Prefeitura de Cuiabá inicia mutirão de cirurgias ortopédicas no HMC

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), inicia nesta terça-feira (1º) um mutirão de cirurgias ortopédicas eletivas no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC). A ação pretende reduzir a fila de espera de pacientes já avaliados e com indicação cirúrgica para procedimentos como prótese de quadril e artroscopia de ombro.

As cirurgias serão realizadas no decorrer da semana, com previsão de atender ao menos dois pacientes por dia. A iniciativa contempla pacientes acompanhados pelo ambulatório especializado do próprio HMC, que já passaram por triagem com ortopedistas e têm diagnóstico definido para a necessidade da intervenção cirúrgica.

“O foco desse mutirão são as cirurgias eletivas, ou seja, aquelas que não são de urgência, mas que impactam diretamente na qualidade de vida do paciente. Neste primeiro momento, vamos realizar artroscopias de ombro e implante de prótese de quadril. Já realizamos anteriormente cirurgias de reconstrução de ligamento do joelho, e agora estamos avançando para outras demandas igualmente importantes”, explica o médico cirurgião ortopédico Dr. Vitor Savério Spalatti, que coordena o Centro Cirúrgico do HMC.

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A logística do mutirão foi organizada para garantir eficiência e segurança. A internação dos pacientes será feita no máximo um dia antes da cirurgia, ou no mesmo dia, e a previsão de alta é para o dia seguinte ao procedimento, garantindo agilidade no atendimento e rotatividade dos leitos.

“No caso das próteses de quadril, nossa meta é que o paciente já consiga se levantar e dar os primeiros passos com auxílio de andador e com o acompanhamento da equipe de fisioterapia ainda no primeiro dia após a cirurgia. Já nas artroscopias, que são procedimentos minimamente invasivos, o paciente recebe orientações detalhadas, por escrito e verbalmente, sobre os cuidados pós-operatórios, e é liberado com imobilização e suporte adequado”, detalha o Dr. Spalatti.

Mesmo com a intensificação das cirurgias eletivas, o atendimento às urgências ortopédicas seguirá normalmente, sem prejuízo ao fluxo regular do hospital.

“Ainda que esses pacientes não sejam casos de emergência, eles aguardam há bastante tempo por uma solução. São cirurgias que fazem diferença significativa na mobilidade, na dor e no bem-estar dessas pessoas. Por isso, estamos avançando nesse mutirão com responsabilidade, planejamento e respeito à fila de espera”, completa o médico.

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A secretária municipal de Saúde, Dra. Lucia Helena Barboza Sampaio, destacou que este é mais um dos mutirões que vêm sendo realizados pela atual gestão para reduzir a fila de cirurgias eletivas em Cuiabá.

“Desde o início do ano, temos intensificado os esforços para avançar com mutirões em diversas especialidades. Esse movimento faz parte de um plano maior de reorganização da nossa rede cirúrgica, buscando devolver dignidade e qualidade de vida aos pacientes que esperam por esses procedimentos. Seguiremos com novos mutirões ao longo do semestre para continuar diminuindo a fila e atender com mais agilidade a população cuiabana”, afirmou a gestora.

A iniciativa reforça o compromisso da Prefeitura de Cuiabá em ampliar o acesso às cirurgias especializadas e fortalecer o atendimento no maior hospital público de Mato Grosso.

#PraCegoVer

A imagem ilustra a fachada do Hospital Municipal de Cuiabá. A unidade possui as cores verde e amarela.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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