AGRONEGÓCIO

Prefeito sanciona mais duas leis e ressalta protagonismo de vereadoras

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, sancionou, na tarde desta segunda-feira (5), duas leis aprovadas pela Câmara Municipal, durante cerimônia no Salão Nobre do Palácio Alencastro. O evento contou com a presença de autoridades, lideranças comunitárias e representantes da sociedade civil. O ato solene teve como destaque a participação dos autores das proposições: as vereadoras Michelly Alencar e Dra Mara, além dos vereadores Ilde Taques e Coronel Dias.

A primeira lei, de autoria da vereadora Michelly Alencar declara de utilidade pública a Associação dos Trilheiros do Coxipó do Ouro, entidade que atua na promoção de atividades esportivas e na preservação ambiental na zona rural da capital. Com a sanção, a instituição passa a ter respaldo jurídico para firmar convênios com o poder público e receber recursos, fortalecendo sua atuação junto à comunidade.

Já a segunda norma, proposta pela vereadora Dra Mara, tem caráter social e visa proteger crianças em situação de vulnerabilidade. A nova legislação proíbe a exposição de menores de 12 anos em vias públicas, feiras, semáforos e demais espaços públicos em situação de abandono, realizando pedidos ou atividades comerciais. A lei também estabelece diretrizes para o encaminhamento dessas crianças a programas de proteção social, além de prever sanções para responsáveis ou terceiros que utilizem menores em práticas ilícitas.

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Ao discursar, o prefeito Abilio Brunini reiterou a importância de valorizar o trabalho do Legislativo Municipal. “Fazemos questão de convidar os vereadores para os atos de sanção, como forma de reconhecer e dar visibilidade às boas iniciativas que nascem no parlamento. A harmonia entre os Poderes é essencial para que políticas públicas cheguem à ponta com eficácia e legitimidade”, afirmou.

A presença dos autores das proposições nos atos de sanção reforça o compromisso da gestão com o diálogo institucional e com o fortalecimento da democracia local. As novas leis refletem demandas da sociedade cuiabana e foram construídas com a participação direta dos parlamentares, que atuam em sintonia com a população.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Renegociação das dívidas rurais avança no Congresso e pode aliviar pressão financeira no agronegócio brasileiro

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A aprovação pelo Senado Federal do projeto que institui uma linha especial para renegociação das dívidas de produtores rurais representa um avanço relevante para o agronegócio brasileiro. A medida é voltada especialmente a produtores impactados por eventos climáticos extremos e por dificuldades econômicas acumuladas nos últimos anos.

O texto ainda precisa passar por nova análise na Câmara dos Deputados antes de seguir para eventual sanção presidencial.

Medida busca reduzir inadimplência e preservar atividade no campo

A proposta prevê condições diferenciadas para o refinanciamento de débitos rurais, incluindo prazos mais longos e redução de juros. O objetivo é oferecer alternativas para produtores que enfrentam endividamento após sucessivas perdas de safra provocadas por secas, enchentes e oscilações do mercado agrícola.

Além de aliviar a pressão financeira imediata, o projeto também busca evitar o aumento da inadimplência e criar mecanismos que facilitem o acesso ao crédito rural em um cenário de maior instabilidade climática.

Especialistas destacam impacto econômico amplo

Para o advogado e sócio do escritório Dosso Toledo Advogados, Ricardo Dosso, a iniciativa reforça o reconhecimento da importância estratégica do agronegócio para a economia nacional.

Segundo ele, produtores têm enfrentado fatores fora de seu controle, especialmente ligados ao clima e à volatilidade dos mercados. A possibilidade de renegociação pode contribuir para reorganizar financeiramente as propriedades e reduzir a judicialização no setor.

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O especialista também alerta para os efeitos em cadeia da inadimplência no campo, que podem atingir fornecedores, cooperativas, transportadoras e até a arrecadação de municípios dependentes da atividade agropecuária.

Planejamento será decisivo para adesão dos produtores

A advogada Ana Franco Toledo destaca que o avanço da proposta exige atenção redobrada dos produtores na avaliação das condições que serão estabelecidas na regulamentação da futura lei.

Segundo ela, nem toda renegociação representa automaticamente vantagem financeira, sendo essencial analisar prazos, garantias, impactos tributários e efeitos contratuais antes da adesão.

A especialista também avalia que o mecanismo pode aumentar a previsibilidade do crédito rural, fortalecendo a segurança jurídica entre produtores e instituições financeiras.

Gestão de riscos ganha protagonismo no setor

Já a advogada Natália Marques de Oliveira afirma que o projeto reflete uma mudança na forma como os riscos do agronegócio vêm sendo tratados, especialmente diante do aumento da exposição a eventos climáticos extremos e instabilidades econômicas.

Para ela, a renegociação de dívidas deve ser vista não apenas como uma solução emergencial, mas como parte de uma estratégia mais ampla de gestão de riscos no campo.

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A especialista também destaca que a medida pode ajudar a evitar o abandono de atividades produtivas e preservar empregos em regiões fortemente dependentes do agronegócio.

Debate fiscal segue no Congresso

Apesar do avanço no Senado, o projeto ainda será analisado pela Câmara dos Deputados, etapa em que podem ocorrer ajustes no texto. O tema também gera discussões sobre o impacto fiscal da medida e o equilíbrio entre apoio ao setor produtivo e responsabilidade nas contas públicas.

Perspectiva para o crédito rural no Brasil

Para especialistas, independentemente do formato final da proposta, o debate reforça a necessidade de mecanismos estruturais que aumentem a resiliência financeira do agronegócio brasileiro.

Diante da crescente frequência de eventos climáticos extremos e da volatilidade dos mercados, políticas de renegociação e gestão de risco tendem a ganhar cada vez mais relevância na sustentação da atividade agropecuária no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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