AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá fará pavimentação e drenagem no Bairro Itapajé

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Adjunta Especial de Licitações e Contratos, publicou na edição nº 1207 da Gazeta Municipal, desta segunda-feira (22), o edital de concorrência eletrônica nº 07/2025, referente ao Processo Administrativo nº 103.965/2025.

O documento prevê a contratação de empresa especializada em engenharia para executar obras de pavimentação asfáltica e implantação de sistema de drenagem pluvial nas ruas Tapirapé, Terena, Umutina e Cinta Larga, no Bairro Itapajé. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras.

As intervenções contemplam a pavimentação com Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ), técnica que garante maior resistência e durabilidade, aliada à preparação de base e sub-base adequadas. Também será implantado um sistema completo de drenagem pluvial, com tubulações, bocas de lobo, caixas coletoras e poços de visita, planejados a partir de estudos hidrológicos para assegurar a eficiência do escoamento da água das chuvas e evitar alagamentos. Após a conclusão do asfalto, o bairro também receberá sinalização viária horizontal e vertical, como faixas de rolamento, faixas de pedestres e placas de regulamentação, garantindo mais segurança no tráfego. O contrato prevê ainda serviços complementares de terraplenagem, remoção de entulhos, limpeza da área, transporte de materiais e adequação de meio-fios e calçadas.

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De acordo com o secretário de Infraestrutura e Obras, Reginaldo Teixeira, a iniciativa representa um avanço significativo para os moradores do Itapajé, que há anos convivem com os transtornos da falta de pavimentação e drenagem. “Essa obra é muito esperada pela comunidade. Além de resolver problemas de poeira e lama, ela trará mais qualidade de vida e segurança, valorizando o bairro e garantindo melhores condições de mobilidade urbana”, destacou.

A abertura das propostas ocorrerá no dia 6 de outubro, às 10h (horário de Brasília), pela plataforma BLL Compras (www.bllcompras.org.br). O edital completo está disponível no site oficial da Prefeitura, pelo link: http://licitacao.cuiaba.mt.gov.br/licitacao.

Poderão participar do certame empresas do ramo de engenharia compatível com o objeto licitado e que atendam às condições previstas no edital. Está autorizada a participação em consórcios de até três empresas. O processo será realizado no modo de disputa aberto e fechado, com lances baseados no preço global e intervalo mínimo de 0,1% em relação à melhor proposta.

Mais informações podem ser obtidas de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, pelo telefone (65) 3645-6241 ou pelo e-mail [email protected].

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#PraCegoVer

A imagem mostra um rolo compactador finalizando o serviço de pavimentação asfáltica.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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