AGRONEGÓCIO

Prefeito reúne conselheiros tutelares e discute valorização da categoria

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O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, se reuniu na quarta-feira (19), no Palácio Alencastro, com conselheiros tutelares da capital. No diálogo, Abilio destacou que a sede do Poder Executivo, assim como seu gabinete, sempre estarão de portas abertas para ouvir demandas de todas as categorias responsáveis pelo serviço público.

Abilio também cobrou empenho dos profissionais em relação às crianças que ficam nas ruas da capital pedindo doações. “Os conselheiros apresentaram suas reivindicações e discutimos o que é viável atender neste momento. A prefeitura enfrenta um cenário de calamidade financeira, mas podemos atender algumas demandas, como a alocação de servidores para dar apoio técnico aos conselhos, principalmente ao Conselho Tutelar de plantão, a fim de evitar prejuízos nas atividades”, afirmou o prefeito.

Entre as pautas, o conselheiro e coordenador do Sexto Conselho Tutelar, Dênis Marcelo Duarte Silva, destacou como a principal a revisão das horas extras. “As pautas foram bem apresentadas, o prefeito foi direto e já deu orientações claras sobre o que pode e o que não pode ser feito. Acredito que, a partir de agora, teremos avanços significativos. O prefeito reconheceu a necessidade da revogação da restrição às horas extras”, declarou o representante da categoria.

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A secretária adjunta da Secretaria de Assistência Social, Hélida Vilela, avaliou o encontro como positivo. Representando a secretária de Assistência Social, coronel Vânia Garcia Rosa, ela destacou que várias solicitações, principalmente as que não envolvem custos imediatos, foram atendidas.

“Os conselheiros saíram satisfeitos da reunião, com a maioria das demandas atendidas pelo prefeito. As solicitações que não exigem orçamento imediato, como a realocação de servidores para apoiar a estrutura física ou operacional dos conselhos”, afirmou Hélida.

#PraCegoVer

A imagem mostra o prefeito Abilio Brunini em reunião com conselheiros tutelares da capital. Ele se encontra sentado, usando camiseta cinza, olhando um documento entregue pela categoria. Ao redor da mesa também se encontram os conselheiros tutelares, que estão sentados articulando com o prefeito.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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