AGRONEGÓCIO

Prefeito reúne representantes da Abrasel para tratar da Lei do Silêncio

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, reuniu-se nesta terça-feira (14) com representantes da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-Cuiabá), secretários municipais e a deputada federal Coronel Fernanda para tratar da aplicação e revisão da Lei do Silêncio. Durante a reunião, o gestor ouviu atentamente as reivindicações do setor e apresentou três propostas iniciais para lidar com os desafios impostos pela atual legislação.

O prefeito destacou a importância de equilibrar o desenvolvimento econômico e o bem-estar da população, ressaltando as dificuldades enfrentadas pela administração municipal diante das reclamações de barulho excessivo e desordem.

“Eu, como prefeito, preciso escolher entre movimentar a economia e cuidar de autistas ou idosos que estão sofrendo com o barulho. É uma questão de dignidade humana. Existem idosos com problemas cardíacos que estão perdendo qualidade de vida devido ao lazer em excesso dos outros. Essa é uma escolha difícil e peço compreensão do setor neste momento”, ponderou.

Entre as soluções propostas, o prefeito sugeriu o encaminhamento de lei à Câmara de Vereadores de Cuiabá com atualização da atual. Também sugeriu a criação de um cadastro positivo para facilitar o diálogo entre representantes dos bares, moradores e órgãos de fiscalização; a adesão ao programa Vigia Mais MT, que permite o compartilhamento de imagens de câmeras de segurança e a implementação de um padrão de medição sonora, com aferição em três pontos diferentes para garantir o cumprimento dos limites de decibéis.

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Participação e comprometimento

A deputada federal Coronel Fernanda, presente na reunião, enfatizou a importância do diálogo para encontrar soluções equilibradas. “Assim como o prefeito disse, temos que chegar a um consenso que atenda tanto aos comerciantes quanto à população. Muitos desses trabalhadores continuam se recuperando dos prejuízos causados pela pandemia. Estou aqui para intermediar essa questão e garantir que ninguém saia prejudicado”, afirmou.

Para o secretário municipal de Turismo, Luiz Fernando, a reunião foi um marco na busca por soluções conjuntas. “A cidade está ficando mais triste sem a vida noturna e os eventos culturais. Precisamos revitalizar o Centro Histórico, o Porto e outras regiões. A lei atual, em vigor desde 2013, precisa de ajustes urgentes para que possamos movimentar a economia com responsabilidade”, disse.

Juliana Chiquito Palhares, secretária municipal de Ordem Pública, destacou o volume de reclamações recebidas e a necessidade de seguir padrões técnicos para o conforto acústico da população. “Não dá para agradar a todos, mas estamos comprometidos em encontrar soluções que respeitem as famílias atípicas e os idosos, sempre dentro dos limites da lei”, declarou.

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Jhonny Everson, secretário interino de Cultura, Esporte e Lazer, ressaltou a importância de uma fiscalização preventiva e da atualização da legislação. “Nosso objetivo é promover o equilíbrio entre o setor produtivo e o bem-estar dos cidadãos cuiabanos. Vamos trabalhar para oferecer soluções eficientes”, afirmou.

Paulo Toledo, representante da Abrasel, avaliou a reunião como produtiva e sinalizou o comprometimento do setor com a revisão da lei. “A prefeitura demonstrou uma disposição muito boa para o diálogo. Estamos confiantes de que uma legislação mais atualizada será elaborada, contemplando as demandas do setor e da população”, concluiu.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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