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Prefeitura de Cuiabá e Ministério da Saúde implantam centro para monitorar impactos climáticos na saúde

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou na tarde desta quinta-feira (7) mais uma etapa do Plano de Trabalho de implementação do Centro de Informação em Saúde e Clima (CISC) da capital. A ação ocorre em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação-Geral de Mudanças Climáticas e Equidade em Saúde (CGClima).

Participaram do encontro representantes do Ministério da Saúde, equipes da Vigilância Sanitária de Cuiabá, além da secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, e da secretária adjunta de Atenção Especializada, Najla Brito.

A iniciativa tem como principal objetivo fortalecer a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos impactos causados pelas mudanças climáticas, promovendo integração de dados, planejamento estratégico e ações voltadas à prevenção e resposta rápida às emergências sanitárias relacionadas ao clima.

Durante a reunião, representantes do Ministério da Saúde destacaram que o enfrentamento às doenças e eventos relacionados às mudanças climáticas já é uma realidade vivida pelos municípios brasileiros e que o SUS precisa estar preparado para responder de forma cada vez mais eficiente e antecipada.

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A proposta do CISC é ampliar a capacidade de monitoramento e tomada de decisão baseada em evidências, utilizando informações integradas da vigilância em saúde, climatologia, ciência de dados e comunicação.

Entre os principais objetivos debatidos durante a oficina estão o fortalecimento do SUS, a integração de diferentes bancos de dados e sistemas de monitoramento, além da produção de conhecimento com foco nas populações mais vulneráveis.

O projeto também prevê o uso de dados provenientes de estações meteorológicas, sensores ambientais, satélites e plataformas de monitoramento climático para auxiliar na identificação de riscos e no planejamento de ações preventivas em saúde pública.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou a importância de Cuiabá integrar o projeto nacional de fortalecimento da saúde climática.

“Estamos trabalhando para preparar cada vez mais a nossa rede municipal de saúde para enfrentar os desafios provocados pelas mudanças climáticas. Cuiabá vive períodos de calor extremo, baixa umidade e queimadas, e isso impacta diretamente a saúde da população. Participar desse projeto significa investir em prevenção, planejamento e cuidado com as pessoas”, afirmou.

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Já a secretária adjunta de Atenção Especializada, Najla Brito, ressaltou a importância da integração de dados para fortalecer a tomada de decisões na saúde pública.

“Essa integração entre informações da saúde, dados meteorológicos e monitoramento ambiental permite que o município atue de forma mais rápida e eficiente. O objetivo é antecipar respostas, reduzir riscos e garantir um atendimento mais preparado para situações climáticas que afetam diretamente a população”, disse.

Além de Cuiabá, outros estados e municípios estratégicos participam das oficinas de implementação do Centro de Informação em Saúde e Clima, entre eles Rio de Janeiro, Porto Alegre, Rondônia e Acre.

A Secretaria Municipal de Saúde reforçou que a participação de Cuiabá no projeto representa um avanço importante para o fortalecimento da saúde pública e para a construção de políticas voltadas à prevenção, monitoramento e redução dos impactos climáticos na vida da população cuiabana.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Produtor tem até 30 de setembro para entregar a DITR

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O produtor rural tem até 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026 e não precisa adotar automaticamente o valor da terra divulgado pelo município ou por órgãos estaduais. As tabelas servem como referência, mas o valor informado deve refletir as características e o preço de mercado de cada imóvel.

O esclarecimento foi feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Segundo o órgão, os preços publicados representam médias regionais e não substituem uma avaliação individual da propriedade.

O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é autodeclaratório. Isso permite que o contribuinte utilize um valor diferente da tabela, desde que consiga demonstrar como chegou ao resultado. Diferenças sem justificativa podem levar a Receita Federal ou o município conveniado a revisar a declaração e cobrar imposto adicional, juros e multa.

O Valor da Terra Nua (VTN) deve corresponder ao preço de mercado do imóvel em 1º de janeiro de 2026. O cálculo precisa considerar fatores como localização, acesso, logística, relevo, qualidade do solo e aptidão agrícola.

Propriedades formadas por áreas com características diferentes não devem ter todos os hectares avaliados pelo mesmo preço. A orientação é separar os talhões entre lavoura de aptidão boa, regular ou restrita, pastagem, silvicultura e áreas de preservação. Depois, a área de cada parcela é multiplicada pelo valor correspondente à sua capacidade de uso.

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Uma área próxima de rodovias, com solo fértil e condições adequadas para mecanização, por exemplo, tende a valer mais do que um talhão com acesso difícil, relevo acidentado ou limitações produtivas. Essas particularidades podem justificar um VTN diferente da média municipal.

Quando houver diferença relevante, especialmente se o valor declarado estiver abaixo da referência pública, o produtor deve manter um laudo de avaliação elaborado por profissional habilitado. O documento precisa identificar o imóvel, explicar a metodologia adotada e apresentar os elementos utilizados para determinar o preço.

Também é necessário separar o valor da terra nua dos investimentos existentes na propriedade. Construções, instalações e benfeitorias, como casas, galpões, currais, cercas e sistemas de irrigação, não entram no VTN. O mesmo vale para culturas, pastagens cultivadas ou melhoradas e florestas plantadas.

Matas nativas e pastagens naturais, entretanto, compõem o valor da terra nua. Áreas de preservação permanente, reserva legal e outras áreas ambientalmente protegidas podem ser excluídas da área tributável quando atendidos os requisitos legais, mas isso não significa que desapareçam do cálculo do valor total da terra.

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A declaração pode ser entregue pelo serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal. O acesso exige conta gov.br Prata ou Ouro. Pessoas físicas com imóveis de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026.

A entrega fora do prazo gera multa de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, respeitado o valor mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence em 30 de setembro.

A tabela pública oferece uma referência para o preenchimento, mas não substitui a avaliação da propriedade. O produtor que declarar um valor diferente deve estar preparado para demonstrar que o cálculo representa as condições reais do imóvel.

Fonte: Pensar Agro

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