AGRONEGÓCIO

Prefeitura de Cuiabá discute com charreteiros ações para controlar descarte no CPA III

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb), realizou na manhã desta segunda-feira (6) uma reunião com representantes da Associação de Charreteiros de Cuiabá para tratar da organização do ponto de descarte localizado no CPA III, que também serve de sede para a entidade. O encontro foi conduzido pelo diretor-geral da Limpurb, Felipe Wellaton, e teve como objetivo definir medidas para coibir o descarte irregular de resíduos no local e garantir condições adequadas de trabalho aos charreteiros.

Durante a reunião, ficou definido que o espaço permanecerá fechado ao público em geral, com acesso autorizado apenas aos charreteiros cadastrados, atualmente 17, para o descarte controlado dos materiais coletados. A Prefeitura também instalará caçambas controladas, destinadas à separação de recicláveis e resíduos de obras civis, que serão higienizadas semanalmente pelas equipes da Limpurb.

Recentemente, uma força-tarefa da Limpurb removeu cerca de 400 toneladas de lixo que haviam sido depositadas irregularmente na área. Entre o material recolhido estavam restos de construção civil, pneus, vidros, recicláveis, animais mortos e até resíduos provenientes da coleta de lixo comum. Segundo o diretor-geral Felipe Wellaton, a ação faz parte de um esforço mais amplo para regularizar e estruturar os pontos de descarte da capital.

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“Cuiabá ainda não possui um ecoponto em funcionamento. Estamos há cerca de seis meses de gestão e esse é um dos desafios que assumimos. Já estamos cobrando a empresa responsável para viabilizar a entrega do primeiro ecoponto da capital”, explicou Wellaton.

O diretor ressaltou que a área do CPA III é utilizada por charreteiros há mais de 30 anos e que o trabalho da Limpurb visa regulamentar a atividade, garantindo que a separação e destinação dos materiais sejam feitas de forma correta e ambientalmente responsável.

“O espaço não funcionará como lixão, mas como ponto de entrada de veículos autorizados para o descarte controlado. A área será organizada com baias e caçambas específicas, mantendo o local limpo e sob controle”, afirmou.

Do ponto de vista administrativo, o local ainda passa por um processo de regularização. A área pertence ao Governo do Estado e precisará ser desmembrada para permitir a operação formal e conjunta entre órgãos municipais e estaduais.

Felipe Wellaton destacou ainda que a intenção da Prefeitura não é encerrar as atividades no ponto, mas sim garantir que ele funcione dentro das normas ambientais e sanitárias. “Nosso foco é dar condições adequadas de trabalho aos charreteiros e manter a cidade limpa, evitando novos bolsões de lixo”, concluiu.

A reunião marca mais um passo da gestão municipal no enfrentamento ao descarte irregular de resíduos e na busca por soluções sustentáveis e integradas para a limpeza urbana de Cuiabá.

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A Prefeitura reforça que o descarte irregular é proibido pelo Código Sanitário e de Posturas do Município (Lei Complementar nº 4/1992) e está sujeito a multas que variam de R$ 818,90 a R$ 2.807,03, com acréscimos de até R$ 1.871,35 para cada 1.000 m² de área impactada.

As penalidades variam conforme o tipo de resíduo:

– Resíduos não poluentes: multa de R$ 409,00 a R$ 4.083,00, dependendo da gravidade e reincidência;

– Resíduos poluentes (como pneus, tintas, solventes, óleos usados, entulho e peças mecânicas): infração pode ser leve, grave ou gravíssima, com multas de R$ 149,26 a R$ 1.014.566,53.

Além das sanções administrativas, o descarte de poluentes pode configurar crime ambiental, conforme previsto na Lei nº 9.605/1998.

Como alternativa ao descarte irregular, a Prefeitura disponibiliza gratuitamente o serviço de Cata-treco, que realiza a coleta de objetos inservíveis, como sofás, colchões, móveis e eletrodomésticos. O agendamento pode ser feito pelo telefone (65) 3645-5518 ou pelo WhatsApp (65) 99243-6502. Os materiais recolhidos recebem a destinação adequada no aterro sanitário ou em cooperativas de reciclagem.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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