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Prefeitura de Cuiabá, Crea-MT e Conselho de Arquitetura vistoriam montagem de estrutura na Arena Pantanal 

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Sorp), realizou nesta quinta-feira (23) uma vistoria integrada com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso (Crea-MT) e o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) na Arena Pantanal, local que receberá o show da banda Guns N’ Roses no próximo dia 31.

O objetivo da fiscalização é garantir que todas as estruturas montadas, como palco, torres de iluminação, sonorização e sistemas elétricos, estejam dentro dos padrões exigidos e possuam responsáveis técnicos devidamente habilitados. As equipes de fiscalização inspecionaram o local para assegurar toda a documentação esteja regular antes da liberação definitiva da Arena Pantanal para o show.

De acordo com o secretário adjunto de Regulação e Fiscalização da Sorp, Robson Pereira dos Santos, a medida é essencial para assegurar a integridade do público e dos trabalhadores envolvidos.

“É fundamental que saibamos exatamente o que está sendo montado e quem são os responsáveis por cada parte, seja o palco, as torres ou a parte elétrica. Todos precisam apresentar a documentação técnica e o certificado do Corpo de Bombeiros. Quando recebemos esse documento, confirmamos que tudo está regular e seguro para o evento”, destacou Robson.

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Durante a inspeção, os fiscais Guilherme Trad e Natália Magri, do CAU-MT, verificaram as documentações dos profissionais de arquitetura e engenharia envolvidos. Segundo Natália, o acompanhamento garante que cada etapa da montagem, do projeto à execução, esteja sob responsabilidade de profissionais legalmente habilitados.

O agente de fiscalização e coordenador da Fiscalização Preventiva Integrada do Crea-MT, Reinaldo Magalhães Passos, conhecido como Reynaldo Toshyro, reforçou a importância da atuação conjunta dos órgãos. Entre as documentações exigidas constam as Anotações de Responsabilidade Técnica (ART) e os Registros de Responsabilidade Técnica (RRT).

“Nosso trabalho é identificar os responsáveis técnicos pela montagem das estruturas, palco, iluminação, sonorização e geradores. A presença desses profissionais é uma exigência legal e uma forma de garantir segurança a todos que participarão do evento”, explicou Reinaldo.

A arquiteta Jaqueline Rachid Jaudy, responsável técnica da empresa organizadora do evento, contratada para desenvolver os projetos de segurança do evento, também acompanhou a vistoria. “Um evento desse porte exige atenção a cada detalhe. Nosso papel é assegurar que todas as questões de segurança estejam em conformidade e que o público possa aproveitar com tranquilidade. A atuação conjunta da Prefeitura, dos conselhos e dos Bombeiros é indispensável para o sucesso do evento”, afirmou.

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Liberação de Licença

A assessora técnica da Sorp, Noeide Rodrigues de Moura, responsável pela emissão de licenças especiais, explica que, para a realização de grandes eventos na capital, a Prefeitura de Cuiabá exige a Licença Especial, documento essencial para assegurar a legalidade e a conformidade de qualquer empreendimento público.

A fiscalização municipal orientou a produção responsável pelo show a iniciar o protocolo documental com antecedência, medida considerada fundamental diante da estimativa de público, que pode ultrapassar 40 mil pessoas, e do impacto significativo que um evento dessa magnitude representa para a economia local.

O processo de análise inclui diversas reuniões técnicas voltadas à discussão das etapas e à verificação detalhada de toda a documentação. A etapa final consiste em uma vistoria conclusiva, agendada para o dia 30, com o objetivo de confirmar se toda a estrutura montada atende integralmente aos requisitos exigidos e previamente aprovados.

#PraCegoVer

A imagem mostra três fiscais, um da Sorp, um do Crea-MT e um do CAU-MT, durante uma vistoria na Arena Pantanal. Eles vestem jalecos com a identificação dos respectivos órgãos: federal, estadual e municipal.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Produção de suínos cresce 50% e abre espaço para novos investimentos

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A suinocultura de Mato Grosso do Sul cresceu aproximadamente 50% nos últimos três anos e já alcança cerca de 3,6 milhões de animais abatidos por ano. A expansão, que coloca o Estado entre os principais polos emergentes da atividade no País, estará no centro das discussões do VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul, marcado para 17 de setembro, em Dourados (a cerca de 240km da capital, Campo Grande).

O avanço ocorre em uma região que até poucos anos atrás tinha participação bem menor na produção nacional de carne suína. Mato Grosso do Sul passou a ocupar a quinta posição no ranking brasileiro de abates, atrás de Estados com tradição muito mais antiga na atividade, como Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Parte dessa expansão está associada à disponibilidade de milho e soja, principais componentes da alimentação dos animais e responsáveis pela maior parcela do custo de produção. A proximidade entre as granjas e as regiões produtoras de grãos reduz distâncias no abastecimento de ração e cria condições para a instalação de novas unidades produtivas e industriais.

Outro fator é o crescimento do número de matrizes. Em 2026, mais de 111,5 mil matrizes já estavam cadastradas no Programa Leitão Vida, política estadual de incentivo à produção. Até o início de junho, 272 estabelecimentos participavam do programa.

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No mesmo período, 1,63 milhão de suínos haviam sido abatidos dentro do programa e os incentivos concedidos aos produtores superavam R$ 45 milhões. A atividade também acumulou aproximadamente R$ 1,7 bilhão em cartas-consulta aprovadas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) nos últimos sete anos.

A política de incentivo passou ainda por mudanças. O novo protocolo do Leitão Vida ampliou as exigências relacionadas à biossegurança, bem-estar animal, rastreabilidade, sustentabilidade e utilização de tecnologias nas propriedades.

Dos 272 estabelecimentos participantes neste ano, 239 já haviam migrado para o novo sistema de conformidade. A intenção é atrelar parte dos incentivos não apenas ao volume produzido, mas também ao cumprimento de padrões técnicos, sanitários e ambientais.

Para o produtor, essa mudança ganha importância porque a expansão da atividade depende cada vez mais do acesso a mercados exigentes. Sanidade, rastreabilidade e biossegurança deixaram de ser apenas questões internas das granjas e passaram a influenciar diretamente a capacidade de frigoríficos e produtores alcançarem novos compradores.

Mato Grosso do Sul também ampliou sua estrutura industrial. Unidades instaladas no Estado vêm aumentando a capacidade de abate, movimento necessário para acompanhar o crescimento das granjas e evitar um desequilíbrio entre a oferta de animais e a capacidade de processamento.

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A expansão da suinocultura cria ainda uma demanda adicional para a agricultura estadual. Cada aumento no alojamento de animais significa maior consumo de milho e farelo de soja, estabelecendo uma relação direta entre o crescimento das granjas e o mercado regional de grãos.

Esse movimento pode ser especialmente importante para regiões com grande produção de milho segunda safra. A instalação de unidades de produção animal permite transformar parte do grão dentro do próprio Estado em proteína de maior valor agregado, reduzindo a necessidade de transportar toda a produção agrícola por longas distâncias até outros centros consumidores.

O crescimento, entretanto, exige investimentos elevados. Construção e modernização de granjas, climatização, tratamento de dejetos, biossegurança, armazenagem de ração e adequações ambientais aumentam a necessidade de capital e tornam a expansão dependente de planejamento financeiro e acesso ao crédito.

Consolidado como um dos principais encontros da suinocultura no Centro-Oeste, o Fórum ocorre justamente quando Mato Grosso do Sul tenta transformar o forte crescimento dos últimos anos em uma cadeia maior, mais tecnificada e com maior participação nos mercados nacional e internacional.

Serviço

VIII Fórum de Desenvolvimento da Suinocultura de Mato Grosso do Sul
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 7h às 18h
Local: Unigran – Dourados (MS)

Fonte: Pensar Agro

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