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Prefeitura de Cuiabá acompanha apresentação de resolução que amplia exigências de segurança nas unidades de saúde

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A secretária municipal de Saúde de Cuiabá, Danielle Carmona, participou nesta terça-feira (3) da reunião de apresentação da Resolução nº 2.444/2025, realizada na sede do Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso. A gestora representou a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá no encontro, que reuniu médicos, gestores públicos e autoridades para debater as novas exigências de segurança nas unidades de saúde.

A normativa, publicada pelo Conselho Federal de Medicina, estabelece medidas obrigatórias para garantir proteção aos profissionais da saúde e autoriza os Conselhos Regionais a determinarem a interdição ética — total ou parcial — de estabelecimentos que não assegurem condições mínimas de segurança.

Entre as exigências previstas estão controle de acesso, videomonitoramento, botão de pânico, protocolos de resposta imediata em casos de agressão, rotas de fuga, comunicação obrigatória de episódios de violência às autoridades e suporte psicológico e jurídico aos profissionais. A resolução também atribui aos diretores técnicos das unidades a responsabilidade direta pela adoção das medidas.

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Durante o evento, a secretária destacou a importância da integração entre as instituições envolvidas.

“A segurança dos profissionais de saúde exige diálogo permanente entre os próprios profissionais, os conselhos de classe, as secretarias de segurança pública municipal e estadual, bem como os órgãos de controle. Somente com essa atuação conjunta conseguiremos garantir ambientes de trabalho mais seguros e, consequentemente, um atendimento de mais qualidade à população”, afirmou Danielle Carmona.

A Resolução nº 2.444/2025 entra em vigor em 1º de março de 2026 e faz parte de uma mobilização nacional para enfrentar o aumento dos casos de violência contra médicos no país. Segundo dados apresentados durante o encontro, episódios de agressão contra profissionais de saúde têm sido registrados com frequência, o que reforça a necessidade de medidas estruturais e preventivas.

Também estiveram presentes o secretário-adjunto de Atenção Secundária, Odair Mendonsa, e a assessora jurídica Raquel Bordest, reforçando o compromisso da gestão municipal com o fortalecimento das condições de trabalho na rede pública.

A Prefeitura de Cuiabá acompanhará a regulamentação e os desdobramentos da medida, avaliando as adequações necessárias na rede municipal de saúde, em consonância com as diretrizes estabelecidas.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Safra de café deve dar salto e atingir 73,3 milhões de sacas em 2026/27

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Após ciclos consecutivos castigados por intempéries climáticas e gargalos na oferta, o parque cafeeiro brasileiro prepara-se para uma virada expressiva. A produção nacional de café deve registrar uma robusta recuperação na safra 2026/27, projetada para alcançar a marca de 73,3 milhões de sacas de 60 quilos. O avanço reflete diretamente a recomposição do cinturão produtor nacional, historicamente fragilizado por restrições hídricas nas últimas temporadas.

O diagnóstico consta do mais recente relatório mensal divulgado pelo banco Holandês Rabobank, instituição global líder em financiamento do agronegócio. De acordo com a análise setorial a recuperação será capitaneada pelo café do tipo arábica, amplamente favorecido pela regularidade do regime de chuvas nas principais regiões produtoras. Do volume total estimado, o arábica responderá por 48,7 milhões de sacas, enquanto o conilon (robusta) deve somar 24,6 milhões de sacas.

Se as perspectivas para o campo são de fartura, o ritmo do comércio exterior caminha em marcha mais lenta. O fluxo de exportações brasileiras iniciou o ano sob o signo da cautela. No fechamento do primeiro trimestre de 2026, os embarques ao exterior totalizaram 8,5 milhões de sacas, um tombo severo de 21% na comparação com o mesmo intervalo de 2025.

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Mesmo com uma reação pontual registrada em março — quando o País embarcou 3,04 milhões de sacas, um incremento de 15% sobre fevereiro —, o resultado mensal ainda empacou 7,8% abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior.

Segundo a área de inteligência de mercado do Rabobank, o encolhimento do comércio exterior não sinaliza falta de produto, mas sim uma decisão estratégica do cafeicultor. Diante de elevados diferenciais de preços globais e de uma pontual perda de competitividade do grão nacional frente a concorrentes externos, os produtores vêm optando por reter os lotes, adotando uma postura nitidamente defensiva.

Para além das porteiras, o cenário de incertezas globais emergiu como o principal freio à rentabilidade da lavoura. As fricções geopolíticas no Oriente Médio, centralizadas na escalada de tensões entre os Estados Unidos e o Irã, continuam a injetar forte volatilidade nas bolsas internacionais, com reflexo direto nos custos de produção.

A crise pressiona as cotações de energia e derivados de petróleo, encarecendo o frete e a operação de maquinários. O maior impacto, contudo, recai sobre a cadeia de fertilizantes. O Brasil possui uma vulnerabilidade estrutural crônica no setor, dependendo da importação de aproximadamente 90% de todos os nutrientes minerais aplicados no solo. Sob a ameaça de bloqueios logísticos e pressões inflacionárias globais, o preço dos insumos disparou, intensificando os riscos cambiais e tornando a fixação prévia de preços uma engenharia de alto risco para as cooperativas e produtores.

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A perda do poder de compra do agricultor fica evidente na forte deterioração da relação de troca. Em abril, o cafeicultor precisou desembolsar 4,97 sacas de arábica para adquirir uma única tonelada do adubo blend 20-05-20, contra 4,66 sacas exigidas em março. O tombo na comparação anual é dramático: em abril de 2025, bastavam apenas 2,25 sacas para comprar o mesmo volume de nutrientes.

Embora o comportamento lateralizado e as realizações de lucros tragam volatilidade, o arábica subiu 3% em março e 2% em abril, enquanto o robusta recuou 9% e recuperou 3% nos respectivos meses, as cotações internacionais se mantêm em patamares historicamente elevados, o que mitiga parcialmente o aperto das margens.

Fonte: Pensar Agro

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