AGRONEGÓCIO

Prefeitura abre semana do Enfrentamento ao Trabalho Infantil de Rua

Publicado em

A Prefeitura de Cuiabá iniciou uma importante ação voltada à proteção da infância, nesta segunda-feira (16): o 1º Encontro da Rede Socioassistencial sobre o Enfrentamento ao Trabalho Infantil de Rua. O evento reuniu especialistas, técnicos e representantes de diferentes órgãos públicos para debater soluções práticas e integradas, visando tirar crianças e adolescentes das ruas e garantir seus direitos.

Organizado pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, o encontro marca um compromisso da gestão municipal com a infância. “O prefeito Abilio e a primeira-dama Samantha têm grande preocupação com esse tema. Trouxemos parceiros importantes, como o Ministério do Trabalho, para discutir o que é, de fato, trabalho infantil e como podemos enfrentá-lo de forma eficaz”, afirmou a secretária Hélida Vilela.

O secretário adjunto Andrico Xavier destacou a urgência da pauta. “A gente não pode mais negar o que está diante dos nossos olhos. Precisamos agir com urgência. Crianças estão nas ruas em situação de exploração. O trabalho infantil só é permitido na condição de jovem aprendiz, a partir dos 14 anos. E mesmo assim, com proteção e direitos garantidos. Antes disso, é ilegal e cruel”, reforçou.

Leia Também:  Porto de Santos Intensifica Controle de Pragas em 42,5 Milhões de Toneladas de Grãos

Valdiney Antônio de Arruda, do Ministério do Trabalho e Emprego (SRTE/MT), enfatizou a importância da articulação institucional: “Este é um evento pioneiro. Cuiabá está de parabéns pela iniciativa. A rede socioassistencial aqui tem se mostrado uma das mais eficazes do país”.

A programação incluiu palestras sobre os conceitos legais e sociais do trabalho infantil, a contextualização do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI) e orientações práticas do Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS). A expectativa da Prefeitura é que o encontro gere diretrizes concretas para ações integradas de combate à exploração infantil nas ruas da capital.

“A gente precisa ir de encontro a essas crianças, conhecer suas histórias e ajudá-las de verdade. Queremos um futuro em que nenhuma criança precise estar nas ruas em situação de vulnerabilidade”, finalizou Andrico.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Frio favorece plantio, mas produtores seguem cautelosos com custos e clima

Published

on

A chegada da primeira massa de ar polar de 2026 mudou o ambiente das lavouras de inverno no Sul do Brasil e trouxe um cenário diferente para cada fase do trigo no país. Enquanto o frio atual tende a beneficiar áreas recém-plantadas no Paraná, produtores do Rio Grande do Sul seguem cautelosos diante das incertezas climáticas e econômicas para a próxima safra.

O trigo é uma cultura típica de clima frio, mas os efeitos das baixas temperaturas variam conforme o estágio da lavoura. Neste momento, o frio ajuda mais do que atrapalha.

No Paraná, onde o plantio da safra 2025/26 já começou, cerca de 17% da área prevista havia sido semeada até a última semana, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral). As áreas implantadas estão principalmente em germinação e crescimento vegetativo inicial.

Nessa fase, temperaturas mais baixas favorecem o desenvolvimento da cultura. O frio ajuda na emergência uniforme das plantas, reduz parte do estresse térmico e cria um ambiente mais adequado para o crescimento vegetativo inicial.

Por isso, a onda de frio que derruba as temperaturas no Centro-Sul neste início de maio tende a ser positiva para o trigo recém-semeado no Paraná e em parte de Santa Catarina. O cenário muda completamente mais adiante, durante o florescimento e o enchimento de grãos. Nessas fases, geadas fortes podem provocar perdas severas de produtividade e qualidade, queimando espigas e comprometendo o potencial industrial do cereal. É justamente esse risco futuro que mantém parte dos produtores cautelosa neste início de safra.

Leia Também:  Cuiabá Regula debate saneamento e abastecimento de água na Câmara Municipal

No Rio Grande do Sul, principal produtor nacional de trigo, a semeadura ainda não começou. Os produtores seguem em fase de planejamento da temporada, avaliando custos, clima e perspectivas de mercado antes de ampliar os investimentos.

Além da preocupação climática, o setor acompanha um cenário econômico mais apertado. Fertilizantes mais caros, custos elevados com operações mecanizadas, dificuldades no seguro rural e maior cautela no crédito vêm reduzindo o apetite por expansão da área cultivada.

Ao mesmo tempo, o mercado oferece sustentação importante aos preços. A baixa disponibilidade de trigo argentino com qualidade adequada para panificação continua limitando a oferta no Mercosul e fortalecendo as cotações no Brasil.

No Rio Grande do Sul, os preços seguem ao redor de R$ 1.300 por tonelada no interior. No Paraná, as referências se aproximam de R$ 1.400 por tonelada nos moinhos.

A dificuldade de encontrar trigo argentino com teor de proteína acima de 11,5% também vem levando parte da indústria brasileira a buscar produto nos Estados Unidos, operação mais cara e logisticamente mais complexa.

Leia Também:  Aquisição de insumos para a próxima safra segue lenta, destaca o Cepea

Esse ambiente ajuda a sustentar os preços internos justamente no momento em que o produtor começa a decidir quanto investir na nova safra.

Mesmo assim, a preocupação com o clima permanece no radar. Segundo a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS), a previsão de maior frequência de chuvas durante o inverno e a primavera pode elevar riscos nas fases mais sensíveis da cultura, especialmente florescimento e enchimento de grãos.

Por isso, muitos produtores vêm adotando uma postura mais conservadora, reduzindo o pacote tecnológico, diminuindo investimentos em insumos e até substituindo parte da área de trigo por outras culturas de inverno.

O próprio Deral projeta queda de 15% na produção paranaense de trigo na safra 2025/26, reflexo principalmente da redução da área cultivada.

Neste início de maio, porém, o frio ainda joga a favor do trigo brasileiro. O desafio do setor será transformar esse começo climático positivo em uma safra rentável em meio aos altos custos, às incertezas do mercado internacional e aos riscos climáticos que costumam ganhar força ao longo do inverno.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA